De portuguesacoriano a 13 de Julho de 2012 às 13:06
Saudações a todos Meu nome é Manuel Gonçalves e tal como vocês, partilho desse sentimento de desapontamento face á triste realidade que cada um de nós se depara nos dias de hoje. Isto de ser Português é algo inevitável que é nos imposto por natureza, não a volta a dar a este facto. A realidade é a de cada um, e vois que hoje estais indignado por certo no vosso caminho cruzaram-se com muitos, já á muito descontentes com a sua (realidade) neste aspecto, atrevo-me a vos dar as boas vindas a minha realidade estando certo que desde há muito que o nosso numero aumenta, já chega a classes, que até há pouco tempo eram poderosas, ainda o são, mas parece-me que que pelo andamento isto vai chegar a todos, até mesmo aqueles que hoje criticamos e culpamos, é inevitável, uma questão de tempo e da natureza. Naturalmente e olhando a nossa História com alguma profundidade, dou por mim surpreso, "mas isto é o nosso fado, e esta gente não vê que isto foi sempre assim!" . Não, a teoria de que isto agora tinha tudo para mudar, não pega bem no meu ouvido. Ora vejamos, recuando vemos este Portugal nasce de uma situação de conflito entre uma mãe e seu filho, da briga, o filho pegou numa pequena parte de território, infelizmente chamou a mãe de "puta" e parece que lhe deu um estalo na face, zangado ou contente fechou-se neste "cantinho", defendeu-o com toda a sua força, evidentemente que não o fez sozinho, havia mais como ele e desde então são eles quem governa e desgoverna e desta, alerto que quem governa, em 1º primeiro lugar governa-se a si.(em tua casa não é assim?) mas isto vai mal, neste andamento vamos voltar ou ás mãos de uma ditadura e ao poder um "punhado" de feudos que se governam sem nenhum sentimento que demonstre amor e garanto do bem e do bom ao seu povo, ou então teremos convulsão social. Capitalismo, é só uma designação, um nome, que vai mudando ao longo da Historia, depois na pratica tudo se resume a uma espécie de "Reis, glutões de luxuria" que não olham a meios para enriquecerem(se), a vaidade é uma caracteristica própria do ser humano Quanto a Portugal como identidade que é, é caso para dizer "pau que nasce torto mal ou nunca se endireita" Vejo que sempre andamos ou mendigar ou a roubar, somos como os outros, mas com a diferença de tamanho, somos pequeninos e passamos por isso, mais tempo a mendigar do que a ganhar ou a roubar ou lá o que quiserem lhe chamar. Acabaram-se as colónias ou perderam as colónias (pouco importa agora, se foram perdidas ou outra coisa qualquer) e sem outro caminho a seguir foi bem vinda a CEE e a globalização, nos primeiros 25 anos houve dinheiro para todos, "era uma alegria". Agora acabou-se a "mama" agora temos é que pagar por 25 anos em que nenhum governo tivesse sequer tentado mudar "este fado". Eu ainda parvo julgava que isto tinha tudo para endireitar, ilusão, mera ilusão. E depois, isto já lá estava tudo escrito e assinado, o contrato foi esse e além do mais, ninguém dá nada de por mão beijada. Agora ou pagamos ou fazemos o quê? não fazemos nada, somos tão pequeninos que neste globo quase que nem nos vêm, somos como uma formiga no meio de elefantes. Desta feita caía bem era uma manifestação de indignação civilizada, relembrando o 25 de Abril, mas em vez dos cravos irem enfiados nas G3, levavamos-os enfiados no "traseiro". De resto, o próprio global, a Terra, ela não cresce, apenas aumenta a sua população e por isso mesmo também esta em desequilíbrio. É natural e é simples, pelo facto de não ser possível que um sistema dure eternamente sem um dia colapsar e este, o Capitalismo, ser um sistema veloz para atingir grandes valores, mas e como consequencia inevitável, vai colapsar, não se animem aqueles que assim o desejam, são processos demorados, depois ainda há que passar por um período de luto pousio, para só então dar lugar a o nascer um novo sistema, pois tal só possivel quando o equilíbrio assim o permite.A velocidade do processo varia consoante a sua dimensão, se for global é lento, estou a falar de séculos ou milénios, se for por Ex: Europeu, são décadas ou até mesmo séculos e por aí fora até chegar a si, ou a mim, bastam-nos 9 meses para nascer e apenas uns segundos para colapsar. Este momento da vida é a nossa realidade.