por estas e por outras que há décadas os países árabes produtores de petróleo dizem aos governos ocidentais: "Nós pomos o preço do petróleo demasiado alto?! Vocês ganham muito mais do que nós, que o produzimos!"
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Bom dia, Após contacto telefónico para denunciar uma agressão numa escola, foi-me solicitado que vos contatasse por este meio. Assim, e enquanto professora e cidadã passo a relatar o acidente/agressão de que fui vítima. Sou professora numa escola, em Setúbal e, na passada segunda feira, dia 25 de fevereiro, um aluno de uma turma de 9º ano retirou, sem o menor ruído e sem que quase ninguém se apercebesse, de propósito, a porta da sala de aula dos encaixes, pelo que a mesma ficou encostada à parede, dando a noção de que estava aberta normalmente. Quando me dirigi para a porta com o intuito de a fechar (convém salientar que é uma porta pesadíssima), a mesma caiu-me sobre o lado direito do corpo. Se não fosse um aluno estar junto a mim e tivesse sustentado a sua queda total, teria, certamente, ocorrido uma tragédia. Chamei funcionários e um elemento da Direção da escola para testemunharem a ocorrência e foram necessárias quatro pessoas para voltar a colocar a porta nos encaixes. Como no momento, e com o susto, nada parecia ter-me magoado, continuei a dar aulas até às 18:30h. Já no carro, durante o trajeto de Setúbal para Almada, comecei a sentir tonturas, dores no lado direito do corpo; um formigueiro e dores na cabeça, vista, ouvido e pescoço, pelo que me dirigi às urgências do Hospital Garcia de Orta, na área da minha residência. Permaneci durante seis horas nas urgências, onde me foram realizados exames, nomeadamente uma TAC e diversos RX que diagnosticaram um traumatismo craneano sem lesões internas graves e hematomas na cabeça. O resto do corpo apenas está dorido e com nódoas negras (face, braço e anca). Contudo, e sem "pieguices" (como diria o nosso Passos), eu poderia ter morrido, se a queda da porta não tivesse sido apaziguada. E se caísse em cima de um aluno e o matasse? A responsabilidade; negligência; leviandade; processo disciplinar e, quiça, despedimento por justa causa seriam imputados a quem? Ao professor. Todos lavariam as mãos qual Pilates... Quem me indeminiza pelos danos de saúde de que padeço há três anos por ter ido parar a esta escola por um engano, omissão, incompetência...? O que irá acontecer a estes alunos que já cometeram inúmeras infrações graves e continuam nas escolas como se nada fosse? Sim, é que o IFP que, supostamente, "acolhia" estes alunos não os aguentam e estão a enviá-los para as escolas novamente... Surreal; irónico; subversivo.... não acham? Gostaria que o meu caso fosse divulgado, não por ser mais um, mas por ter podido ser mais um, isto é, daqueles que são omissos por medo de represálias de vária ordem e/ou proveniência. Para além disso, segundo o MEC, os alunos, agora, após o Novo Estatuto do Aluno, têm, na teoria, punições graves. Contudo, na prática, e se forem menores, cometem delitos que põem em risco a integridade física e moral dos seus pares, assobiando impunemente, como se nada se passasse, uma vez que não têm a mínima consciência da consequência dos atos que cometem, mas sabem, porém, que nada lhes acontece de efetivo. Nem os pais nem os alunos são responsabilizados pelos danos humanos e materiais que despoletam e as escolas e respetivas direções veem-se de mãos atadas, perante leis algo perversas. Como é que um Diretor pode penalizar um aluno como ele merece e de acordo com o delito que comete, sabendo que, muitas das vezes, a família sobrervive "à conta" do rendimento de inserção se o menino não prevaricar? O que pode fazer um professor perante um caso "banal" destes? O que pode fazer a Direção de uma escola? O que pode fazer o MEC? O que pode fazer a sociedade? O que (se) pode fazer (de) Portugal? Come-se e cala-se com medo? Enterra-se a cabeça na areia e assobia-se para o lado, enquanto não for connosco e é com o colega? Espera-se que morra alguém a quem se tecerá hipócritas elogios na hora da partida? Por que motivo oiço todos os professores a queixarem-se no fundo das suas olheiras, diariamente, de tudo e todos, que se arrastam literalmente por não aguentarem mais a exaustão, a (o)pressão e o medinho, mas no momento de dar a cara, de falar, de confrontar, de estender a mão a um colega, se encolhem, efiando a cabeça no seu umbigo cobarde e individualista, como quem pensa "não é nada comigo; o melhor é não me misturar...". Até, um dia, lhe tocar a si ou aos seus. A desunião e o medo não fazem a força. A cobardia não deverá ser o nosso lema. O país e a sua soberania dependem de um ensino e de uma educação, onde se estejae seja tratado com dignidade para que o brio e a motivação por dar/fazer mais e melhor venham ao de cima. É o lema de muitas empresas, até já em Portugal, note-se com estranheza... Este é mais um desabafo de uma professora maltratada, que faz 80 quilómetros para ir trabalhar, gastando cerca de 250 euros/mês em gasóleo e portagens, sem quaisquer ajudas de custo, como tantos que tanto se queixam e, no entanto, as auferem; a quem retiraram cerca de 200 euros para acertos, no mês de fevereiro; que está congelada (a todos os níveis) há cerca de 8 anos; que vê contratados a serem colocados como efetivos, passando à frente dos seus 20 anos de serviço, porque o MEC decidiu oferecer mais um presente envenenado a 600 contratados, atirando areia para os olhos de todos, e passando, ou melhor, tentando passar, um atestado de debilidade mental aos professores e cidadãos portugueses, subestimado a sua inteligência. E os professores de quadro que estão há anos longe de casa e das suas famílias, gastando o que já não têm: saúde; esperança e dinheiro? Resta a frustração e ir trabalhar com dores; malas com rodinhas; com depressões ou cancros. Também, quantos mais morrerem melhor, certo? Não vou cantar a Grândola Vila Morena, porque não estou em condições físicas para o fazer, mas conto com a divulgação deste texto ou caso (como melhor entenderem fazer), visto serem uma entidade respeitadora da liberdade de expressão dos portugueses e que, indubitavelmente, lhes servem um excelente serviço público.
Ex..º Sr. General Chefe do Gabinete de S. Ex.ª o Ministro da Defesa Nacional, Caro camarada: Apresento a V. Ex.ª os meus cumprimentos. Tomo a liberdade de me dirigir a V. Ex.ª para lhe solicitar que transmita a S. Ex.ª o Sr. Ministro a minha indignação relativamente à forma pouco respeitosa e mesmo insultuosa como se referiu às Forças Armadas, aos militares e às suas Associações representativas, no passado dia 1 de Fevereiro. De todos os governantes, o Ministro da tutela era o último que deveria proferir palavras dessa estirpe. Sou Tenente-General Piloto-Aviador na situação de Reforma, cumpri 41 anos de serviço efectivo e possuo três medalhas de Serviços Distintos (uma delas com palma), duas medalhas de Mérito Militar (1.ª e 2.ª classe) e a medalha de ouro de Comportamento Exemplar. Servi o meu País o melhor que pude e soube, com lealdade e com vocação, sentimentos que S. Ex.ª não hesita em por levianamente em causa. Presentemente, faço parte com muito orgulho, do Conselho Deontológico da Associação de Oficiais das Forças Armadas. Diz o Sr. Ministro que “a solução está em todos nós. Em cada um de nós”. Não é verdade! A solução está única e exclusivamente na substituição da classe política incompetente que nos tem governado (?) nos últimos 25 anos, e que nos tem levado, de vitória em vitória, até à derrota final! Os comuns cidadãos deste País, nomeadamente os militares, não têm qualquer responsabilidade neste descalabro. Como disse o Sr. Coronel Vasco Lourenço no seu livro, “os militares de Abril fizeram uma coisa muito bonita, mas os políticos encarregaram-se de a estragar…” Diz também S. Ex.ª que as Forças Armadas estão a ser repensadas e reorganizadas. Ora, se existe algo que num País não pode ser repensado nem modificado quando dá jeito ou à mercê de conjunturas desfavoráveis, são as Forças Armadas, porque serão elas, as mesmas que a classe política vem sistematicamente vilipendiando e ultrajando, a única e última Instituição que defenderá o Estado da desintegração. Fala o Sr. Ministro de algum descontentamento protagonizado por parte de alguns movimentos associativos. Se S. Ex.ª está convencido que o descontentamento de que fala se limita a “alguns movimentos associativos”, está a cometer um erro de análise muito sério e perigoso, e demonstra o desconhecimento completo do sentir dos homens e mulheres de que é o responsável político. Este descontentamento, que é geral, não tenha dúvida, tem vindo a ser gerado pela incompetência, sobranceria, despudor e, até, ilegalidade com que sucessivos governos têm vindo a tratar as Forças Armadas. É a reacção mais que natural de décadas de desconsiderações e de desprezo por quem (é importante relembrar isto) vos deu de mão beijada a possibilidade de governar este País democraticamente! As Forças Armadas não querem fazer política! Não queiram os políticos, principalmente os mais responsáveis, “ensinar” aos militares o que é vocação, lealdade, verticalidade e sentido do dever. Mesmo que queiram, não podem fazê-lo, porque não possuem, nem a estatura nem o exemplo necessários para tal. Quem tem vindo a tentar sistematicamente destruir a vocação e os pilares das Forças Armadas, como o Regulamento de Disciplina Militar, destroçado e adulterado pelo governo anterior? Quem elaborou as leis do Associativismo Militar, para depois não hesitar em ir contra o que lá se estabelece? Quem tem vindo a fazer o “impossível” para transformar os militares em meros funcionários do Estado? Apesar disso, tem alguma missão, qualquer que ela seja, ficado por cumprir? Fala S. Ex.ª de falta de vocação baseado em que factos? Não aceita S. Ex.ª o “delito de opinião”? Não são seguramente os militares que estão no sítio errado! Por tudo o que atrás deixei escrito, sinto-me profundamente ofendido pelas palavras do Sr. Ministro. Com respeitosos cumprimentos de camaradagem EDUARDO EUGÉNIO SILVESTRE DOS SANTOS Tenente-General Piloto-Aviador (Ref.) 000229-B P.S. – Informo V. Ex.ª que tenho a intenção de tornar público este texto. |
REPASSA POR FAVOR
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“Excelentíssimo senhor Presidente da República, junto à carta envio em anexo o meu cheque de RSI no valor de 8,91 euros, que considero um insulto”, indica a carta que uma mulher desempregada de 48 anos enviou a Cavaco Silva.
De acordo com a SIC, a beneficiária do RSI tem um rendimento mensal de apenas 180 euros, vivendo, aos 49 anos, com a ajuda dos pais, que lhe pagam nomeadamente os medicamentos para a depressão nervosa de que padece.
Em meados de 2012, a mulher começou por receber 50 euros de RSI, mas o valor tem vindo a descer até aos actuais 8,91 euros.
“Espero que este vale seja útil para os portugueses. Para mim não passa de uma grande vergonha”, diz a carta enviada ao Presidente. A beneficiária do RSI teve mesmo de pedir quatro euros à irmã para registar a carta, conta a SIC.
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. REFLEXÕES SOBRE O SISTEMA...
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. MOVIMENTO CONTRA O NAO : ...
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