Date: 03/08/2010 21:27
A seguir por todos que exerçam cargos Politicos ou nomeados pelo Governo !...
Enquanto autarca aceitarei prendas que possam ser encaminhadas para o Banco Alimentar contra a Fome.
Quando tomei posse como presidente da Câmara de Santarém fui confrontado com a quantidade de prendas que chegavam ao meu gabinete. Era a véspera de Natal. Para um velho polícia, desconfiado e vivido, a hecatombe de presuntos, leitões, garrafas de vinho muito caro, cabazes luxuosos e dezenas de bolo-rei cheirou-me a esturro. Também chegaram coisas menores. E coisas nobres: recebi vários ramos de flores, a única prenda que não consigo recusar.
Decidi que todas as prendas seriam distribuídas por instituições de solidariedade social, com excepção das flores. No segundo Natal a coisa repetiu-se. E então percebi que as prendas se distribuíam por três grupos. O primeiro claramente sedutor e manhoso que oferecia um chouriço para nos pedir um porco. O segundo, menos provocador, resultava de listas que grandes empresas ligadas a fornecimento de produtos, mesmo sem relação directa com o município, que enviam como se quisessem recordar que existem. O terceiro grupo é aquele que decorre dos afectos, sem valor material mas com significado simbólico: flores, pequenos objectos sem valor comercial, lembranças de Natal.
Além de tudo isto, o correio é encharcado com milhares de postais de boas-festas que instituições públicas e privadas enviam numa escala inimaginável. Acabei com essa tradição. Não existe tempo para apreciar um cartão de boas--festas quando se recebe milhares e se expede milhares.
Quanto às restantes prendas, por não conseguir acabar com o hábito, alterei-o. Foi enviada nova carta em que informámos que agradecíamos todas as prendas que enviassem. Porém, pedíamos que fosse em géneros de longa duração para serem ofertados ao Banco Alimentar contra a Fome. Teve um duplo efeito: aumentou a quantidade de dádivas que agora têm um destino merecido. E assim, nos últimos dois Natais recebemos cerca de 8 toneladas de alimentos.
Conto isto a propósito da proposta drástica que o PS quer levar ao Parlamento que considera suborno qualquer oferta feita a funcionário público. Se ao menos lhe pusessem um valor máximo de 20 ou 30 euros, ainda se compreendia e seria razoável. Em vários países do mundo é assim. Aqui não. Quer passar-se do 8 para o 80. O que significa que nada vai mudar. Por isso, fica já claro que não cumprirei essa lei enquanto funcionário público. Enquanto autarca aceitarei prendas que possam ser encaminhadas para o Banco Alimentar. E jamais devolverei uma flor que me seja oferecida.
Postado em Eira da Pedra,Carvalhal.Bombarral,13 de Agôsto de 2010
por Fonseca dos Santos
(Já tinha muita consideração pelo Sr...)
Freeport, Face Oculta, Casa Pia…
UMA JUSTIÇA DECADENTE …
Por Manuel Bernardo
(…) Cândida Almeida, em 7 de Junho reforçou a ideia de que 27
de Julho era uma data indiscutível (para concluir o inquérito).
José António Cerejo, in “Público” de 6-8-2010
(…) O desnorte de Pinto Monteiro começou a tornar-se evidente
pelo menos desde que pousou na sua secretária o processo “Face
Oculta” (em 24-6-2009) (…).
José Manuel Fernandes , idem .
Julgo que o Presidente da República, Cavaco Silva, depois de ler na imprensa notícias como estas e o artigo de José Eduardo Moniz, que em 7-8-2010, no “Correio da Manhã”, rotula o Procurador-Geral da República, de incompetente, não pode deixar de ficar perturbado e com a obrigação de tomar uma posição pública sobre o caso.
No mesmo sentido vão outras críticas, como a do ex-director do “Público”, José Manuel Fernandes, que no citado texto, com o título “O suicídio público do procurador-geral, take II”, afirma:
O que poderei pensar da honestidade intelectual de alguém que escreve terem tido os investigadores do caso Freeport – referindo-se implicitamente aos procuradores que emitiram o despacho final – “seis anos” para ouvirem quem quisessem, quando sabe que a investigação só passou para as suas mãos no final de 2008? (…)
E passando à análise do caso “Face Oculta”, ele refere nomeadamente.
(…) na entrevista por escrito ao DN utiliza argumentos falaciosos, num dos despachos em que não deu seguimento à pretensão dos magistrados de Aveiro de abrirem uma investigação ao caso PT-TVI, o procurador-geral usou escutas posteriores à conversa de 24 de Junho, citando conversas altamente inverosímeis e destinadas a despistar os investigadores. E, como se isso não chegasse, fez acabar o processo com uma decisão contraditória com anteriores declarações de intenção: a destruição dos seus próprios despachos, realizada de forma intempestiva como a queima de documentos comprometedores numa lareira antes da chegada das autoridades.
E avançando para os agressivos comentários ao comportamento de Pinto Monteiro no caso Freeport, José Manuel Fernandes escreve a seguir:
(…) Como pode um procurador-geral que, muito antes de o processo estar concluído, deu a entender que o primeiro-ministro não seria acusado, escrever agora que os procuradores tiveram sempre total autonomia? Antever o desenvolvimento do processo é dar total autonomia? E será que o procurador-geral já se esqueceu da quantidade de vezes que negou a existência pressões por parte do procurador Gomes da Mota, pressões cuja existência acabaria por ser confirmada e levar à suspensão daquele magistrado?
A investigação de José António Cerejo prossegue…
Apesar das declarações de Sócrates Pinto de Sousa às televisões em 27 de Julho, o “Público” fez saltar para a ribalta, a partir do dia seguinte, peças desse grande investigador jornalístico (José António Cerejo), que muitas dores de cabeça já tem provocado, ao longo dos tempos, a vários políticos portugueses. Naquela sua declaração o primeiro-ministro dizia frases como estas: “Fica agora evidente (…) a enormidade das calúnias, das falsidades e das injustiças que sobre mim foram insistentemente repetidas ao longo destes últimos seis anos (…)”; “A verdade acaba sempre por vir ao de cima”; “Faço esta declaração esperando que seja a última vez que se fala sobre o assunto”.
Então, Cerejo, que se constituíra assistente no processo, depois de na edição desse dia destacar que o Ministério Público ter concluído que tudo não passou de tentativa de extorsão, no “Público” de 29-7-2010, avançou com um texto intitulado “Procuradores quiseram ouvir Sócrates mas não tiveram tempo” e um sub-título: “MP diz que «importaria» ouvir o primeiro-ministro e elencou 27 perguntas a fazer-lhe. «Por ora» essa diligência foi «inviabilizada»”. Esclarece, a seguir, que essa inviabilização foi provocada por um despacho do vice-procurador-geral, Mário Gomes Dias (o que já fez 70 anos de idade e está em funções ilegalmente, esperando-se que uma diligência legislativa do PS e torne de novo em condições de continuar ao serviço!!!), com a data de 4 de Julho, fixou o prazo de 25-7-2010, para o encerramento do inquérito.
Na edição de 30 de Julho, José Manuel Cerejo montou uma cronologia do caso Feeport e, através de um gráfico, pretendeu explicar aos leitores o facto de terem ficado por esclarecer o destino de sete milhões de euros, que terão passado pelas empresas de Charles Smith e Manuel Pedro.
A troika do Ministério Público
O jornalista, que tenho citado, voltou a redigir novo texto em 6 de Agosto último, com o título “Afinal, os procuradores pediram para ouvir Sócrates, mas a autorização não chegou”. E tenta rebater as afirmações do procurador-geral ao DN, de que ”os investigadores ouviram quem quiseram e sem quaisquer restrições”. E faz esse exercício dedutivo através da documentação existente (ou agora ausente) no processo, realçando os despachos e os comunicados de Pinto Monteiro, do seu vice, Mário Gomes Dias e da directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, Cândida de Almeida.
E José Manuel Cerejo termina o seu texto com um “porquê das perguntas”, afirmando:
(…) No ofício que Vítor Magalhães e Paes de Faria pediram a Cândida Almeida para que tomasse as necessárias providências no sentido de se proceder à inquirição de Sócrates (27 perguntas) e Silva Pereira (dez perguntas) por escrito, explica-se o pedido com o facto de eles terem sido, respectivamente, ministro do Ambiente e secretário e Estado do Ordenamento Território e Conservação da Natureza, à data da viabilização do Freeport. Mas não só por isso. Também “por terem sido referidos em diversos momentos do inquérito, por alguns intervenientes, bem como em documentos apreendidos, designadamente José Sócrates, importa que se proceda à inquirição de ambos, não obstante a ausência de qualquer proposta da PJ nesse sentido”.
Este jornalista tem continuado diariamente a escrever sobre o processo Freeport e tal como Marcelo Rebelo de Sousa, no seu comentário da TVI do passado domingo, o principal alvo a abater tem sido Cândida Almeida, directora do DCIAP. Em 9-8-2010 titulava o seu texto com: “Cândida Almeida travou (em 2008) a equipa mista liderada pela PJ para investigar o Freeport”. De facto esta magistrada chamou a si o processo na altura e terá sido então “notória a sua preocupação com o facto de o inquérito visar o possível envolvimento do primeiro-ministro”.
E no dia seguinte, José António Cerejo, voltou a colocar em causa a investigação dirigida por esta magistrada, afirmando em título, com chamada para a 1.ª página: Investigação ao Freeport não ouviu autor do DVD que fala de corrupção”. No texto afirma que, na opinião de vários magistrados, apesar da gravação não poder ser considerada como prova, Alan Perkins (seu autor) e João Cabral, presente na conversa com Charles Smith e Manuel Pedro, deviam ter sido ouvidos no inquérito, o que não aconteceu. Destaca o sucedido deste modo:
(…) O gestor inglês (Perkins) foi o autor da gravação clandestina, relizada em 2006 ou 2007, do DVD divulgado no ano passado pela TVI em que Charles Smith afirma ter feito pagamentos a José Sócrates, então ministro do Ambiente, para que o Freeport fosse aprovado. João Cabral, põe seu lado, esteve presente e participou na conversa gravada por Perkins. (…)
Uma aliança estranha de última hora…
Este folhetim de rescaldo ao final do inquérito sobre o Freeport e quando já a socialista Ana Gomes pedia que Cândida Almeida e Pinto Monteiro se demitissem e a intervenção de Cavaco Silva com vista ao “normal funcionamento das instituições democráticas”, na sequência de um documento publicado no DN, a directora do DCIAP aparece nos jornais a subscrever uma carta aberta juntamente com os procuradores encarregados do caso em questão, a dizerem que tudo está bem e “ninguém desconfia de ninguém”… Isto depois de José António Cerejo ter escrito no seu texto de 9-8-2010, que “Vítor Magalhães afirmou ao DN (6-8-2010) que na reunião de Haia (2009) «quem deveria ter participado era Maria Alice Fernandes e Carla Gomes (quem melhor conheciam o processo na PJ de Setúbal) e não Cândida Almeida.
Enfim, as voltas e reviravoltas que este processo tem sofrido. E até há quem diga que Cândida de Almeida, ao longo dos anos, tem mantido sempre grandes deferências para com o nosso primeiro-ministro. Parece que tal sucede desde os tempos do processo da Cova da Beira e da sua estranha licenciatura (nas horas vagas…). Existem outros que recordam o facto de ela ter pertencido á comissão da candidatura de Mário Soares, havendo assim uma inclinação por apoiar alguns sectores do PS .
A vergonha do processo Casa Pia
Quanto ao monstro jurídico que é o caso Casa Pia, ninguém sai bem no “retrato” que se fizer posteriormente. Nem os professores universitários que têm vindo a colaborar com os sucessivos governos, nas alterações do Código Penal e do Código do Processo Penal e assim permitindo os mais variados incidentes e recursos, nem os partidos políticos que lhes deram a necessária cobertura legislativa. Desde o 25 de Abril a grande preocupação dos diferentes legisladores tem sido a defesa dos direitos arguidos (possíveis criminosos, para todos perceberem), esquecendo-se normalmente dos direitos das vítimas e dos agentes de polícia, que diariamente arriscam a vida no combate ao crime. E cada vez com maiores riscos nos tempos actuais.
Outro aspecto que considero muito grave é a falta de experiência de vida dos magistrados judiciais mais jovens que, mercê da escala (correcto, quando bem aplicada), acabam por ser chamados a decidir sobre processos complicados e onde “tudo” é permitido em nome da Justiça. Mandem-nos estagiar junto do Ministério Público/polícias de investigação ou dos Tribunais e, na minha opinião, apenas quando tiverem mais de 30 anos (ou 35) é que estarão em condições de tomar as devidas decisões sobre a vida das pessoas.
Um dos recentes escândalos em relação a este processo Casa Pia é o facto dos advogados de defesa terem contestado (e bem dentro dos “alçapões” e truques que a legislação lhes faculta) mais um terceiro adiamento na leitura da sentença. Há vinte anos atrás, aquando da minha passagem pelos tribunais militares não me lembro que tenha havido qualquer adiamento na leitura de uma sentença. Os juízes civis, que lá trabalhavam juntamente connosco (militares), sempre cumpriram as suas obrigações em relação a este e todos os outros aspectos do funcionamento daqueles tribunais. Nem que tivessem que “trabalhar noite e dia” (descansavam depois) para cumprir os prazos estipulados…
O sucedido na sessão de 5 de Agosto passado é bem significativo do estado a que chegou esta Justiça. Segundo o “Público” foi feita a análise dos documentos relacionados com Hugo Marçal. Então o advogado de Manuel Abrantes veio requerer que os actos praticados na sessão fossem considerados nulos, no que foi seguido pelos outros advogados de defesa. Mas isto tem algum “jeito”?! Na minha opinião, os juízes deviam ignorar esta atitude (fazendo apenas seguir o recurso para o tribunal superior), e marcavam a leitura da decisão, sem ligar a tal posição. Não foi isso que aconteceu. Um juiz adjunto, mais jovem com certeza, resolveu vir dar a cara publicamente afirmando:
“Considero estar aberta uma nova batalha jurídica que levará a que o processo venha a arrastar-se ainda mais no tempo. Os constantes desvios que os sujeitos processuais obrigam tornam impossível uma redacção contínua e serena” do acórdão, vaticinando que, assim, não vai ser possível que a juíza-presidente esteja em condições de proferir a decisão a 3 de Setembro.”
Não dá para acreditar! Então estas manobras dilatórias da defesa (estão no seu papel…) provocam tanta indecisão nos juízes, de tal modo que eles dizem ser provável voltar a ser adiada a leitura da sentença?! Será que o actual Código de Processo Penal permite tais escândalos processuais?!
Neste, como nos casos de corrupção, como afirma um relatório recente da Transparência Internacional, Portugal encontra-se abaixo da linha de água no combate à corrupção. E a técnica utilizada é sempre a mesma - navegar em águas cinzentas, como é salientado por esses organismos internacionais: “(Em Portugal) abundam as leis sobre a corrupção e crimes conexos, mas são de tal modo fragmentadas e difíceis de interligar, que levam facilmente a incertezas sobre quais aplicar.
Agosto de 2010
Manuel Bernardo
Postado em
Fonseca dos Santos
Eira da Pedra,13 de Agôsto de 2010
SR Primeiro Ministro
Estes escritos são dirigidos à sua pessoa,como cidadão português que parece ter nascido em berço de ouro e tem continuado em REDOMA DE VIDRO... Bem esta REDOMA de VIDRO não foi criada por si,mas pelos seus amigos da onça...Há dias vi-o na TELEVISÃO ,julgo que foi na RTP-certamente no SERVIÇO PÚBLICO dessa estação. Digo-lhe sinceramente,que fiquei satisfeito com a sua satisfação que foi como quem sai de uma situação de desgraça e finalmente encontra um alivio. Mas ,afinal quanto ao freeport que julgo que seria o processo que mais o implicava e complicava a instrução,disse cá com os meus "botões"Bem e se os dois arguidos pedirem NOVA instrução do PROCESSO??? REPARE SR PRIMEIRO MINISTRO;NEM SEQUER UM ELEMENTO LIGADO À ADMINISTRAÇÂO PÚBLICA É ACUSADO !!!!! E se acrescentarem provas de entregas de "mais valias" e outras,o que poderá acontecer??? Afinal de contas,quando se sabe que o Sr nem respondeu às 27 perguntas,nem foi ouvido e já é a 2ª vez que a vice procuradora Geral,que ainda é a mesma, o despenaliza em processos nos quais tem sido indiciado...
Julgo que o ORGÃO DE SOBERANIA TRIBUNAIS terão de ser mais precisos,mais rápidos ,menos burocracia e orientados para a determinação da verdade e só da verdade...
Para esclarecer qualquer pormenor é preciso um requerimento,depois éo problema dos prazos
que por vezes é culpa do ESTADO e da reformulação que está levada a efeito...É uma justiça
sem justiçeiros e com leis comuns ,mas desiguais na sua aplicção...
Depois é o negócio dos advogados que se pagam caros...
Com uma justiça assim NÃO VAMOS A LADO NENHUM ...
ISTO NÃO ACONTECE e não é só o SR que tem culpa nisso .É também o Presidente da República...Este, vê passar os factos ,tal como os electricos e não diz NADA,assim como " aos costumes "...,ou ,se o diz ,não se ouve.
É MAU !!!Estou mesmo a ver que a Câmara de Setúbal também vai fugir com o rabo à seringa por ter feito um contracto com um socateiro que por sua vez se alienou com uma firma espanhola e estes alocaram a fracção de terreno a um BANCO...
A Cãmara assinou,mas o que assinou foi rejeitado por sessão da Câmara,dias antes da assinatura...Foi a julgamento,mas...um dos advogados era um tal NOBRE GUEDES...Ainda
não sei o resultado,mas vou continuar de recurso em recurso até mostrar como funciona a
DEMOCRACIA À PORTUGUESA...
Prrocuradores com "falta de confiança" em Cândida de Almeida...
Os procuradores encarregados do processo Freeport, Vítor Magalhães e Paes de Faria, revelaram, numa reunião conjunta em Haia com as autoridades inglesas, que preferiam não ter a directora do DCIAP, Cândida Almeida, presente. O SFO registou tudo.
Em Fevereiro de 2009, os magistrados titulares do processo Freeport, Vítor Magalhães e Paes de Faria, sugeriram numa reunião em Haia com as autoridades inglesas ter "falta de confiança na hierarquia" do Ministério Público, ou seja, na directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, Cândida Almeida.
A informação consta nas anotações dos ingleses que participaram na reunião, a que o DN teve acesso (ver documento em cima), e foi confirmada por uma fonte do colégio do Eurojust, o organismo europeu que organizou o encontro entre portugueses e ingleses.
No documento do Serious Fraud Office (SFO), no capítulo "anotações da reunião", pode ler--se que, "de acordo com os procuradores portugueses (em confidência disseram-nos que não tinham confiança na hierarquia, representada na reunião pela sra. Cândida Almeida), o inquérito devia continuar na mesma base. O inquérito diz respeito ao possível envolvimento do primeiro- -ministro José Sócrates no caso Freeport". Mais abaixo, os ingleses do SFO dizem ainda: "Durante esta reunião sobre o esquema de corrupção ficou claro para nós que a sra. [Cândida] Almeida era contra a ideia de que o primeiro--ministro português pudesse ter recebido qualquer suborno".
Confrontado com esta informação, Vítor Magalhães recusou--se a confirmar. "São Cândida Almeida e Pinto Monteiro quem tem de manter confiança [nele], uma vez tratarem-se dos [seus] superiores hierárquicos, e não o contrário."
Porém, o procurador confirma que não desejava a presença da directora do DCIAP nesse mesmo encontro, como ontem também noticiou o DN: "É verdade que eu sempre defendi, e continuo a afirmá-lo, que quem deveria ter participado na reunião de Haia eram Maria Alice Fernandes e Carla Gomes e não a directora Cândida Almeida. Ninguém conhecia melhor o caso do que a equipa de investigação de Setúbal."
Segundo uma fonte do colégio Eurojust, na véspera da reunião, os magistrados titulares do processo Freeport, Vítor Magalhães e Paes de Faria, terão sugerido a Lopes da Mota que Cândida Almeida não participasse no encontro alegando "falta de confiança na directora do DCIAP e em Pinto Monteiro".
Os dois magistrados defendiam a presença de Maria Alice Fernandes, alegando que a coordenadora era quem de facto conhecia o processo, mas esta tinha sido afastada da reunião por decisão de Cândida Almeida.
Nas anotações inglesas à reunião de Haia, hoje nas mãos de Richard Alderman, actual director do SFO, consta uma descrição do mesmo encontro: "Foi uma reunião surrealista. Os portugueses não conheciam o caso e estavam mais preocupados em defender e afirmar a soberania dos seus magistrados."
No mesmo documento pode ainda ler-se que "os magistrados portugueses estão a bloquear o rumo das investigações que a PJ pretendia" e que havia uma grande preocupação de Cândida Almeida com o facto de o inquérito visar o possível envolvimento do primeiro-ministro português.
As anotações e o relatório feito ao Home Office pelos enviados ingleses revelam ainda que a carta rogatória enviada de Portugal "foi cumprida quase na totalidade" mas que por diversas vezes "as informações enviadas ao Ministério Público no Montijo foram devolvidas" à procedência.
O DN soube junto do Tribunal do Montijo que terá sido um funcionário "que não falava inglês" quem devolveu por erro o correio que foi chegando de Inglaterra, se bem que a possível explicação possa residir no facto de, entre 2005 e 2008, terem passado por aquele tribunal diversos procuradores - mais de três - sem qualquer especialização na área da criminalidade económica.
relato Na imagem, parte da transcrição das anotações que os ingleses do Serious Fraud Office fizeram à reunião de Haia com os cinco enviados portugueses: Cândida Almeida, Vítor Magalhães, Paes de Faria, Pedro do Carmo e Moreira da Silva. No encontro estiveram igualmente os representantes portugueses e ingleses no Eurojust, alguns dos corroboraram
o conteúdo do documento ao DN.
Sr PRIMEIRO MINISTRO,COM ESTES DADOS ACHA QUE O PÔVO PORTUGUÊS AINDA O CONSIDERA NUMA REDOMA DE VIDRO???
SERIA MELHOR DEMITIR-SE,daqui a uns dias,...mas também lhe digo que NÃO SEI QUEM O SUBSTITUIRÁ;POIS O QUE PRECISAMOS É MUDAR O ACTUAL SISTEMA POLITICO E CRIAR UM OBJECTIVO NACIONAL,,,QUE FAÇA ERGUER NOVAMENTE PORTUGAL DESTA LIXEIRA QUE VEM CRESCENDO DESDE 26DE ABRIL DE 1974...
PENSE NISTO e vai ver que será melhor para o PORTUGAL DE CAMÕES....
Postado isto... fica o que fica... depois de Esquecer tudo
Eira da Pedra 08 de agôsto de 2010,por fonseca dos santos
Julgo que é tempo do poeta Manuel Alegre RETIRAR a ideia de se candidatar a PRESIDENTE DESTA REPÚBLICA...Nem em países africanos teria cabimento a sua candidatura.
RESPONSABILIZARAM alguem pelos actos praticados em guerra ????.
Os portugueses são dificeis de compreender...
Havia um Coronel Engenheiro ,já falecido,que ,por ter cometido infração ao artigo 100 do RDM foi expulso de EXÉRCITO e perdeu todas as regalias sociais ,bem como sua familia.Esta familia situava-se no PORTO e ainda há relativamente pouco tempo vieram pedir uma pensão para o sustento
JUlgo que foi indeferido...
E agora VAMOS ADMITIR UM TRAIDOR NAS FÔRÇAS ARMADAS????
O facto da DGS/PIDE o soltar,é uma questão tecnica e tactica ,pois desde que ande vigiado ,leva ao conhecimento de uma rêde por mais complicada que seja...TIVEMOS muitos casos desses e posso citar nomes,como o do NICOLAU CIUCA BIANCO que passou a funcionário da Pide e que foi aprisionado por mim ,juntamente com mais 3,na área de MAVINGA.Estes vieram da CHINA ,na carreira WENELLA até adis abbeba e depois entraram pelas portas do rio UEFO ,no RIVUNGO...(vindos do lado da ZAMBIA),atravessando o rio Cuando.
Vale a pena ler e ponderar e fazer uma petição PUBLICA...para que isso não aconteça.
Não podemos FICAR ASSIM,de braços deitados para baixo à espera que aconteça qualquer coisa...É URGENTE AGIR!!!!
O Desertor\Traidor de PORTUGAL
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(LER TUDO ATÉ AO FIM)
O Desertor\Traidor de PORTUGAL ...Manuel Alegre, durante a guerra do Ultramar e depois da sua fuga, era locutor da rádio Argel, onde se congratulava pela morte de soldados portugueses... A voz da Argélia, emissores criados por desertores que, através de infiltrados nas forças armadas, denunciavam as n/operações. Paulo Chamorra
Manuel Alegre - um DESERTOR
Muito obrigado pelo seu concordante comentário sobre a potencial candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República.
Espero que os portugueses acordem antes que tal possa acontecer. Cordialmente, Fernando Paula Vicente Maj-General da FAP
Caro MBC Junto um texto do AJS que esclarece algumas das tuas dúvidas que - acho eu - o MA escamoteou naquela sessão e conseguiu enganar alguns dos presentes. Eu também partilho da ideia que pode não ter sido "tecnicamente" desertor, mas foi garantidamente traidor, não somente em relação ao seu País, mas para com os seus concidadãos que lutavam com armas na mão - e alguns certamente morreram por culpa desse MA e seus apaniguados da Rádio Argel. Mas há uma pergunta prévia: porque é que a PIDE o quis fora da guerra? Porque houve muitos militantes do PC que foram para a guerra - como o MA - e até se portaram bem, havendo mesmo alguns com cruzes de guerra. E a PIDE, embora mantendo-os debaixo de olho, nunca os prendeu! Eles cumpriam a sua parte da missão como militantes sintetisada na frase "quanto pior melhor" - querendo com isto dizer que quanto mais o regime se enredasse naquelas guerras, mais depressa cairia, como veio a acontecer. Num aparte, direi que fala quem sabe pois, durante mais de dois anos (1970-1972), fui chefe da Secção de Contra-informação do QG/RMA e depois QG/CCFAA (quando as 2.ª e 3.ª REP foram transferidas para lá) e muitos processos dessa malta me passaram pela mão. Outra pergunta é sobre as gravações dessas catilinárias da Rádio Argel. Será que foram destruídas? Por quem? Se não foram, onde estão? Gostava de saber e, se alguém puder informar-me, fico grato. E também nunca disse qual era a Unidade a que pertenceu, quem era o comandante de Companhia e/ou de Batalhão, que poderíamos confrontar com algumas das suas histórias. Abraço Coronel Albero Ribeiro Soares
Caro Alberto, Concordo com o espírito implícito neste texto e no comentário de Carlos Frade. Porém, segundo me informaram, o poeta não é desertor nos termos rigorosos do Código de Justiça Militar, porque fugiu para Argel depois der ter passado à disponibilidade, o que aconteceu prematuramente, por decisão do Exército para deixar a Pide agir mais à vontade em consequência de actos menos patrióticos por ele levados a cabo. Porém, além de fugir da prisão, deixar o país daquela forma em período difícil para os seus amigos do mesmo grupo etário, pode permitir que se diga que desertou do País. Por outro lado e mais grave, foi para Argel lutar de microfone na mão contra os milhares de portugueses que estavam em guerra no Ultramar e muitos não teriam morrido se ele não tomasse tais atitudes. Logo, foi um traidor à Pátria, aos seus compatriotas, independentemente do regime da época. Nenhum português (com dignidade) que teve familiares a combater no Ultramar, principalmente os familiares daqueles que lá perderam a vida, deve votar nele. É preferível entregar o voto em branco, se não gostar dos outros candidatos. Um traidor não pode ocupar a cadeira de PR!!! AJS
Comparando Militares do QP a Manuel Alegre "O DESERTOR" NÃO SEI A VOSSA COR POLITICA MAS NEM TEM QUALQUER INTERESSE PARA O CASO. Carlos Frade
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Era bom que se soubesse.Que os militares soubessem o que é que os profissionais da politica,ou os professores doutores vão dar como oferta de saúde aos militares,...
Que sejam do conhecimento dos militares essas reformas e não se dêem os factos como consumados...
Já houve qualquer " barracada "" sem que os militares utentes tenham conhecimento...
Talvez seja MELHOR UMA DEBANDADA GERAL DA REFORMA DO SISTEMA DE SAÚDE MILITAR ...
NÃO PODEMOS ACREDITAR NOS CHEFES MILITARES ,paRA NÃOdizer lacaios do sistema politico,por que não foram escolhidos pelos militares...
Brevemente vai um marinheiro para CHEFIA DOS ramos...NÃO ACREDITO QUE VÁ LEVAR A TERMO A reformA DA SAÚDE MILITAR...
POR ISSO, E A BEM DA SUA SAÚDE, VÁ VENDO PARA ONDE SE PODE REFUGIAR ...
SÓ QUERIA QUE FÔSSE EFECTUADO UM COMUNICADO DO QUE SE PASSOU ULTIMAMENTE NESTE HOSPITAL...
CONTINUA...
Agora já se começa a perceber como é que isto de Administração pública FUNCIONALEIA A HISTÓRIA... |
Micael Pereira (www.expresso.pt) 10:13 Segunda-feira, 28 de Junho de 2010 |
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A Q-Free forneceu a tecnologia que permite a deteção dos chips de matrículas à Euroscut Norte e à Ascendi
Rui Duarte Silva
O único administrador executivo nomeado em outubro de 2009 para a sociedade pública lançada pelo Governo para autorizar, gerir e fiscalizar todo o sistema de chips de matrículas e de portagens exclusivamente eletrónicas nas SCUT tornou-se, em março deste ano, responsável máximo em Portugal da Q-Free ASA, o fabricante norueguês que forneceu os equipamentos aprovados e instalados nos pórticos das três concessões de autoestrada em causa e que vai fornecer também os aparelhos identificadores (ou chips de matrículas) que os automobilistas terão obrigatoriamente de usar para poder circular naquelas vias.
Pedro Bento, de 34 anos, foi assessor do secretário de Estado adjunto, das Obras Públicas e das Comunicações, Paulo Campos, entre 2008 e 2009, antes ser nomeado em outubro do ano passado administrador executivo da então recém-criada SIEV - Sistema de Identificação Electrónica de Veículos S.A., num conselho de administração para onde foram nomeados mais dois administradores, mas ambos sem funções executivas (Alberto Moreno, presidente do Instituto das Infra-Estruturas Rodoviárias, e Jorge Silva, vogal da administração do IMTT.
Licenciado em gestão pela Academia da Força Aérea e com um MBA feito no ISEG, segundo o que o próprio escreveu no seu perfil público da rede profissional LinkedIn , Pedro Bento manteve-se até 2006 nas Forças Armadas, onde foi capitão. Depois foi senior associate da consultora internacional PricewaterhouseCoopers, antes de ir para o gabinete do secretário de Estado, em 2008, até ser nomeado administrador executivo da SIEV.
Em janeiro, apenas quatro meses depois, abandonou o cargo para uma "licença sabática" de três meses (ainda segundo o perfil público), e em março entrou em funções na Q-Free como country manager para Portugal. Na SIEV, onde tinha um salário bruto de 6.256 euros, não foi substituído.
O site internacional da Q-Free revela que a empresa foi contratada em agosto de 2009 pelo grupo da Euroscut Norte, concessionária da SCUT do Litoral Norte, para fornecer a tecnologia Multi Lane Free Flow nos pórticos da autoestrada que permite a deteção dos chips de matrículas (ou identificadores eletrónicos) sem que os automóveis tenham de abrandar.
A 23 de janeiro de 2010, a Q-Free foi igualmente contratada pela Ascendi, a concessionárias das SCUT do Grande Porto e da Costa de Prata, para instalar a mesma tecnologia, incluindo o Road Side Equipment (pórticos) e todo o back office operacional que permite cobrar portagens a partir desta semana.
A Q-Free, ainda de acordo com o site oficial, forneceu desde 1995 todos os 2,4 milhões de identificadores que são usados pelos clientes da Via Verde. E em maio acordou com a Via Verde, o único grossista atualmente autorizado a distribuir os chips de matrícula em Portugal, uma nova encomenda de aparelhos no valor de dois milhões de euros - que começarão a ser entregues a partir de agosto aos utentes que estão a fazer reservas.
Além da Q-Free, há mais duas empresas internacionais que fabricam equipamentos similares, a Efkom e a Kapsch. Os dispositivos da Q-Free e da Kapsch estão ambos autorizados, segundo o gabinete do secretário de Estado das Obras Públicas, para poderem ser usados nas portagens e como matrículas eletrónicas.
O Expresso contactou as duas empresas no início da semana, mas até agora não obteve respostas. Por mais de uma vez, Pedro Bento não se mostrou disponível para falar. Já o secretário de Estado das Obras Públicas desconhece a evolução profissional do ex-assessor. "Não existindo, como não existe, qualquer impedimento ou incompatibilidade legal, essa matéria é do foro ético e pessoal de cada um, pelo que não tenho qualquer comentário a fazer", diz Paulo Campos
. ...
. REFLEXÕES SOBRE O SISTEMA...
. ...
. MOVIMENTO CONTRA O NAO : ...
. http://pissarro.home.sapo.pt/memorias0.htm
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