Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009

Esta ditosa Pátria,minha amada!!!CAMÕES, até choravas se lesses isto...,mesmo o ôlho que perdeste em combate deitaria lágrimas...

 

Que diferença para Portugal!
 
   Aqui, em Portugal, temos medo de abrir "caixas de Pandora", se trouxermos os mortos cujas Famílias o desejem! Repito, cujas Famílias o desejem, nada mais!
 
    Meu Deus! Até disso temos mêdo! No Canadá, pelo que aqui se vê, não têm mêdo de caixas de Pandora! 
 
    Na Austrália, as Forças Especiais S.A.S., ao fim de vinte anos de permanente pesquisa (vinte anos!, leram bem?), encontraram agora os seus últimos quatro militares mortos no Vietname e foram buscá-los! E sabem quem foi ao Vietnamebuscá-los? O Governo e os Chefes de Estado Maior, entre outros! Fizeram funerais nacionais! Eu sei que em alguns círculos militares se acha que, a haver transladações desde o ex-nosso Ultramar, os funerais devem ser feitos da forma mais discreta possível (!!!!!!!!!!!!!!), sem que ninguém os veja (!!!!!!!!!!!)! Canadianos, australianos e tantos outros cidadãos do mundo pelos vistos não pensam assim, pensam como eu!
 
 
    Lá não conhecem ou pelo menos não receiam Caixas de Pandora! E também ainda não assumiram no seu Código de Honra que é uma honra para os militares serem enterrados no campo de batalha!!!!!!! Para mim, isto brada aos céus!!!!! Que barbaridade! Aquelas não são certamente Forças Armadas sem honra! Já agora, mais honroso ainda, seria ser abandonado no campo de batalha para ser "honrosamente" comido pela aves de rapina e outros predadores! Esta, então deve ser a "suprema honra"!
    Quando havia dificuldades de transporte ou aspectos psicológicos a nível nacional a resguardar, compreendia-se que os mortos fossem enterrados no país onde faleciam. Mas hoje comemos maçãs da Australia, uvas da África do Sul, bananas da Colômbia!   
    Fique a saber quem ler este mail, que várias Famílias portuguesas têm ido buscar os seus familiares mortos ao serviço da Pátria e que têm sido obrigados a pagar tudo de seu bolso! E é muito dinheiro! Em Moçambique até tiveram que pagar no consulado a documentação necessária à transladação! Da qual foram isentas pelas autoridades de Moçambique! Merda de Políticos! (Peço desculpa, mas é a palavra mais adequada!) 
    A LIGA DOS COMBATENTES propôs em devido tempo ao Ministério da Defesa que fossem custeadas pelo Estado todas as despesas de transladação dos combatentes que estão em África e cujas Famílias a desejassem! O Governo recusou! 
    E porque não dizer de nós, militares do Q.P., o mesmo que aqui afirmo dos políticos, ao permitirmos uma coisa destas! Somos ainda piores que eles, pois fomos Comandantes daqueles rapazes e permitimos isto!
 
    O que pensam disto os nossos Chefes Militares?  Vamos abandonar as Famílias dos nossos camaradas mortos em combate e que eventualmente desejem a sua transladação? Nós, militares, deviamos pedir-lhes para serem eles a liderar este processo, na sua qualidade de lideres da Instituição Militar!
    Como, aliás, muito dignificaram com a sua presença os funerais dos três Pára-quedistas mortos em Guidage em 1973!     
    O que me custa suportar é saber que há militares que entendem que a sua opinião sobre este assunto deve estar acima da vontade das Famílias dos rapazes que Elas NOS (a nós, militares profissionais, seus ex-Comandantes e responsáveis por eles!) confiaram!
    Mais Famílias se estão a movimentar no sentido de trazerem os restos mortais de seus Filhos, talvez porque ainda sentem dor, em vez de  complexos de "caixas de Pandora"  !  
    Num país (com p minúsculo) que enviou um Falcon do Estado buscar os corpos de seis empresários que foram para as putas (não fujamos às palavras, como temos fugido da solução deste problema!), em Fortaleza (Brasil), não há meia dúzia de tostões para pagar o que as famílias estão a pagar! Tenhamos vergonha!
    Há quem afirme que os militares devem ser enterrados no campo de batalha e que essa é a sua maior honra! Bonita frase! Vamos já devolver para a Bosnia, Kosovo, Afeganistão, etc, os militares que ali faleceram recentemente, tendo "criminosamente" sido transportados para onde suas Familias desejavam, é certo, mas retirando-lhes a "honra" de terem ficado enterrados no campo de batalha! Que raio de honra esta! Todos os países repatriam os seus mortos em combate no estrangeiro! Mas nós, como somos muito "avançado" em tudo,  a começar pela Constituição da República, também deveríamos ser os mais "avançados" neste aspecto e dar aos nossos mortos a "honra" de lá ficar!
 
    Ainda estamos a tempo de conseguir a identificação de muitos dos nossos militares, sem necessidade de exames de ADN. Mas cada dia que passa essas marcas desaparecem uma a uma. 
    Errámos, todos, porque não nos apercebemos do problema há mais tempo! Mas agora que o conhecemos, não encontremos justificações comodistas para não fazer o que a seu tempo devia ter sido feito! Façamos o possível para termos uma atenção para com as Famílias que, quando ainda todos eramos jovens, nos confiaram os seus Filhos ! Ainda estamos a tempo de ter uma atitude de reconhecimento para com os militares nossos companheiros que morreram em Àfrica! Não com todos, é certo, mas façamo-lo até onde ainda nos é posível!
 
    E se uma Caixa de Pandora se abrir, que se abra! O DEVER está acima de tudo! E se se abrisse, naturalmente até era bom para o País! Piorar, ele já não consegue mesmo! `
    E não deve haver a preocupação da discrição, como tenho ouvido! Os Canadianos e os Australianos e certamente os outros Povos, em vez de discrição, fazem com que todo o País tenha conhecimento do que se passou nas guerras em que combateram, e é assim que a sua juventude conhece a sua História contemporânea! Será que alguns dos meus camaradas consideram ser  vergonha ter combatido em África e ter aí morrido pelo seu País? Não seria de publicitar isso o máximo possível para que os jovens o soubessem? Será que alguém se envergonha do que se passou? Não se queixem depois de que os temas militares não interessam à imprensa! E de que os jovens não sabem para que servem as Forças Armadas! Tremendos erros que temos feito!
 
    É urgente exigir do Governo, que este forneça à LIGA DOS COMBATENTES os meios necessários para que esta rápidamente translade para local seguro os restos mortais dos miitares ainda identificáveis pelas suas campas, e cujas marcas desaparecem cada dia que passa! Bem como dotar a LIGA dos meios que permitam a transladação para Portugal dos militares cujas Famílias o desejem (E apenas destas!).
 
 
 
    José Alberto de Moura Calheiros, Cor Inf Paraq na Sit Reforma
."Um dos Militares de antigamente, na Reforma desde 1997.
 
publicado por blogdaportugalidade às 20:14
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As Janeiras do Colégio Militar na Residência do Primeiro Ministro

    

     Acharam estranho,não foi?'

 

Mas leiam...este PORTUGAL ...SEM HISTÓRIA e tivessem os nossos politicos a CULTURA DO sR REI D.CARLOS I ,de PORTUGAL

 

 

 

Defesa. Almirante escreveu carta de indignação ao ministro Severiano Teixeira

Ministro proibiu Colégio Militar de ir a cerimónia evocativa do rei D. Carlos

A ida dos alunos do Colégio Militar (CM) a São Bento para cantar as janeiras ao primeiro-ministro, no passado dia 6, está a gerar “grande polémica” entre ex-estudantes daquela instituição centenária, afirmaram ontem diferentes fontes ao DN.

A indignação radica na carga político-partidária que ex-alunos do CM dizem ter existido numa cerimónia onde também participaram jovens dos Pupilos e do Instituto de Odivelas, pois a iniciativa foi organizada pela Direcção de Educação do Exército (estrutura de que dependem as três escolas e cujo director acumula com as funções de responsável pelo Colégio Militar).

O Exército escusou-se a fazer quaisquer comentários sobre o caso, que trouxe à memória o despacho do ministro da Defesa (17 de Janeiro de 200 8) que proibiu o CM de se associar ao centenário da morte do rei D. Carlos - uma figura muito ligada ao Colégio Militar.

Para o general Garcia Leandro, que falou ao DN na qualidade de antigo aluno do CM, a presença do orfeão do Colégio Militar em São Bento “não é coerente com o despacho” de Severiano Teixeira, precisamente por aquela cerimónia “poder ter uma conotação político-partidária”.

Recorde-se que o despacho ministerial lembrava a necessidade de as Forças Armadas adoptarem um critério rigoroso no tipo de eventos em que participam. Para o ministro, a instituição militar tinha de distinguir claramente as iniciativas de carácter histórico, científico ou cultural onde a sua participação não levanta objecções. Caso diferente seriam as iniciativas que podiam revestir natureza política - associação constitucionalmente vedada, frisou o ministro no despacho.

Desta vez, quem escreveu - ao ministro - foi o último presidente do Supremo Tribunal Militar, almirante Castanho Paes. Expressando a sua “estranheza, e até alguma estupefacção”, com a cerimónia, o oficial general de quatro estrelas concluiu: “Como ex-aluno alarmado pela situação descrita, rogo a V. Ex.ª os esclarecimentos tidos por convenientes, para que os muitos ex-alunos que partilham das minhas preocupações possam de facto conhecer e bem avaliar os reais motivos deste insólito acto.”

Quanto ao facto de o Colégio Militar já ter cantado as janeiras ao Chefe do Estado, a última em 2008, ex- -alunos como Manuel Pinto Machado enfatizaram que isso “foi ao Comandante Supremo das Forças Armadas e não ao Presidente”. Para o antigo chefe de gabinete do ministro da Defesa Adelino Amaro da Costa, “nem na ditadura, nem com os reis, os alunos foram cantar as janeiras ao primeiro-ministro”.

A cerimónia, segundo os críticos, acabou por ter cariz partidário devido às últimas palavras de José Sócrates, que, em resposta à letra da canção, disse também gostar de ver os jovens a cantar-lhe as janeiras no próximo ano - e em São Bento.

O evento também foi notícia por José Sócrates ter chamado “general” e “Amado” (anterior ministro da Defesa) a Severiano Teixeira.

in DN

 

publicado por blogdaportugalidade às 17:09
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Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

ASSIM VAI O PAÍS ...que poderia dar apoio a PAÍSES AFRICANOS...

 

 Há dias que ando numa roda viva a saber onde se fazem determinadas análises para

galinhas ...

Bem ,a alimentação vem em amostras de ÁFRICA e toca a nadar com as amostras de laboratóri em Laboratório...

Visitado o Instituto Superior de Agonomia ,faziam umas e não faziam outras.

Visitado Medicina veterinária,fazem umas não fazem outras,Visitado o Instituto Ricardo Jorge,foram logo determinantes: Não fazemos...Mas o que me deixou mais triste quando me lembrava  que davamos apoio ao nosso antigo Ultramar,é que visitado o INETI ,depois de

várias perguntas a colegas dos responsáveis disseram logo : Nós (INETI) faziamos,mas o aparelho AVARIOU HÁ 4 (QUATRO) anos e por tanto não podemos fazer...

 

VEJAM COMO VAI O PAÍS...

Se necessário fôsse comprar umas viaturas , mesmo em leasing,já estariam compradas há muito...

E eu julgando que ia METER UMA LANÇA em ÀFRICA.....

Também se tentou Santarém,mas é provincia...

 

De forma que perdi o meu tempo e de uma forma SIMPLEX,mandei dizer para ÁFRICA para

tentarem a FRANÇA...E lá irão as amostras...

ADEUS PORTUGAL...

publicado por blogdaportugalidade às 19:21
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Domingo, 11 de Janeiro de 2009

No PAÍS dos VIPS,dos POLITICOS/governantes e ...dos PACÓVIOS

 

 

   Há tempos ,vinha a rolar na marginal,pelo lado esquerdo,pois a do lado direito estava ocupada e rolavamos dentro da média do local ,ou seja 60 Kms/hora...

às tantas ,vejo um batedor da PSP de Transito a mandar-me para a direita...para c ima de quem???Depois vejo-o aos murros no vidro do lado do motorista a ameaçar-me comtudo o que poderia acontecer...Isto tudo por quê???

Atrás de mim vinha um autocarro militar de uma reunião da NATO em Oeiras e houve e foi

comunicado pela rádio um alarme de BOMBA...

Não imaginam o que estes dois servidores da PÁTRIA fizeram para fazer avançar os carros que ali rolavam,género fim de semana com sol...

 

Depois deste exagêro todo e por que os Srs do autocarro não eram nem mais nem menos do que eu,como cidadão,apresentei-me a fazer queixa dos batedores,o que o comissário

da PSP TRânsito já sabia e vá lá foi tudo contadinho como devia ser...Pronto e ficou por aqui..

 

Hoje,quando rolava pela A5 com destino à 2ª circular,aparece-me um episódio ,mas agora mais caricato...Lá vinham dois BATEDORES a mandarem afastar,e por acaso podia ter-se dado um acidente,pois foi à saída de Miraflôres para a A5,na junção das duas vias... e porquê???? Não,nem eram politicos ,nem era governan tes,nem o Presidente da República

eram os AUTOCARROS DO SPORT LISBOA E BENFICA,que como depois verifiquei entraram no recinto do parque do estádio desse Clube...

 

Já tinham saído os VIPS e então recordei aquele episódio da ameaça de BOMBA...

 

Ao que chegou este PAÍS...Poderiam ter a certeza que não me desviaria um centimetro, para

ver se me acusavam de desobediência...

 

Que PODER tem este famigerado FUTEBOL.

 

Que grande DEMOCRACIA

 

Fonseca dos Santos

 

11 de Janeiro de 2009

publicado por blogdaportugalidade às 17:33
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Sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009

CARTA DA A O F A...

Assunto: CARTA AOS SÓCIOS - SUPLEMENTO DE CONDIÇÃO MILITAR
 

(Esta carta será também enviada por correio aos sócios que não têm acesso à internet. Divulgue!)
AOFA
 Associação de  Oficiais
      das Forças Armadas
                             
 
CARTA AOS SÓCIOS
(2009JAN06)
 
INSTITUIÇÃO MILITAR: SINAIS PREOCUPANTES
 
A REVISÃO DOS PRINCÍPIOS ENFORMADORES
DO SUPLEMENTO DE CONDIÇÃO MILITAR
NA LINHA DA SISTEMÁTICA DESVALORIZAÇÃO DA CONDIÇÃO MILITAR
 
Caros camaradas
Importa, antes de mais, recordar que a AOFA vinha defendendo:
-De imediato, a valorização do Suplemento de Condição Militar (SCM);
-Precedida de um estudo de “benchmarking”, em que seriam comparadas, de forma analítica e rigorosa, detalhando todas as suas componentes valorativas, as remunerações dos militares a as das categorias profissionais que lhes servem tradicionalmente de referência, sendo-lhe associados os respectivos conteúdos funcionais, sem perder de vista os normativos constitucionais que regem o seu papel na sociedade, a efectiva revisão do nosso sistema retributivo na sua globalidade.
Tal permitiria, no nosso entender, a aproximação, que se impõe, das remunerações dos militares às das profissões com as quais já andaram a par, assegurando, com objectividade, a indispensável equidade.
Torna-se imperativo fazer esses estudos, uma vez que se entende ser o único processo de se chegar à justa medida e valorização do SCM.
 
Conceptualmente, a AOFA considera que o SCM deve ter uma componente percentual, variável, indexada à remuneração-base e uma componente fixa.
 
A componente percentual estará intimamente ligada à valorização do serviço prestado, nomeadamente no que diz respeito, por exemplo, aos níveis de responsabilidade (entre eles o de decidir, em cada momento, a utilização do poder coercivo que o Estado delega nas Forças Armadas), à mobilidade, à isenção total de horário de trabalho (disponibilidade para o serviço permanente e total), trabalho extraordinário efectivo sem qualquer remuneração (serviço de escala, exercícios, operações, missões de interesse público), trabalho extraordinário de prevenção igualmente não remunerado, risco contratual de vida com perdas e danos associados.
 
À componente fixa encontra-se o leque vastíssimo de restrições a direitos e liberdades a que os militares estão sujeitos, em igualdade de circunstâncias, sem qualquer paralelo na sociedade que se honram de servir: direitos sociais (sindicalismo, greve, dos trabalhadores, etc.), direitos políticos (com limites à sua capacidade de intervenção e participação), liberdades (de expressão, etc.).
Parecia, assim, que o anunciado aumento do SCM constituía a confirmação das posições da AOFA.
E foi-o, até certo ponto, dentro da medida em que esse aumento representa o reconhecimento, por parte do Governo, da situação a que os militares chegaram e a necessidade da melhoria do seu nível retributivo.
Importa, no entanto, termos presentes algumas considerações.
Vem Sua Exa. o Ministro da Defesa Nacional (MDN) – e bem! - afirmando que quem responde pelas Forças Armadas são as Chefias Militares. No entanto, usa esse discurso para, junto da opinião pública, diminuir o direito de representação, próprio e consagrado na lei, das Associações Profissionais dos Militares (APM), que são independentes e autónomas daquelas Chefias e, portanto, não podem ser por estas representadas na sua relação com o MDN.
Tem vindo Sua Exa. o MDN – na nossa opinião, mal – a não prestar a devida atenção aos alertas lançados por distintíssimos oficiais generais, que dão pública conta do mal-estar que reina entre os militares, devido a factores de variadíssima ordem.
Vem Sua Exa. o Ministro – na nossa opinião, mal – ignorando idênticos alertas há muito avançados pelas APM, com particular realce para a AOFA, e, pior do que isso, esquecendo o importantíssimo papel que elas desempenham como amortecedoras das tensões efectivamente existentes.
Não se recorda Sua Exa. o MDN, o que é natural, pois, na altura, não tinha quaisquer responsabilidades governativas, que, no início da década de noventa, os pilotos militares, revoltados com a falta de resposta para os seus anseios e porque não existia qualquer associação sócio-profissional que representasse os seus legítimos direitos, fizeram greve.
Hoje, não esquecendo, por ser de Justiça, o papel que nisso desempenham as Chefias Militares, a Sua Exa. o Ministro agrada que as APM consigam amortecer as tensões, à custa do crédito que foram capitalizando, sem que, provavelmente, se aperceba sequer do mérito que lhes é devido.
A AOFA bem gostaria de que as suas posições, fizessem ou não valimento, pudessem ser colocadas e devidamente ponderadas em sede própria, como aliás se encontra estabelecido legalmente.
Tal não vem sendo possível e a responsabilidade é, exclusivamente, de Sua Exa. o MDN.
Por muito que Sua Exa. afirme o contrário, tentando, aparentemente, iludir a opinião pública, levando-a a estar contra as APM e os militares, os mecanismos estabelecidos na Lei não são adequadamente respeitados, como certamente não ignora.
As APM têm carácter assistencial, deontológico e sócio-profissional, nos termos do nº 1 do artigo 1º da Lei Orgânica nº 3/2001, de 29 de Agosto.
De acordo com a alínea a) do artigo 2º da mesma Lei, as APM gozam do direito de integrar conselhos consultivos, comissões de estudo e grupos de trabalho constituídos para proceder à análise de assuntos de relevante interesse para a instituição, na área da sua competência específica.
Para além disso, conforme o estabelecido na alínea b) do mesmo artigo, as APM devem ser ouvidas sobre as questões do estatuto profissional, remuneratório e social. É frequente ou não serem ouvidas, como aconteceu com o regime de incentivos para os militares em regime de contrato (RC) e de voluntariado (RV), ou o regime de audição decorrer em prazos extremamente exíguos, para não dizer ridículos, ou, então, ter lugar já depois da aprovação dos projectos em Conselho de Ministros (por exemplo, a alteração à redacção da Lei nº 25/2000, de 23 de Agosto, relativa ao complemento de pensão de reforma), utilizando-se o eufemismo de “aprovado na generalidade” para se pensar que, posteriormente, podem vir a ser alvo de qualquer alteração.  
As APM deviam fazer parte do Conselho Consultivo do Instituto de Acção Social das Forças Armadas (IASFA) e da Comissão de Acompanhamento do Fundo de Pensões, como insistentemente vêm reclamando, e isso não acontece.
As APM apenas estiveram em três Grupos de Trabalho (GT) que trataram matérias que fazem parte das suas competências: o relacionado com a Assistência na Doença aos Militares (ADM), que finalizou, também, uma proposta de estatutos para o IASFA, bem como o segundo e o terceiro dos três GT constituídos para tratar das carreiras e assuntos co-relacionados, incluindo a matéria retributiva.
No GT/ADM a integração das APM deu-se a meio do respectivo funcionamento, sem que houvesse cobertura de qualquer despacho ministerial, tendo os trabalhos decorrido de forma exemplar. Os projectos, concluídos no Verão de 2006, saídos do GT/ADM sofreram, no entanto, profundas alterações ao nível de gabinetes, sendo publicados com um atraso considerável, sem audição e o estatuto do IASFA enconcontra-se ainda por publicar.
Nos trabalhos dos segundo e terceiro GT/Carreiras, as APM tomaram parte em muito poucas reuniões, de eficácia praticamente nula, presididas pelos Oficiais Generais responsáveis e na presença de alguns dos respectivos assesssores, sem terem acesso a dados indispensáveis e às reuniões em que se ia formando a decisão.
Pesem embora os alertas sucessivos, verbalmente e por escrito, das APM, em particular da AOFA junto de Sua Exa. o MDN, a situação nunca foi alterada, tendo sido necessário insistir veementemente para que o Relatório do segundo GT nos fosse remetido, o que veio a acontecer no final de 2007.
Os relatórios parcelares dos GT, alguns dos quais terão reflectido as posições que foram sendo tomadas pela AOFA, embora solicitados formalmente e por escrito, nunca nos foram facultados.
Para além de tudo o mais, Sua Exa. o Ministro, em audiência que nos concedeu no início de 2008, assumiu o compromisso (na sequência, aliás do que tinha sido garantido por Sua Exa. o Secretário de Estado da Defesa e dos Assuntos do Mar, em Novembro de 2007) de, não fazendo mais do que cumprir a Lei, integrar a AOFA nos trabalhos relativos às iniciativas legislativas que se encontram, agora, prestes a conhecer o seu término, sem que se tivesse dado um passo sequer nesse sentido.
Não se estranhe, portanto, que a AOFA se sinta forçada a exprimir publicamente as suas posições e pareceres, para contrabalançar o que vem sendo feito pelos meios poderosos à disposição do Poder, e tente, simultaneamente, procurar influenciar, se não as próximas, pelo menos as futuras decisões, remetendo sistematicamente para todos os Órgãos de Soberania, Partidos e Movimentos políticos e Chefias Militares, os seus comunicados, bem como os pareceres que emite.
Curiosamente, o MDN acaba por ser influenciado por esta estratégia indirecta de comunicação, arrepiando caminho num ou noutro aspecto suscitado pela AOFA, ainda que não alterando as questões de fundo.
Registe-se, portanto, que os reflexos públicos, a correspondente crítica e a politização destas matérias se ficam a dever ao MDN pela dificuldade de diálogo que tem demonstrado.
Depois de aprovado em Conselho de Ministros e de, publicamente, terem sido veiculadas informações que não deixam dúvidas sobre a quase certa inalterabilidade do respectivo articulado, foi presente à AOFA, em 11 de Dezembro, para receber contributos, que ninguém acredita virem a ser acolhidos, o chamado projecto de diploma que vai proceder à revisão dos princípios enformadores do SCM.
Precisando melhor:
· Depois de Sua Exa. o MDN ter anunciado publicamente, em 4 de Dezembro, o aumento do SCM e os termos em que isso seria feito;
· Da comunicação social ter profusamente divulgado, nesse dia e nos seguintes, números para três postos, certamente não inventados pelos jornalistas, por sinal, indo para além do resultado directo do aumento do SCM;
· Da Força Aérea ter publicado no seu portal os cálculos para todos os postos, neste caso correctamente efectuados, uma vez que se destinavam a evidenciar a evolução a ter lugar no SCM, nos anos de 2009 e de 2010;
· De, em 11 de Dezembro, o Gabinete de Comunicação e Relações Públicas do MDN, ter emitido um comunicado com os cálculos para dois postos, sem e com actualização remuneratória (o que indicia que o sistema retributivo também já está decidido, mesmo antes de submetido à audição das APM, como a Constituição e a Lei obrigam), projectados a dois anos, aproveitando a oportunidade para tentar descredibilizar os jornalistas que trataram o assunto com seriedade;
Alguém acredita que os eventuais contributos, ainda que importantes, como já aconteceu no passado (originando, mais tarde, “remendos” legislativos que, como se sabe, deixam marcas, antes e depois, descredibilizando os que exercem funções a tão alto nível), possam ter quaisquer consequências imediatas?
Na realidade, dando sequência ao hábito de, com frequência, não cumprir a Lei, Sua Exa. o MDN não integrou a AOFA nas reuniões de trabalho que conduziram à preparação e aprovação desta proposta, cuja matéria se encontra explicitamente integrada nas competências das APM, e está a fazer de conta que respeita o regime de audição, lesando irrecusavelmente os normativos da Lei Orgânica nº 3/2001, de 29 de Agosto.
Como se torna evidente, a AOFA tem que considerar tais tipos de comportamento como uma afronta, não só ao seu papel, legalmente protegido, e aos militares, mas, também, ao respeito pela Lei, imposto a Sua Exa. o MDN e ao Governo que integra pela Constituição da República Portuguesa.
Como não podia deixar de ser, do preâmbulo do, por enquanto, projecto constam referências ao Decreto-Lei nº 328/99, de 18 de Agosto, que ainda regulamenta a matéria relativa ao SCM e que vai ser alterado nesta matéria.
Só não consta, no projecto, que no preâmbulo daquele decreto-lei era afirmado que as melhorias então verificadas no sistema retributivo dos militares constituíam um “primeiro passo de aproximação” aos “princípios gerais” “dos demais corpos especiais”, não tendo o legislador dúvidas de quais as categorias profissionais a que se estava a referir, pois os oficiais as vinham mencionando publicamente, num coeso processo reivindicativo com vários afloramentos públicos de insatisfação.
Em termos de política comunicacional, fez mal, por isso, Sua Exa. o MDN em vangloriar-se de, pela primeira vez em dez (?) anos, se ter procedido ao aumento do SCM.
Com efeito, os militares não têm a memória curta, e ao referir-se ao passado, como o fez, pôs em evidência se não a incompetência, pelo menos, o que não é pouco, o desrespeito pela palavra dada em disposições preambulares e, consequentemente, a desconsideração a que se encontram sujeitos os que asseguram, em última análise, a Soberania e os Valores Nacionais.
Do projecto, também não consta, nem era de supor que isso acontecesse, que, em 1999, Sua Exa. o Presidente da República, então o Dr. Jorge Sampaio, interveio publicamente, nas páginas de um jornal de referência, salientando a necessidade de se dar uma maior atenção aos problemas já então vividos nas Forças Armadas, o que, no contexto, caracterizado, como se disse, por vários afloramentos públicos de insatisfação, também queria dizer, sem margem para dúvidas, que deviam ser consideradas as legítimas aspirações dos militares.
Do projecto não consta, igualmente, que, no período que se seguiu ao Decreto-Lei nº 328/99, se deu corpo a estudos, que, mesmo incipientes, permitiram chegar a um projecto de diploma com melhorias sensíveis no sistema retributivo, entre elas a consagração de um SCM bem superior ao agora anunciado, projecto esse que foi enviado, como proposta, pelo então MDN a Sua Exa. o Primeiro-Ministro, na época o Eng. António Guterres.
Estava-se no final do ano de 2000 e, não se sabe se devido à turbulência política que então se viveu, os militares viram novamente atraiçoadas as suas legítmas expectativas. Curiosamente, de todo esse processo, que mereceu o empenho das Chefias Militares, resultou apenas a consagração do suplemento de representação para alguns Oficiais Generais.
Passaram, entretanto, oito anos e, enquanto outras categorias profissionais tiveram melhorados os respectivos estatutos, os militares assistiram à degradação da sua condição, curiosamente uma das poucas, certamente, que mereceu a publicação de uma Lei, a nº 11/89, de 1 de Junho, que estabelece as grandes linhas orientadoras dos “especiais direitos” que devem servir de contrapartida ao leque vastíssimo de restrições e deveres, sem paralelo na sociedade que se honram de servir.
Ao longo dos anos habituaram-se a ouvir palavras elogiosas.
Muitas.
De nacionais e de estrangeiros, estes enaltecendo, sem qualquer excepção, o seu desempenho em teatros os mais longínquos.
Correspondência prática às referências elogiosas? Nenhuma, para além de um reconhecimento que prezam, mas que chegam a questionar porque lhes parece carregado de hipocrisia.
Do preâmbulo do projecto não constam os valores para o SCM, bem superiores ao decidido, discutidos no respectivo Grupo de Trabalho, mas volta a estar presente o reconhecimento do papel dos militares na sociedade.
Mas, para quê?
Por muito que isso signifique o reconhecimento que o Governo faz de ter que melhorar o nível remuneratório dos militares, para lhes oferecer, no articulado, um suplemento de condição militar de, vamos simplificar, 20% da sua remuneração-base, quando já esteve projectado um bem superior, na ordem dos 30%?
Suplemento de condição, inferior, como todos sabem aos auferidos, com este nome ou qualquer outro, por muitas categorias profissionais, obviamente dignas de todo o respeito, mas sem as exigências requeridas pelas contingências com que se confrontam os militares. É incontornável referir, a título de exemplo, a existência de instituições tuteladas pelo Estado em que, unicamente para a isenção do horário de trabalho, são abonados suplenmentos de 25% ou em que, devido ao desempenho de funções inspectivas, o suplemento correspondente atinge 22,5%.
Suplemento que deixa de ser uma percentagem da remuneração-base, o que seria possível manter pois a Lei geral permite excepções, o que é objectivamente a situação do SCM, dado que até reveste características de remuneração principal, passando agora a ser formado por uma importância fixa, embora sujeita às hipotéticas actualizações anuais, o que indicia a clara intenção de não o fazer acompanhar eventuais melhorias do sistema retributivo. A manter-se o conceito que agora se pretende introduzir, tal constituirá uma desvalorização histórica, sem precedentes, e com efeitos graves para o futuro, que ultrapassarão, em muito, a diminuta valorização operada.
Suplemento que faz parte de uma alteração a um decreto-lei, inapelavelmente condenado à revogação logo que entre em vigor o novo sistema retributivo. Será que tal se deveu, como consta, a atrasos no diploma sobre o sistema retributivo e à pressa em dar aos militares “qualquer coisa” que amortecesse o mal-estar reinante, como é público e notório, e prolongasse esse amortecimento para as gravosas medidas que estão para ser publicadas, nomeadamente as que têm a ver com as carreiras? Há algum suplemento que possa pagar o direito à carreira, devido a todos os militares?
Suplemento que, até ver, não integra o projecto de diploma do novo sistema retributivo, o que faz temer o pior, no que respeita às intenções que presidiram a essa retirada.
Suplemento que permite concluir que a tabela de remunerações proposta e aparentemente aprovada vai determinar que, pela primeira vez, Técnicos Superiores da Função Pública fiquem duas posições acima da remuneração de Coronel.
Qualquer pessoa de senso comum, para não falar dos especialistas nestas matérias, concordará em que questões deste género têm que ser tratadas e analisadas de forma integrada.
Onde estão os quadros comparativos com as categorias profissionais de referência, bem como os estudos que deles resultaram?
Onde se encontra o projecto de revisão do Estatuto dos Militares das Forças Armadas (EMFAR), de onde decorrem todos os direitos dos militares?
Onde pára o projecto de diploma do sistema retributivo?
Perpassando pelo preâmbulo do, por enquanto, projecto, palavras relativas ao reconhecimento da especificidade da condição militar, onde pára a respectiva correspondência na tabela das posições remuneratórias? Esse reconhecimento é feito colocando ao mesmo nível um Comandante do Regimento de Sapadores Bombeiros e um Tenente-General, como é consagrado na tabela?
Será que os militares vão ter que exigir que se cumpram as regras sobre o tempo de trabalho para poderem beneficiar das respectivas contrapartidas, nomeadamente horas extraordinárias?
No preâmbulo do projecto, afirma-se que da particularidade do serviço militar fazem parte sacrifícios, renúncias e exigências especiais que são unicamente colocadas aos militares e as correlativas contrapartidas implicam o reconhecimento da sua especificidade face aos demais trabalhadores da administração pública.
Que contrapartidas têm sido essas, por parte de Sua Exa. o MDN e do Governo que integra?
· Uma Assistência na Doença (ADM), em que os militares passaram a pagar mais por menos e piores serviços?
· A penalizante alteração das regras das situações de reserva e de reforma, agravando deste modo, também, os fluxos de carreira?
· Um apoio social complementar, erigido à custa dos militares, que, devido às alterações impostas pelo Governo, vive permanentemente com o credo na boca?
· O desrespeito continuado pelos direitos dos militares em regime de voluntariado e de contrato?
Ou a actualização remuneratória de 2,9%, por sinal concedida a toda a Administração Pública em ano de especial importância política face à sucessão de eleições, mas que já serviu para compor os números do SCM, aquando da respectiva apresentação?
Do projecto consta, no entanto, até ver, uma disposição positiva que importa realçar, e que se fica a dever, tudo leva a crer, à firmeza das posições das Chefias Militares e das APM, dado que era voz corrente encontrar-se em risco: a manutenção do SCM nas situações de reserva e de reforma, uma vez que se reveste das características de remuneração principal.
Porque, quanto a esta matéria, esse cruzamento se torna necessário, é bom não nos esquecermos de que os mecanismos de salvaguarda estabelecidos no artigo 3º do Decreto-Lei nº 166/2005, de 23 de Setembro, asseguram o cálculo da pensão de reforma nos termos vigentes até 31 de Dezembro de 2005 aos que, nessa data, tinham mais de 20 anos de tempo de serviço militar, segundo interpretação veiculada pela CGA. Isto significa que, para os que se encontrarem nessas condições, a linguagem dúbia do artigo 5º do Decreto-Lei nº 269/90, de 31 de Agosto, que estabeleceu o Fundo de Pensões, passa a ter apenas uma interpretação possível, assegurando que o montante da pensão de reforma adicionada, quando necessário, do respectivo complemento, nunca descerá de um montante que garantirá a sobrevivência com dignidade.
Como se torna evidente, por respeito para com o princípio constitucional da igualdade, todos os que se tiverem reformado anteriormente a 31 de Dezembro de 2005, deverão ver calculados eventuais complementos de pensão de reforma com as regras existentes no tempo em que para ela transitaram, conjugadas, obviamente, com as disposições relativas ao Fundo de Pensões.
Tal não invalida, entretanto, a necessidade de nos continuarmos a bater para que o Fundo de Pensões se assuma como vertente fundamental no apoio aos militares mais jovens não abrangidos pelas disposições transitórias do Decreto-Lei nº 166/2005, única forma de lhes serem garantidas pensões com a qualidade mínima indispensável.
Infelizmente, até agora, Sua Exa. o MDN não tem revelado sensibilidade para esse imperativo social, uma vez que não deu qualquer resposta às propostas da AOFA que iam nesse sentido.
Como já foi dito, os militares não têm a memória curta.
E, por isso, não podem esquecer que é de Sua Exa. o MDN, ainda não Ministro, um estudo que vem presidindo à reorientação da organização superior de Instituições do Estado ligadas à área da Segurança Interna e quanto à qual não se conhece qualquer tipo de reacção da sua parte.
Nessa reorganização, os militares perderam protagonismo, o que não seria grave se fossem levadas em consideração experiências de outros países nossos aliados, que, quando reformam, têm sempre presente a racionalidade da utilização dos recursos e das competências.
Dito de outro modo: Sua Exa. vem assistindo, sem que se conheça a sua posição como MDN, nomeadamente, pelo menos, à duplicação de meios e recursos noutros Ministérios que fazia todo o sentido evitar, face à continuada afirmação de que se vive em situação de crise.
Obviamente, que os militares, em particular os oficiais, têm uma enorme dificuldade em perceber o que se passa, sentindo, afinal, que a sua Instituição é a única que sofre os efeitos dessa crise.
Em conclusão:
Os oficiais das Forças Armadas que representamos:
·      Consideram inaceitáveis os projectos que vão sendo conhecidos, bem como o modo como têm vindo a ser formadas as decisões em relação a matérias estruturantes para a profissão e, por isso, de uma grande delicadeza.
·      Consideram inaceitável que as medidas que vão sendo tomadas em relação aos militares sejam anunciadas de uma forma que põe em causa a boa imagem que deles tem a opinião pública e que sempre se prezaram de honrar.
·      Encontram-se cansados de verem desrespeitados direitos e defraudadas legítimas expectativas.
·      Em consciência, entendem que lhes é devido o reconhecimento de facto da dignidade da condição militar e o cumprimento das leis que enformam a sua profissão.
E a AOFA, porque aos militares cabe “guardar a constituição, cumprir e fazer cumprir as demais leis da república”, conforme o seu Juramento de Fidelidade, fará tudo o que for necessário para que esse reconhecimento tenha lugar.
O PRESIDENTE - Carlos Manuel Alpedrinha Pires - Coronel de Artilharia
PS - Os camaradas que dispõem de e-mail e consultam periodicamente a nossa página na Internet sabem da influência real que vamos exercendo, uma vez que lhes é disponibilizada informação abundante e em tempo oportuno.
Os restantes, porque mais alheados dessa informação, poderão interrogar-se sobre os efeitos práticos da actividade da AOFA.
Lembraria que essa actividade se desenvolve de forma multifacetada: ofícios, pareceres, comunicados, presenças frequentes na imprensa e nos meios de comunicação audiovisual, audiências com Partidos Políticos e com as Chefias Militares, canais de comunicação com deputados, reuniões com organizações congéneres, afloramentos públicos de insatisfação. Os nossos documentos e comunicações são enviados sistematicamente aos Órgãos de Soberania (incluindo o MDN e, na Assembleia da República, todos os Grupos Parlamentares), Partidos Políticos e Chefias Militares.
Por vezes, verifica-se a (feliz) convergência das linhas de actuação da AOFA com as posições assumidas pelas Chefias. Com frequência, as outras APM convergem (e nem sempre de forma combinada) em posições e, até, em acções. Muitas vezes, distintos Oficiais Generais, com o peso que advém das elevadas funções que desempenharam, surgem na opinião pública com posições que reforçam as que a AOFA protaganiza.
Todo este potencial explica alguns pequenos sucessos da AOFA, só ou acompanhada.
Recordo, entre outros, a título de exemplo: a reconstituição da carreira de oficiais em RC da Marinha; a interpretação mais favorável das disposições transitórias relativas à transição para a reserva e reforma contidas no artigo 3º do DL 166/2005; uma evolução positiva (no entanto, ainda bem longe do desejável) no funcionamento e resposta da ADM; o recúo na intenção de considerar passíveis de sanção disciplinar militares na reserva e na reforma, conforme constava na anterior versão do RDM; a assumpção, pelo MDN, da necessidade de mudar um artigo do projecto relativo ao futuro sistema retributivo, especialmente gravoso na transição para a reserva e, consequentemente, para a reforma; a manutenção do SCM para os que transitarem para a reserva e reforma; o reconhecimento da necessidade de melhorar as remunerações dos militares que o projecto relativo ao SCM, que aqui se critica, constitui. 
 
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Transcrevendo o que li,mas julgo que o país está sonolento...

 

Todos os portugueses de Bilderberg
2006-01-02 16:26
O SEMANÁRIO publica, em exclusivo, a lista de todos os portugueses que já estiveram em reuniões de Bilderberg, um clube que é considerado uma espécie de governo-sombra a nível mundial. Uma das principais tarefas dos jornalistas que investigam o clube é não só saber quem participa nas reuniões mas, sobretudo, acompanhar o seu percurso nos tempos seguintes. Quase todos, ascendem a altos postos. Na reunião que teve lugar de 3 a 6 de Junho, em Stresa, em Milão, Santana Lopes e José Sócrates estiveram presentes, juntamente com Pinto Balsemão. Curiosamente, Santana seria primeiro-ministro dois meses depois e nem passaria um ano para José Sócrates chefiar o Governo. Outros três intervenientes na crise política de 2004, o Presidente da República, Jorge Sampaio, Durão Barroso, então primeiro-ministro, e Ferro Rodrigues, então líder do PS, também estiveram em reuniões de Bilderberg. Sampaio esteve presente em 1999, na reunião
de Sintra. Durão é um velho conhecido de Bilderberg, tendo estado presente em 1994, 2003 e já este ano, na Alemanha, na qualidade de presidente da Comissão Europeia. Já Ferro esteve presente na reunião de 2003.
Francisco Pinto Balsemão - É um membro permanente do Clube de Bilderberg desde 1988, tendo participado em quase todas as reuniões anuais desde essa data. Pertence mesmo ao comité restrito, denominado "Steering". É ele quem tem convidado muitas personalidades portuguesas a estarem presentes no clube. Em 1988, Pinto Balsemão tinha abandonado o cargo de primeiro-ministro há 5 anos e estava dedicado aos seus negócios, mantendo também o "Expresso". Anos depois abriria a SIC, aproveitando a liberalização da televisão feita pelo governo de Cavaco Silva. O processo conturbado, com divisões no próprio Conselho de Ministros, tendo o grupo televisivo de Proença de Carvalho sentido-se desfavorecido. Pinto Balsemão é hoje presidente da Impresa. Falado como potencial candidato presidencial, nunca se concretizou esta hipótese.

Mira Amaral - Ministro da Indústria de Cavaco Silva. Participou na reunião de Bilderberg em 1995, no final do governo de Cavaco Silva, numa altura em que o professor rumava à corrida a Belém e Fernando Nogueira e Durão Barroso disputavam a liderança do PSD. O facto de ter estado presente pode significar que o seu nome esteve fadado para mais altos voos, que depois não se concretizaram. É especialista em energia e tem-se dedicado à sua actividade de administrador de empresas. Foi administrador da Caixa Geral de Depósitos, tendo saído do banco num processo político conturbado. Só participou em Bilbderberg na reunião de 1995.

Joaquim Ferreira do Amaral - Ministro das Obras Públicas de Cavaco Silva, uma das cartas mais importantes do governo, artíficie das auto-estradas portuguesas. Tem mostrado disponibilidade para combates difíceis, tendo perdido Lisboa para João Soares. Participou na reunião de Bilderberg que ocorreu em Sintra, em 1999, uma das que teve mais participantes portugueses. A sua presença é significativa, tanto que dois anos depois seria candidato à Presidência da República, defrontando Jorge Sampaio. Só esteve presente em 99.

António Barreto - Este investigador esteve presente na reunião de 1992, em pleno cavaquismo, um ano depois de Cavaco obter a sua segunda maioria absoluta. António Barreto foi ministro da Agricultura nos primeiros governos PS, tendo deixado o seu nome associado à Lei Barreto, massacrada pelos comunistas por traduzir o primeiro desmantelamento da reforma agrária. Teve um papel essencial na candidatura presidencial de Soares em 1986, sendo o seu porta-voz. Foi ele quem apelou ao "povo de esquerda" para a segunda volta de Soares contra Freitas do Amaral. Nos últimos anos tem-se dedicado à investigação e a comentários e análises nos jornais. É uma mente brilhante, o género de pessoa que os bilderbergs políticos gostam de ver no seu seio. Só participou na reunião de 92.

Durão Barroso - Participou na reunião de Bilderberg de 1994, quando era ministro dos Negócios Estrangeiros de Cavaco Silva. Não por acaso, um ano depois estava a candidatar-se à liderança do partido. Perdeu para Fernando Nogueira, mas a sorte acabou por o bafejar, porque Nogueira foi derrotado por Guterres (num ciclo político muito desfavorável ao PSD). Durão ficou como reserva e tornou-se líder social-democrata em 1999, quando Marcelo Rebelo de Sousa saiu. Apesar de ter perdido as legislativas de 99 para Guterres não se deu por vencido, ficando célebre a sua frase "tenho a certeza que serei primeiro-ministro, só não sei é quando." O seu vatícinio acabou por confirmar-se, tornando-se primeiro-ministro em 2002. Em 2003, voltou a estar presente no clube de Bilderberg, na qualidade de primeiro-ministro. Em meados de 2004 era designado presidente da Comissão Europeia. Voltou a participar na reunião deste ano de 2005 de Bilderberg, que teve lugar na Alemanha, na qualidade de presidente da Comissão.

António Borges - É o homem português da Goldmam Sachs, curiosamente uma empresa com ligações a Bilderberg. Esteve presente na reunião do clube em 1997, o que mostra que o seu nome é badalado para altos voos há muito tempo. Se estava na calha para a liderança laranja, acabou por ser Durão a tomar o lugar de Marcelo. Em 1998, escapou, miraculosamente, ao acidente fatal da TWA, que não deixou sobreviventes. Chegou a ter bilhete mas não embarcou. Na reunião de 2003 do clube voltou a estar presente. Em 2004, foi um dos principais critícos da solução Santana Lopes para suceder a Durão Barroso. Actualmente, está posicionado para suceder a Marques Mendes. É um homem muito próximo de Cavaco Silva, ainda que o professor não favoreça as amizades e às vezes até as discrimine.

Maria Carrilho - Investigadora, sempre esteve ligada ao PS, tendo sido deputada à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu. Hoje é vice-presidente da Assembleia da República. É especialista em assuntos de defesa, uma área prioritária nas discussões de Bilderberg. Esteve presente na reunião do clube em 1995, o ano da chegada ao poder de António Guterres.

António Guterres - Esteve presente na reunião deste ano na Alemanha, já na qualidade de Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados. O seu nome continua a ser uma hipótese para outros voos, designadamente o Palácio de Belém, em 2011 ou 2016.

Roberto Carneiro - Ministro da Educação de Cavaco Silva. Esteve presente na reunião de 1992, no auge do cavaquismo. Chegou a ser-lhe vaticinada uma importante carreira política mas, depois da queda de Cavaco, os seus interesses viraram--se para outras áreas. Envolveu-se no projecto inicial da TVI, como profundo católico que é, e tem-se dedicado à investigação universitária e a algumas iniciativas empresariais.

Vitor Constâncio - Esteve presente em Bilderberg em 1988, quando era secretário-geral do PS. Nunca mais participou em nenhuma reunião depois desta data. Afastou-se das lides mais activas do PS e dedicou-se ao que sabe fazer muito bem: os assuntos económicos. O Partido premiou-o com o Banco de Portugal.

Vasco Pereira Coutinho - Um dos maiores empresários portugueses, tendo enriquecido com o negócio da AutoEuropa. Esteve presente na reunião de 1998, numa altura em que Marcelo Rebelo de Sousa liderava o PSD. Durão Barroso fez uma viagem de férias ao Brasil, no avião dele e na sua casa, quando era primeiro-ministro, provocando grande polémica. É apoiante de Cavaco Silva.

João Cravinho - Esteve presente na reunião de 1999, no auge do guterrismo, sendo ministro do Planeamento e da Administração do Território. Alia um pensamento interessante a uma excelente preparação técniva, devendo ter participado no clube como um dos "cérebros" que os políticos gostam de ouvir. Atacou bastante Guterres no fina dos seus dias, sendo um homem próximo de Jorge Sampaio (mas muito senhor do seu nariz).

José Cutileiro - O embaixador português esteve presente na reunião de Bilderberg em 1994, tornando-se presidente da estrutura de defesa da União Europeia, a UEO, logo nesse ano. É um homem culto, brilhante, com opiniões geoestratégicas muito auscultadas por qualquer governante.

José Manuel Galvão Teles - Advogado, homem muito próximo de Mário Soares, de quem é amigo e vizinho. Esteve presente na reunião de Bilderberg de 1997, no auge do guterrismo. É conselheiro de Estado.

Teresa Patrício Gouveia - Fez parte do governo de Cavaco, como secretária de Estado da Cultura e como ministra do Ambiente. Esteve presente na reunião de Bilderberg em 2000.Foi ministra dos Negócios Estrangeiros de Durão Barroso.

Marçal Grilo - Ministro da Educação de António Guterres, de quem era amigo. Esteve presente na reunião de Bilderberg de 1999, em Sintra. Há quem diga que é uma mente brilhante.

Miguel Horta e Costa - Esteve presente na reunião do clube em 1998, no tempo da liderança laranja de Marcelo, sendo vice-presidente da Portugal Telecom. Já no tempo de Durão Barroso ascendeu à presidência da empresa, mantendo-se com Santana Lopes e José Sócrates, todos bilderbergs. Deverá sair da PT já
em Janeiro.

Margarida Marante - É um dos dois jornalistas que marcaram presença em Bilderberg, tendo estado presente em 1996, no auge da sua carreira na SIC, onde conheceu Emídio Rangel e contraiu matrimónio. É próxima da área do PSD.

Vasco de Mello - Um dos grandes empresários portugueses. Esteve presente na reunião de Sintra, em 1999. Tem tido um percurso discreto, mantendo pontes com o poder político mas não dando azo a conversas.

Carlos Monjardino - Homem da área do PS, que participou no governo de Macau. Grande empresário, com ligações fortes ao Oriente, sobretudo a Stanley Ho. Presidente da Fundação Oriente. Há muito que é falado para candidato presidencial mas nunca conseguiu concretizar essa aspiração. Esteve presente na reunião de Bilderberg de 1991, no auge do cavaquismo e da reeleição de Mário Soares, de quem é muito próximo.

Murteira Nabo - Ministro fugaz de António Guterres, tendo de se demitir por causa de um caso de sisa. Esteve presente na reunião do clube em 1999, já era presidente da PT há três anos.

Faria de Oliveira - Ministro do Turismo de Cavaco Silva, esteve presente na reunião de Bilderberg em 1993, sendo uma peça essencial na ligação entre o então primeiro-ministro e o mundo dos negócios, quer público, quer privado.

Carlos Pimenta - Ministro do Ambiente de Cavaco, um dos mais activos de sempre. Chegou a ser-lhe vaticinando um futuro político risonho. Esteve na reunião de Bilderberg de 1991. Nos últimos anos, afastou-se da política.

Francisco Lucas Pires - O malogrado líder do CDS, que depois se aproximou do PS, era uma mente brilhante, a quem pareciam reservados altos voos. No entanto, só esteve presente na reunião do clube de 1988.

Ricardo Salgado - Um dos grandes banqueiros portugueses. Esteve na reunião de 1997, quando Marcelo era líder do PSD e voltou a estar na reunião de 1999, em Sintra. É um homem com relações privilegiadas com o poder político à direita. Santana Lopes chegou a chamá-lo para uma reunião privada. Viu o seu banco, o BES, ser alvo de buscas judiciais este ano.

Jorge Sampaio - Presidente da República. Participou na reunião de Bilderberg, em Sintra, na qualidade de primeiro magistrado da Nação portuguesa, uma presença, sem dúvida, polémica.

Nicolau Santos - O outro jornalista que participou em Bilderberg, tendo estado em Sintra em 1999. É especialista em assuntos económicos. Curiosamente, os jornalistas que estiveram no clube eram ambos profissionais no grupo de Balsemão, Nicolau Santos no "Expresso" e Margarida Marante na SIC.

Artur Santos Silva - Um dos grandes banqueiros portugueses, com o seu BPI. Tem relações privilegiadas à esquerda e é um homem culto, de uma família espiritual. Esteve presente na reunião de 1999. Curiosamente, nesta reunião só acabou por faltar um banqueiro do BCP, um banco com outra estratégia, mais europeia.

Marcelo Rebelo de Sousa - Esteve presente na reunião de 1998, quando era líder do PSD e ainda julgava que era possível fazer renascer a AD com Paulo Portas e ganhar as eleições legislativas de 1999 a António Guterres. As coisas correram-lhe mal, metendo o caso da Universidade Moderna pelo meio (afectando Portas). Regressou ao comentário político. A entrada na corrida de Belém também falhou, porque tudo correu bem a Cavaco.

Miguel Veiga - Advogado nortenho, um histórico do PSD, com relações fortes com a ala soarista do PS. Esteve em Bilderberg em 1994, no fim do cavaquismo. Tornou-se um dos piores inimigos de Santana Lopes, sendo a voz mais forte contra a sua indigitação para primeiro-ministro, sucedendo a Durão Barroso.

António Vitorino - Era a eminência-parda do guterrismo, tendo estado na reunião de Bilderberg de 1996, quando era vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa. Por causa de um caso de sisa, acabou por se demitir. Foi comissário europeu e o seu nome chegou a estar na calha para presidir à Comissão. Rejeitou ser candidato à Presidência da República.

Oliveira Martins - Participou na reunião de 2001, quando era ministro da Presidência do governo Guterres, já no ocaso do guterrismo, depois da queda da ponte de Castelo de Paiva. Se não fosse independente, tinha sido um nome possível para a corrida à liderança do PS. Tornou-se presidente do Tribunal de Contas este ano, numa nomeação polémica, face à natureza das funções do órgão, que requerem independência e imparcialidade.

Vasco Graça Moura - Deputado ao Parlamento Europeu pelo PSD, poeta e erudito. Esteve presente na reunião de 2001 de Bilderberg. É um intelectual brilhante, que os políticos gostam de ouvir.

Ferro Rodrigues - Esteve presente na reunião de 2003, quando era líder do PS, pouco depois de ter deflagrado o caso Casa Pia no partido. Depois de Jorge Sampaio ter dado posse a Santana Lopes, demitiu-se, tomando a decisão presidencial como uma derrota pessoal. É hoje embaixador português da OCDE
em Paris.

Santana Lopes - Esteve presente na reunião de 2004, que ocorreu de 3 a 6 de Junho em Stresa, Milão. Curiosamente, pouco mais de um mês depois era primeiro-ministro de Portugal. A vida, contudo, não lhe correu bem. Ao ponto de Jorge Sampaio ter dissolvido o Parlamento e convocado eleições legislativas.

José Sócrates - Tal como Santana Lopes, esteve presente na reunião de Stresa de 2004. Curiosamente, menos de um ano depois seria primeiro-ministro de Portugal, parecendo estar no cargo de pedra e cal. Malgré Cavaco Silva.

Nuno Morais Sarmento - Esteve presente na reunião de Bilderberg deste ano, tendo sido convidado por Pinto Balsemão, um facto que pode ter significado nos próximos tempos.
 
publicado por blogdaportugalidade às 10:03
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MUDAR PORTUGAL,pelo respeito que MERECEM os nossos antepassados...

Subject: Por Portugal!

 

Por Portugal! Mudar Portugal, Mudar Mentalidades - Um Portugal Novo e Moderno

 

 
Portugal é uma ilha de subdesenvolvimento na União Europeia.
O nosso amado País prima por ser o último em tudo.
É dramático o indíce de pobreza. É aviltante a necessidade de emigrar. É incompreensível a percentagem de pobres em Portugal.
Algo está mal.
O problema não reside nos portugueses como Povo. Temos de buscá-lo nas estruturas organizativas, temos de encontrar a razão de ser na mentalidade dos marajás que têm governado Portugal desde há vários séculos.
Portugal viveu para a epopeia ultramarina e perdeu o contacto da cultura, da organização política, social e económica das sociedades mais desenvolvidas na Europa.
Enquanto os outros Povos foram evoluindo, Portugal viveu de costas voltas para a modernidade, para a cultura e desenvolvimento das outras nações.
Portugal cristalizou na Contra-Reforma e perdeu os ventos da reforma e da História.
Portugal sedimentou as suas estruturas nos velhos pilares religiosos, no Poder de meia dúzia de senhores, no caciquismo e no imobilismo.
Com a perseguição aos judeus Portugal afastou-se ainda mais das alterações culturais, políticas e sociais que pela Europa foram crescendo.

Todavia , os portugueses se tiverem bons lideres, se tiverem boa organização empresarial, boa organização política e uma mudança de mentalidade e procedimentos são IGUAIS OU MESMO MELHORES QUE OS OUTROS POVOS.

Para não se pensar que o que digo é mero nacionalismo estéril vou citar a apreciação do Marechal Massena, comandante do "Exército de Portugal" , que comandou a 3ª invasão francesa a Portugal , em 1810 e 1811 ,sobre soldado português:

"Esse belo corpo de batalha era triplicado pelo exército regular e pela milícia de Portugal.Com efeito, o primeiro elevava-se a 50 000 homens, e a segunda a 25 000. Na sua maioria, os regimentos de linha, de formação recente, continham , é certo, recrutas na proporção de quatro quintos ;mas o soldado português, inteligente, sóbrio e infatigável caminheiro, comandado por oficiais ingleses e já afeito à disciplina britânica, podia estar a par com os anglo-hanoverianos e até suplantá-los, pois em certas ocasiões é mais dado ao entusiasmo e ao sentimento de honra. Estavam a soldo de inglaterra 30 000 portugueses, armados, apetrechados, vestidos e alimentados em condições de luxo, sem tão bela apresentação, sem tão satisfatória instrução e sem tão rigorosa disciplina, os utros 20 000 não estavam , porém, menos capazes de entrar na linha."
In. memórias de Massena, Campanha de 1810 e 1811 em Portugal, por General Kosch. Pág. 95. Livros Horizonte.Ed. Setembro/2007.

Hoje, em 2008, Portugal recebe milhões e milhões de euros da União Europeia mas tudo continua na mesma.
Nem com dinheiro a rodos se consegue erguer um Portugal Moderno, competitivo, onde os portugueses sejam felizes.

José Sócrates não tem motivo algum para rir na qualidade de estadista europeu. José Sócrates só pode rir porque consegue ter o Poder com a ajuda do Clube Bilderberg e da Maçonaria e a corrupção generalizada, o tráfico de influências generalizado , os dinheiros da União Europeia e as Remessas dos emigrantes.

O resto é só para chorar. Chorar a triste sina de um Povo sem direcção Política moderna, corroído pelas estruturas mentais arcaicas que nos mandam para o fundo da tabela.

O País perde todos os dias milhares de jovens para a emigração, indo o sangue novo ajudar a modernizar os outros países da Europa e ficando os funcionários públicos, alguns empresários que têm as suas empresas a funcionar com mão de obra africana, brasileira, da europa de leste.Precisamente como mandam os cânones do Clube Bilderberg e os interesses da Maçonaria que se vendeu a Espanha, maçonaria que é iberista, que anseia pelo colapso da nossa independência.

Tudo poderia ser diferente se o Povo tivesse coragem de se revoltar. Este pântano não pode continuar.

Mais dia menos dia haverá revoltas, quiçá guerra civil. O Povo não pode continuar a ser a besta de carga dos que o exploram até ao tutâno.

O Povo Português é inteligente, capaz, igual e às vezes melhor que os outros Povos. Falta é a superestrutura do Estado, os modelos de organização livres da carga da corrupção , da vigarice, do oportunismo e da corrupção.

Os filhos dos emigrantes que foram viver para os bairros de lata em Paris são hoje uma força enorme na política francesa. mais de 3500 políticos lusos e luso-descendentes.
Uma força enorme de gente que aproveitou o sistema democrático francês e se superou, é um exemplo, um orgulho para nós.
Outros exemplos haverá, mas o francês é o que conheço bem e pessoalmente.

José Sócrates é uma autêntica desilusão. O Partido Socialista e a Política Portuguesa estão ao nível do Zimbabwe.

O Presidente da República vive num sistema onde não tem poder. Cavaco Silva sofre dos mesmos tiques que o resto da política portuguesa.

Quando rebentou o caso "Licenciatura de José Sócrates" o que era exígivel era obrigar José Sócrates a pedir a demissão.
O que teria acontecido em França ou na Alemanha, na Bélgica ou em Israel, nos EUA ou na Suécia, no Reino Unido ou em Espanha.
Em Portugal Cavaco Silva foi a almofada de José Sócrates. Faltou coragem a Cavaco Silva .

O Presidente da República afinal preocupa-se com o Estatuto da Região Autónoma dos Açores!!!

Uma questão menor, uma questão sem importância, quando se sabe que em 1943, os Açores não tinham portos e aeroportos adequados para acolher o Governo, que a todo o tempo teria de ali se refugiar porque uma invasão de Espanha daria 3 dias para o Governo fugir!!! Os açorianos viviam em situações aviltantes.

Há que mudar mentalidades, combater a corrupção, mandar formar no estrangeiro gente para preencher os quadros políticos .

É necessária uma Oposição consequente. Uma Oposição que queira mudar este estado de coisas que nos oprime, que desgraça Portugal, que é uma vergonha para o Português, aquele Português apreciado pelo Marechal Massena.
Para os portugueses que ajudaram ,decididamente, a derrotar os exércitos de Napoleão , que perseguiram as tropas francesas até Toulouse, que na milicia lutaram pela sua pátria, atacando os franceses, casa a casa, terra a terra.

O "Sistema" que vigora em Portugal é o mesmo que já vigorova no Liberalismo de 1800. Caciquista, imobilista - com algumas excepções - incapaz de arrancar Portugal da miséria, da aldeola que era na Europa.

Só nas Guerras de África , de 1961 a 1974 Portugal foi grande, combativo, mesmo quando tudo estava contra nós, desde os derrotados franceses aos derrotados ingleses, desde os derrotados belgas aos derrotados alemães.
Aí sim os militares portugueses foram grandes, enormes, esforçados, lutando contra os ventos da História, contra os EUA que não queriam que a URRS e a China dominassem o "Movimento dos Não Alinhados" e não apoiavam Portugal Colonial, até aos Chineses e aos Russos ,e seus satélites, que ajudavam os movimentos de libertação.

Se Portugal tivesse tido uma mentalidade britânica, organização britânica, se não estivesse enredado em lutas religiosas e na perseguição dos judeus, o que teria sido Portugal, quando tinha um império enorme!

É tempo de mudar de política, de mentalidades, de sistema , apostar mais na democracia material, no respeito pelo Povo, na audácia no desenvolvimento, no nosso Orgulho, Orgulho de uma Nação sublime , que tem todas as condições para ser uma ilha de desenvolvimento, de felicidade, de cultura nesta Europa e no Mundo.

Por Portugal!    José Maria Martins
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Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009

A ESTRATÉGIA DA MANIPULAÇÃO--IMPORTANTE que os portugueses leiam

 

Embora  o estdudo deste sistema de estratégia já seja de uns 7 anos,convem sempre

MEDITAR sôbre a mesma aplicada aos nossos governantes,que levaram 30  e tal anos a

mentirem ao povo português...

No entantp é o que se passa todos os dias na TV..

 

Estratégias de manipulação
 
Estratégias e técnicas para a manipulação da opinião pública e da sociedade
por Sylvain Timsit
 
1- A estratégia da diversão

Elemento primordial do controle social, a estratégia da diversão consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e da mutações decididas pelas elites políticas e económicas, graças a um dilúvio contínuo de distracções e informações insignificantes.

A estratégia da diversão é igualmente indispensável para impedir o público de se interessar pelos conhecimentos essenciais, nos domínios da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética.

"Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por assuntos sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar, voltado para a manjedoura com os outros animais" (extraído de
"Armas silenciosas para guerras tranquilas" )

2- Criar problemas, depois oferecer soluções

Este método também é denominado "problema-reacção-solução". Primeiro cria-se um problema, uma "situação" destinada a suscitar uma certa reacção do público, a fim de que seja ele próprio a exigir as medidas que se deseja fazê-lo aceitar. Exemplo: deixar desenvolver-se a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público passe a reivindicar leis securitárias em detrimento da liberdade. Ou ainda:
criar uma crise económica para fazer como um mal necessário o recuo dos direitos sociais e desmantelamento dos serviços públicos.
 
3- A estratégia do esbatimento

Para fazer aceitar uma medida inaceitável, basta aplicá-la progressivamente, de forma gradual, ao longo de 10 anos. Foi deste modo que condições sócio-económicas radicalmente novas foram impostas durante os anos 1980 e 1990. Desemprego maciço, precariedade, flexibilidade, deslocalizações, salários que já não asseguram um rendimento decente, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se houvessem sido aplicadas brutalmente.




4- A estratégia do diferimento

Outro modo de fazer aceitar uma decisão impopular é apresentá-la como
"dolorosa masnecessária", obtendo o acordo do público no presente para uma aplicação no futuro. É sempre mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro porque a dor não será sofrida de repente. A seguir, porque o público tem sempre a tendência de esperar ingenuamente que "tudo irá melhor amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Finalmente, porque isto dá tempo ao público para se habituar à ideia da mudança e aceitá-la com resignação quando chegar o momento.

Exemplo recente: a passagem ao Euro e a perda da soberania monetária e económica foram aceites pelos países europeus em 1994-95 para uma aplicação em 2001. Outro exemplo: os acordos multilaterais do FTAA (Free Trade Agreement of the Americas) que os EUA impuseram em 2001 aos países do continente americano ainda reticentes, concedendo uma aplicação diferida para 2005.
 
 
5- Dirigir-se ao público como se fossem crianças pequenas

A maior parte das publicidades destinadas ao grande público utilizam um discurso, argumentos, personagens e um tom particularmente infantilizadores, muitas vezes próximos do debilitante, como se o espectador fosse uma criança pequena ou um débil mental. Exemplo típico: a campanha da TV francesa pela passagem ao Euro ("os dias euro"). Quanto mais se procura enganar o espectador, mais se adopta um tom infantilizante. Por que?

"Se se dirige a uma pessoa como ela tivesse 12 anos de idade, então, devido à sugestibilidade, ela terá, com uma certa probabilidade, uma resposta ou uma reacção tão destituída de sentido crítico como aquela de uma pessoa de 12 anos". (
cf. "Armas silenciosas para guerra tranquilas" )
 
6- Apelar antes ao emocional do que à reflexão

Apelar ao emocional é uma
técnica clássica para curtocircuitar a análise racional e, portanto, o sentido crítico dos indivíduos. Além disso, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para ali implantar ideias, desejos, medos, pulsões ou comportamentos...
 

7- Manter o público na ignorância e no disparate

Actuar de modo a que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para o seu controle e a sua escravidão.

"A qualidade da educação dada às classes inferiores deve ser da espécie mais pobre, de tal modo que o fosso da ignorância que isola as classes inferiores das classes superiores seja e permaneça incompreensível pelas classes inferiores".
(cf. "Armas silenciosas para guerra tranquilas" )
 


8- Encorajar-se o público a comprazer-se com a mediocridade
 
 Encorajar-se p público a considerar "fixe"o facto de se ser IDIOTA,VULGAR e INCULTO.
.

9- Substituir a revolta pela culpabilidade


Fazer crer ao indivíduo que ele é o único responsável pela sua infelicidade, devido à insuficiência da sua inteligência, das suas capacidades ou dos seus esforços. Assim, ao invés de se revoltar contra o sistema económico, o indivíduo se auto-desvaloriza e auto-culpabiliza, o que engendra um estado depressivo que tem como um dos efeitos a inibição da acção. E sem acção, não há revolução!...
 


10- Conhecer os indivíduos melhor do que eles se conhecem a si próprios

No decurso dos últimos 50 anos, os progressos fulgurantes da ciência cavaram um fosso crescente entre os conhecimentos do público e aqueles possuídos e utilizados pelas elites dirigentes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" chegou a um conhecimento avançado do ser humano, tanto física como psicologicamente. O sistema chegou a conhecer melhor o indivíduo médio do que este se conhece a si próprio. Isto significa que na maioria dos casos o sistema detém um maior controle e um maior poder sobre os indivíduos do que os próprios indivídudos
 
Lisboa,06 de Janeiro de 2009
Fonseca dos Santos
publicado por blogdaportugalidade às 12:46
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