De: AOFASapo [mailto:aofa@sapo.pt]
Enviada: sexta-feira, 7 de Novembro de 2008 11:36
Assunto: Instituição Militar: Sinais preocupantes_3
Sua Exa. o MDN vem-se desdobrando em declarações públicas, procurando fazer com que a tranquilidade regresse à Instituição Militar.
Sua Exa. vem, também, prometendo que os problemas que se encontram pendentes irão ser resolvidos num futuro próximo, por obra e graça de iniciativas legislativas que se encontram em curso, por sinal rodeadas de um enorme secretismo. Chega ao extremo, inclusivamente, de afirmar que um desses problemas, o da Assistência na Doença dos Militares (ADM), se encontra resolvido, quando todos sabem que, se houve algumas melhorias, o subsistema está longe de atingir a velocidade de cruzeiro que se impõe.
Secretismo esse, só por si, potenciador das preocupações que grassam entre os militares.
Porque, contrariamente ao que Sua Exa. o MDN afirma, não há informação descendente dentro da Instituição Militar, para além das palavras genéricas que se vão ouvindo sobre estudos, análises e pretensas soluções.
Sua Exa. tenta, a todo o custo, associar as Chefias Militares a essas iniciativas, o que só parcialmente é verdade.
E Sua Exa. o MDN foge, como muito bem sabe, ao cumprimento da Lei Orgânica nº 3/2001, de 29 de Agosto, que estabelece as competências/direitos das Associações Profissionais de Militares (APM), entre eles o de integrar os Grupos de Trabalho que tratam de questões, acrescente-se que estruturantes para a profissão, como carreiras, sistema retributivo e apoio social, invocando um Estatuto dos Dirigentes que, como também muito bem sabe, não diz nada do que o Ministro da tutela afirma conter.
Para que os militares e os dirigentes das APM, seus representantes socioprofissionais, acreditassem na bondade das soluções que lhes são apresentadas, de forma abstracta, era necessário que houvesse confiança.
E essa, como tem sido evidente, não existe.
A AOFA, como lhe compete, cumprindo o dever de lealdade para com os seus concidadãos e honrando os princípios do Juramento de Fidelidade de todos os militares, irá dando pública conta das preocupações dos que servem o País de uma forma que não tem paralelo na sociedade, com um nível de excelência que Sua Exa. o Ministro por sinal evidenciou.
O comunicado que se junta – mais um! – traz-nos apenas alguns dos problemas reais de um universo essencial às Forças Armadas: o dos militares em regime de contrato.
Nele constam elementos irrecusáveis que evidenciam, mais uma vez, a dificuldade que o Ministério vem tendo no cumprimento, pelo menos na devida oportunidade, dos normativos legais.
Esclarecimentos complementares poderão ser obtidos junto do Secretário-Geral da AOFA, Comandante Sequeira Alves (91 963 3780).
Com os melhores cumprimentos
Pelo Secretário-Geral
Tasso de Figueiredo
Coronel TPAA/Secretário da AOFA
De: AOFASapo [mailto:aofa@sapo.pt]
Enviada: quinta-feira, 6 de Novembro de 2008 18:56
Para:
Tendo tomado conhecimento das declarações de Sua Exa. o Ministro da Defesa Nacional, venho,
Contraditoriamente a versões anteriores, Sua Exa. o Ministro da Defesa Nacional (MDN) reconheceu hoje, implicitamente a existência de problemas que preocupam os militares.
Aliás, a consciência de que esses problemas existem e são graves, é o facto de, em menos de uma semana, Suas Exas. os MDN e respectivo Secretário de Estado se terem sentido na obrigação de vir a terreiro, várias vezes, proclamando uma normalidade que, como se prova, não existe.
Não deixa de ser, também, digno de nota que Sua Exa. o MDN procure enredar a todo o transe as Chefias Militares nas decisões que estão a ser tomadas, o que indicia que aquilo que é designado como solução está longe de ser bom e que o Governo não pretende ficar sozinho com essa responsabilidade. De qualquer forma cumpre assinalar que os 180 dias dados pela Lei 12-A/2008 ao MDN para dar corpo à legislação que enquadra as carreiras e sistema retributivo terminaram em 1 de Setembro passado, o que, para além de mais um incumprimento dos normativos legais (o que é prática corrente no Ministério), indica que tem havido resistências institucionais a algumas das soluções, como tem sido público e notório.
A fazer fé no despacho da Lusa, Sua Exa. o MDN parece revelar desconhecimento da lei, uma vez que, para falar dos respectivos direitos (que não cumpre) invoca o estatuto dos dirigentes associativos. Estatuto que, acrescente-se, para além de uns dias de dispensa para a actividade associativa, é, antes de mais, um instrumento para a diminuição de direitos na mesma.
Com efeito, as competências das Associações Profissionais de Militares (APM) estão consagradas na Lei Orgânica nº 3/2001, de 29 de Agosto.
Entre essas competências está a de integrar os Grupos de Trabalho (GT), em matérias como, entre outras, carreiras, sistema retributivo e apoio social.
Em Novembro de 2007, Sua Exa. o Secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar (SEDNAM), assegurou à AOFA que iria integrar os GT.
Até hoje, pesem embora as promessas (que não seriam mais do que o cumprimento da Lei!) a AOFA não foi chamada a uma única reunião dos GT ou de outras reuniões em que as questões fossem tratadas.
Sua Exa. o MDN vem prometer agora que as APM serão convenientemente ouvidas. Como? Como é habitual, depois do processo de decisão estar concluído, enviando às APM, certamente que apenas para leitura, projectos que de imediato se transformarão
Para além disso, o Orçamento de Estado para 2009 na área da Defesa Nacional, face à suborçamentação que evidencia, o que também vem sendo um hábito, não apresenta qualquer indício de que o Estado vai começar a liquidar a colossal dívida de mais de mil milhões de euros que tem para com a Família Militar.
Não terão os militares razões de sobra para estar preocupados? Ou será que, desde o oficial general à praça, vêm evidenciar o seu mal-estar publicamente, pelo simples gosto de o fazer? Porque será que, em 18 de Outubro, se juntaram, em Lisboa, mais de 4.000 militares e familiares, naquilo que constituiu mais uma alerta para a gravidade da situação?
Será que Suas Exas. os MDN e o SEDNAM não têm consciência de que os militares carecem de tranquilidade para o cabal desempenho das suas missões e merecem-na, quando já reformados, face aos sacrifícios por que passaram, uns e outros ao serviço de Portugal e dos portugueses?
Será que Suas Exas. não têm consciência de que as recentes declarações públicas agravaram em vez de melhorar a situação, pela desconsideração evidenciada, sendo, ainda por cima, um mau serviço prestado ao Governo em que se incluem, uma vez que um número significativo de portugueses vai percebendo o que se passa e não se revê nesse tipo de processos?
Com os melhores cumprimentos
Heitor Sequeira Alves
Capitão-de-Mar-e-Guerra/Secretário-Geral da AOFA
Não há dúvidas que os USA tinham que mudar ...e mudar de politica.
Consideravam-se os policias e os bombeiros do MUNDO....Iama a qualquer lado,invadem
países soberanos à custa de auxilio de outros países lacaios ,submissos e governantes sem dignidade que se dizem representar o pôvo em nome de uma DEMOCRACIA,que não existe efectivamente...`Só para uma elite que se dizem também governantes ou politicos
profissionais e que são eleitos ,não por todos os cidadãos,mas sim por ,e apenas,pelos lobies dos partidos...
Como todos os orgãos de soberania,no fundo são apresentados pelos partidos,quando muito poderá haver um ou outro que o não seja,eles estão sob a alçada dos govêrnos...,para depois terem um final politico feliz,como quem diz ...retirado da vida politica activa ,vai para uma actividade mais rendosa e com menos "chatices".No fi m é este o objectivo final do politico e ainda a sua influência que troca por prendas...desde que não
ultrapassem os 30 contos...e,certamente não é preciso declarar ao fisco o valôr dessas
prendas,tal como agora no casamento dos nossos filhos...
Se os USA tinham que mudar,PORTUGAL tem, também, que MUDAR.
MUDAR o sistema eleitoral,mudar o sistema de nomeação e escolha de deputados,mudar o núnero de deputados...
Mudar o regimen para tornar o ESTADO MAIS MAGRO...
Vejam só...Para o OGE/09 cortam verbas em todo o lado e VEJAM : SÓ PARA VIAGENS dos DEPUTADOS VÃO TER 3,7 MILHÕES...Por isso ,admiro-me ,alguns eu conheço e até julgava que eram deputados pela terra onde nascemos ..,,mas não ,são por outro distrito...
É por isso que TEM QUE MUDAR...
Se não MUDAR,fica tudo nas mãos do pôvo e com todas as precaridades e queixas sôbre a
saúde,o desemprêgo,vencimentos baixos etc,em suma CONTINUAREMOS NA CAUDA DA
EUROPA...
Mas sobretudo MUDAR para falar verdade aos portugueses...,sim falar verdade,por que esta
história do BPN não sendo contadinha, direitinha e pr'a português perceber,começamos já a desconfiar...E vejam só ,como é possivel...Pela muita consideração que tenho pelo Sr DR
Miguel Cadilhe,não deixa de me CHOCAR quando penso que ganhou por ano 1.550 VENCIMENTOS MINIMOS,já considerando o novo VM 450 €uros....DAVA para pagar a 110
cidadãos desempregados ,num ANO..(14 meses)..
Até vou ver o que espera aos ex COMBATENTES...
Isto por que ,considero os politicos os maiores actores da cena pública,e quando vejo um
ministro como o da Defesa Nacional vir para a Comunicação Social ,dizer que estão a fazer
tudo ,estudos ,cêra,,mas até à data e há mais de 34 anos que ando a ouvir dizer isto...
Para mim ,nem chefes militares ,por que estes são nomeados pelo poder politico,nem os
govêrnos tem tido a dignidade suficiente para resolver os problemas dos militares e muito
menos pagarem o que se lhes DEVE...
Aguardemos melhores dias...mas MUDAR tem que MUDAR
Fonseca dos Santos
06 de Novembro de 2008
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COMUNICADO
(2008NOV03)
“INSTITUIÇÃO MILITAR: SINAIS PREOCUPANTES”
(GEN Loureiro dos Santos, in “Público” de 2008OUT25)
1. Na passada sexta-feira, teve lugar o jantar, proposto à AOFA por oficiais no activo, subordinado ao tema “Análise da situação”.
2. Antes de mais, merece uma saudação especial o interesse e acompanhamento dado pelas Chefias dos Ramos das Forças Armadas ao evento, opção que, proporcionando-lhes um melhor e mais completo conhecimento da realidade, reforça incontestavelmente a sua capacidade de intervenção. Para a AOFA, a representatividade Institucional das Chefias Militares, as quais como é conhecido têm vindo a colocar as suas questões ao Governo e a ser envolvidas nas decisões em curso, é inquestionável.
3. No jantar, confirmando-se todas as preocupações tornadas públicas pelo General Loureiro dos Santos, verificou-se existir, se é que isso se tornava necessário, um descontentamento profundo entre os oficiais e os militares em geral pela forma como o Governo os está a maltratar, quer através do incumprimento ou da alteração de disposições legais, quer a partir da imagem que deles transmite, ignorando aspectos essenciais do seu dever de tutela:
· Não cumprindo um número muito significativo de normativos legais, com especial relevo para o Estatuto da Condição Militar, naquilo que tem que ser interpretado como um inequívoco atentado ao Regime Democrático;
· Impondo-lhes piores condições de Assistência na Doença, do que naquela que é dispensada aos restantes cidadãos servidores do Estado;
· Agravando as situações de bloqueamento da progressão nas carreiras, que se verificam em todos os ramos;
· Não considerando, para efeitos da progressão retributiva nos escalões, o período de tempo em que esse dispositivo esteve congelado, agravando, ainda por cima, de forma muito significativa, as situações de bloqueamento dos fluxos de carreira;
· Não garantindo a equidade retributiva relativamente às categorias profissionais de referência;
· Não assegurando as verbas necessárias ao funcionamento normal dos Ramos das Forças Armadas (remunerações e operação), com uma insuficiência orçamental que se estima superior à do ano corrente, num valor aproximado de 10% / 100 Milhões de EUROS;
· Não mantendo o diálogo com as Associações Profissionais dos Militares e a sua adequada audição, o que implica:
O incumprimento do estabelecido na lei sobre a representatividade das Associações Profissionais de Militares (APM), entidades autónomas e independentes da Administração, logo as únicas com legitimidade para conduzirem acções e expressarem a vontade dos que, através delas, desejem, livremente, fazer valer os seus direitos;
E, em consequência, a condução de iniciativas legislativas sem a participação ou contribuição das APM, no meio de um enorme secretismo, só por si gerador de enormes intranquilidade e insegurança, situação agravada pelo que se vai sabendo dos projectos através da comunicação social, com claros indícios da manutenção ou agravamento das injustiças e/ou discriminações já existentes;
Tudo isso propiciando o surgimento de situações de indignação e, até, de ruptura da indispensável coesão social dos militares.
4. Ao proceder deste modo, o Governo, como foi consensualmente reconhecido no jantar, está obviamente a pôr em causa a motivação e o moral dos militares, com os irrecusáveis reflexos que daí advêm e de que a indignação é apenas a face mais visível.
O PRESIDENTE – Carlos Manuel Alpedrinha Pires – Coronel de Artilharia
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ESTUDO DO MILAGRE DO ENSINO ...EM PORTUGAL
Se antes era preciso estudar as causas dos maus resultados em Matemática, agora é urgente estudar as causas do milagre
Oano lectivo de 2007/2008 ficará para sempre na história da educação em Portugal. Nunca saberemos exactamente o que se passou. Mas a verdade é que ocorreu um milagre nos resultados dos exames (do básico e do secundário) e na avaliação das escolas e dos estudantes.
Centenas e centenas de escolas viram as suas médias saltar, é esse o preciso termo, de negativas e medíocres níveis para positivas e gloriosos escalões. Mais de 400 escolas que hoje exibem médias positivas em todos os exames nacionais encontravam-se há um ano na lista negra das negativas. Considerando as vinte disciplinas do secundário com mais inscritos, mais de 82 por cento das escolas têm agora médias positivas. A média nacional dos exames de Matemática, negativa há um ano, é agora de mais de 12 valores!
Há um ano, apenas 200 escolas conseguiam média positiva a Matemática. Agora, são mais de mil! Mais de 90 por cento das escolas têm agora média positiva a Matemática. Há escolas com médias a Matemática de 18 valores! No conjunto das duas disciplinas, Matemática e Português, 97 por cento obtiveram média positiva! Nas oito disciplinas principais do secundário, a média positiva foi atingida por 87 por cento das escolas!
As médias da Matemática, crónico cancro do sistema, eram o quadro da desonra de uma população manifestamente incapaz de contar. Pois bem! São hoje o certificado de honra e talento de um povo para o qual as equações e as derivadas deixaram de ser mistério. É possível que muitas escolas portuguesas, para já não dizer a média de todas, se situem hoje entre as mais competentes do mundo em Matemática!
Muita gente ficou feliz. Professores gratificados, estudantes recompensados e pais descansados podem comemorar o feito. Nas universidades, esperam-se agora massas de alunos motivados e qualificados. Nos empregos, sobretudo na banca, nos seguros, nas empresas de engenharia e nos laboratórios científicos, esfregam-se as mãos na expectativa de receber, dentro de poucos anos, profissionais extraordinariamente preparados para as contas, o cálculo e o raciocínio abstracto. Nos jornais e nas televisões, onde os jornalistas confundem milhares com milhões e não sabem calcular uma percentagem ou uma taxa de variação, teremos, brevemente, dados exemplares e contas limpas. Começa uma nova era!
O problema é que ninguém acredita! Os interessados não escondem um sorriso matreiro! Os outros, com sobrolho enrugado, desconfiam. Como foi possível? Tanto melhoramento em tão pouco tempo? De um ano para o outro? Melhores professores? Melhores alunos? Novos métodos? Programas renovados? Mais tempo de aulas? Manuais mais bem elaborados? Nova organização curricular? Professores mais empenhados e disponíveis para passar mais horas a ensinar Matemática? Mais explicações privadas? Todas estas perguntas têm necessariamente resposta negativa.
Nada disso era possível num ano, nem para a maioria dos alunos e das famílias.
Quem desconfia tem razão. E só encontra três explicações: os exames foram incompreensivelmente fáceis; as regras de avaliação foram extraordinariamente benevolentes; ou houve ingerência administrativa para corrigir as notas.
O ministério e o Governo não escapam a estas hipóteses e, se estivessem realmente interessados em conhecer o que se passa na escola, teriam impedido este bodo, não se teriam mostrado beatamente satisfeitos e teriam já procurado saber as razões do milagre. A não ser, evidentemente, que o tenham preparado e encenado.
Se, até há dias, era indispensável estudar as causas e as consequências dos maus resultados em Matemática (assim como do Português, da Física e da Química), agora passa a ser urgente estudar as causas e as consequências deste milagre. Teria sido essa, aliás, a atitude honesta de um ministério e de um Governo preocupados com a educação dos cidadãos. Se ambos são estranhos a esta hipertrofia de resultados, se nenhum teve qualquer influência no processo de avaliação e se ambos estão de boa-fé, então teríamos uma decisão oficial que, de imediato, se propusesse saber as razões e os fundamentos de tal facto. Ninguém duvida de que educar mal é tão pernicioso quanto não educar. Em certo sentido, é pior. Preparar profissionais, técnicos, cientistas e professores num clima de complacência e facilidade pode ter resultados desastrosos. As expectativas criadas não são satisfeitas. As capacidades presumidas são falseadas. O desperdício social e económico é enorme. E é criada uma situação fictícia onde fazer de conta se transforma em virtude. Para tranquilidade dos contemporâneos e para desgraça das gerações futuras.
A publicação de todos os resultados nacionais, seguida da elaboração dos rankings respectivos, transformou-se num hábito, em breve será uma tradição. Ainda hoje há erros de avaliação, de apuramento e de classificação, além de que alguns tentam distorcer os resultados para dramatizar o panorama. Com o tempo, as coisas vão melhorando. Mas, depois de resistências de toda a ordem, a começar pelas de ministros, funcionários e professores, o gesto anual faz parte do calendário educativo. Tem tido consequências positivas. Há escolas, autarquias, professores e pais realmente preocupados com a percepção que todos temos deles. Querem melhorar e querem que se saiba. Não desejam ser conhecidos como as ovelhas ronhosas. Mas o efeito mais perverso foi inesperado. Tudo leva a crer que este milagre é um resultado colateral da abertura de informação. Se os resultados continuassem secretos, talvez os governantes não se tivessem ocupado do assunto. O próximo mistério é este: como conseguirão o Governo e o ministério convencer a comunidade internacional (já que, pelos vistos, a nacional não lhes interessa) da justeza e da bondade destes resultados?
Ausente de Portugal durante duas semanas, não acompanhei directamente os episódios mais importantes na controvérsia entre o Governo, o Parlamento, o Governo dos Açores e o Presidente da República. Mas a leitura dos jornais atrasados é esclarecedora. O Presidente da República tem razão. A sua interpretação das normas constitucionais é adequada e legítima. Se ele deixa fazer, o Governo fará. Creio, aliás, que uma das razões que explicam o gesto do Governo e do Partido Socialista é mesmo essa: saber até onde podem ir.
Se podem neste caso, poderão também noutros. Não só neutralizam os poderes do Presidente, como alteram o equilíbrio constitucional.
Mais ainda: se percebem que o Presidente, para evitar conflitos, é complacente, então desdobrar-se-ão em gestos do mesmo tipo.
Parece que o Governo e o PS não perceberam com quem se meteram.
Autoria de Antonio Barreto
Em vários sectores da vida nacional ,os politicos fazem-me lembrar o António Variações
com a sua canção que só ele a sabia interpretar...
Assim nas nossas FAs ,também temos vivido um pouco assim : É prá manhã,entretanto os
Ministros da Defesa mudam-se e fica tudo para o próximo episódio...
Entretanto faço lembrar a canção
Os problemas que surgem nas Fôrças Armadas,são comuns nas classes trabalhadoras do país .Não são comuns nas classes de excutivos de emprêsas públicas e privadas,por que
as situações destes em relação ao pôvo português são REVOLTANTES...Podemos comparar os salários e os privilégios dos politicos,governantes e apoiantes dos partidos,dos govênos ou na oposição???Claro que não se podem comparar...
O Sr General Loureiro dos Santos,logo atacado por um Ministro que ainda em 3 anos resolveu qualquer problema dos militares,fez o apêlo ao govêrno para tomar atenção aos
militares...E por quê???
O Sr Ministro da Defesa,lembre-se que o 25 de Abril deixou muitos CHEFES e MINISTROS de bôca aberta pelo que se estava a passar...Não serão os Chefes Militares nem sequer
a " SECRETA" que vai ou irá alertar o Sr Ministro da DEFESA...para as tais leviandades...
Por exemplo,eu que estou a escrever,já saí com uma UNIDADE para "passear" na cidade
por muito menos...e vá lá tudo foi levado a BEM.Foi na Provincia e antes do 25 A,mas agora
tudo até é mais fácil...E nessa altura os percutores estavam fora das armas...guardados.
Não estou a ameaçar nada nem ninguém,mas há que prever e não encaixotar-se numa
redoma a aguardar quaisquer sinais de rebelião,por que essa se a houver É DA CULPA,
SEMPRE ,DO SR MINISTRO DA DEFESA e do Sr Primeiro Ministro por PROTELAR,dizem, o que têm vindo a ser tratado nos gabinetes e NUNCA MAIS SÃO RESOLVIDOS OS PROBLEMAS...
O que é que é preciso para os resolver???? Um EMPURRÃO ?? PODEMOS AJUDAR a esse empurrão...
O Caso dos EX COMBATENTES também é um caso melindroso...O ESTADO vai poupar
com os cortes 3 milhões e vai agora NACIONALIZAR UMA BANCA ????e quando tem lucros??? COBRAM metade do IVA???
Há qualquer coisa que o cidadão PINTO DE SOUSA tem que corrigir DE IMEDIATO...
Lisboa 01 de Novembro de 2008
Em 2007 ,a Nação portuguesa,isto é todos os portugueses tem uma divida externa de 415,5
BILIÕES DE DÓLARES...
Endividamento por várias razões,mas o certo é que se deve e para pagar vai ser um problema para todos os portugueses...
O Govêrnos ,pelo menos de há 10 anos para cá ,deixaram ir o país para um endividamento
mais provocado por falta de politicas que não obedeceram a uma estratégia de crescimento do PIB...
A mão de obra,embora se diga que é barata,poderá ser,mas a produtividade não é eficaz e
pouco ou nada se FEZ nestes anos em que dispusemos de verbas da UE para reestruturar
e melhorar a produtividade.
Cada vez é pior e já não irá para a frente sem que os portugueses sofram na pele os maus
efeitos do descalabre e falta de visão estratégica governamental...
Politica económica feita por putos,sem experiência e com o intuito apenas do protogonismo
de ocupação de lugares ,para ascenderem a outros niveis,escondendo tudo o que fizeram
durante a permanência a estes ceguinhos que vegetam pelo país ...
A acrescentar a tudo isto ,existem uns quantos monopolistas de comércio e indústrias que
mediante influências ,tem conseguido singrar na vida...como por exemplo a Galp que com
estes lucros dos aumentos do petróleo ,conseguiu COMPRAR a AGIP (italiana)
Mas ,julgo que há que colocar um ponto final no que vai mal no país que se vai desculpando
com a crise...e vamos falar da FAs portuguesas...
Desde há anos que se verificou que o investimento da segurança foi efectuado na GNR e
PSP...,desmilitarizaram-se estas duas instituições,deram-lhe corpo e julgo que é uma politica...Mas o poder de dissuasão está mesmo nas Fôrças Armadas Portuguesas...
Se o país não as pode ter,então acabem com elas...
O Estado DEVE já mais de mil milhões de €uros às FAs para tapar os buracos da saúde,do
complemento da REFORMA ,etc
Sôbre a saúde estamos pior do que os beneficiários da ADSE,os Hospitais Militares tem
carências de meios ,de tecnicos e médicos.Já todos sabem o dificil que é marcar uma consulta ...
Bem ,o que me doi ,na realidade ,é que a Nação não está a favôr das FAs.Julgam que os militares vivem com os privilégios,se os tiveram, e já no antigamente para vivermos dignamente e apresentarmo-nos de uniforme tinhamos que suar para o adquirir , e daí
aparecer a expressão : A MISÉRIA DOURADA..e além disso ainda nos socorremos de caixa
para engraxar sapatos na baixa...de Lisboa.
Entretanto,os vencimentos foram acertados em paridade com os juizes,mas a legislação
dos juizes foi muito bem estudada e hoje GANHAM O DÔBRO DE UM CORONEL...isto
grosso modo,pois além de vencimentos tem outros privilégios....,como por exemplo o subsidio de renda de casa,o passe ,etc...
Bem ,mas voltando às FAs.É claro que nas Fôrças Armadas estão mal muitas coisas...
Os Chefes dos Ramos não tem NADA a ver com os militares,ou melhor,estes não reconhecem os chefes dos RAMOS.
Há dias li que a Policia Maritima tem 3 ALMIRANTES...Existem duzentos e tal Generais no
Exército,etc etc,a pirâmide está invertida..
Isto quer dizer que o ESTADO NUNCA soube implantar uma REFORMA. nos plano militar...
E acho piada que quando se fala na refoma militar ou na reestruturação militar vem logo o
material...à frente só para confundir.
O essencial é definir e implantar no terreno o Conceito estratégico de defesa e impalntar
as Unidades de combate,de serviços,de apoio ao c ombate,unidades de apoio rápido e
para várias vertentes...
Então aí,temos que fazer contas...Quanto custam estas Unidades???? Cada Unidade tem um Quadro orgânico e será por esse quadro orgânico em tempo de paz ou de guerra que
tem que ser avaliada a despesa que temos que ter...
O ESTADO não consegue COMPORTAR,então não pensem nisso,ACABEM com as FAs e
só terão que REFORMULAR a estrutura governamental por que não podemos continuar
assim sem FAs e um Estado muito GORDO ,que nADA faz em favôr da população...
Por que isto não se percebe:
Acabaram-se com vários orgãos de saúde,acabaram-se com comparticipações médicas e
medicamentosas,com creches,cada vez mais aumenta o Desemprêgo,tem-se uma divida
de 415,5 ,em Jun de 2007,de biliões de dólares...Então o que se fez ao dinheiro???
E os 235 deputados ,para que os queremos???E a vergonha da CCP???
No caso de irmos para a frente com as FAs,temos que perceber o seguinte: as carreiras e
as promoções serão seguidas em conformidade com os QUADROS Organicos de Paz ou de Guerra,mas NUNCA com diuturnidades em pôsto...Isto porque também se DEVE aplicar
àos serviços públicos...Hoje vai-se aí a uma Repartição de Finanças é tudo Director,o que
corresponde mais ou menos a CORONEL...
Isto não é só nos militares que sofrem desta " doença "....Todas as Repartições dos Serviços P´ublicos estão saturadas de graduados a mais...,por que o objectivo para ganhar mais dinheiro é só o da PROMOÇÃO e não podemos continuar assim...Há tempos de serviço que deve ser remunerado,para além da promoção..há formação objectiva e funcional
que também deve ser remunerada.
Em 1978 ,fui em visita de estudo ,quando frequentava o CGCEM,a BADAJOZ para ver como
funcionava a brigada ...Só vou falar do pessoal . Vi um capitão,já velhote e um major de
Estado Maior ,novo,ou muito novo,e perguntei pelos vencimentos ,e o capitão disse-me:
Eu já não tenho idade para vir a ser major ,mas ganho mais do que ele,pelo meu tempo de
serviço e pelos cursos civis que tirei de interesse militar...
Aqui em PORTUGAL poderia acontecer isto??? Não há dúvidas em Espanha : A ANTIGUIDADE é UM PÔSTO...Aqui se isto acontecesse cairia o Carmo e a Trindade por que
o major tem que ter um vencimento superior ao Capitão e por aí fora...
Mas ,dentro deste esquema ,NÃO PODEREI esquecer que tivemos Generais que foram,por causa do "raio das Vagas" tenentes 24 anos,,,outros 18 anos...
Aqui há anos atrás ,colocaram um periodo de 3 anos para o pôsto de tenete...findo este
periodo era promovido a capitão...E quem dava depois a RECRUTA,como subalterno???
Eram os milicianos...que davam 3,4 5 recrutas e às vezes um capitão do quadro nem dava uma recruta...
Por isso,apenas se justifica carreira e promoções dentro destes limites dos Q.O. e a RESERVA seria ao serviço...ou licença sem vencimento.Reforma aos 70 anos.
Ainda acho piada,há tempos falar-se em MESTRE em informações ,mestrado para militares
e CIVIS,em conjunto,isso é que os civis gostam...,mas mestrado em que matérias ou qual
o curriculum desse mestrado ???A piada é que era na altura alferes e tirei a especialidade
de IOL ,Informação ,Observação e Ligação...Como era de artilharia ainda se tinha que fazer
a observação do tiro (foi meu piloto e instrutor o Sr General Pacheco Rodrigues que tinha
acabado de chegar dos USA ,conjuntamente com o SDr Gen Belchior Vieira ,o curso de
Observação de tiro...
Decorridos anos,já na Divisão de 1966,o oficial de ligação era Major e naõ alferes e ,pessoalmente compreendi a resolução deste esquema...
Tenho 5 anos de manobras em Sta Margarida e ajudante de campo do Coronel TRAVOR ,do SHAPE e fiz tiro ( material 10,5 KRUP) para Marechal Montegomery ver,,,
Por aqui me fico,e espero comentários ...
Lisboa 01 de Novembro de 2008
. ...
. REFLEXÕES SOBRE O SISTEMA...
. ...
. MOVIMENTO CONTRA O NAO : ...
. http://pissarro.home.sapo.pt/memorias0.htm
. http://pissarro.home.sapo.pt/memorias0.htm