Sábado, 22 de Janeiro de 2011

Eleições para quê??? Leiam a carta de um ALUNO...Os sonhadores da DEMOCRACIA só deles...


Assunto: FW: CARTA DE UM ALUNO AO PROFESSOR DE HISTÓRIA
Importância: Alta

 

 


> Exmo Senhor Professor,
>
> Sou obrigado a escrever-lhe, nesta data, depois de ter escutado, com
> toda a atenção, a aula de História, que nos deu sobre a Revolução de
> Abril de 1974.
>
> Li todos os apontamentos que tirei na aula e os textos de apoio que me
> entregou para me preparar para o teste, que o Senhor Professor irá
> apresentar-nos, na próxima semana, sobre a Revolução dos Cravos.
>
> Disse o Senhor Professor que a Revolução derrubou a ditadura
> salazarista e veio a permitir o final da Guerra Colonial, com a
> conquista da Liberdade do Povo Português o dos Povos dos territórios
> que nós dominávamos e que constituíam o nosso Império.
>
> Afirmou ainda que passámos a viver em Democracia e que iniciámos uma
> nova política de Desenvolvimento, baseada na economia de mercado.
>
> Informou-nos também que a Censura sobre os órgãos de Comunicação Social
> terminara e que a PIDE/DGS, a Polícia Política do Estado Fascista
> acabara, dando a possibilidade aos Portugueses de terem liberdade de
> expressão, opinião e pensamento. Hoje, todos eles podem exprimir as
> suas opiniões nos jornais, rádio, televisão, cinema e teatro, sem
> receio de serem presos.
>
> Disse igualmente que Portugal era um país isolado no contexto
> internacional e que agora fazemos parte da União Europeia e temos
> grande prestígio no mundo. Que somos dos poucos países da União a
> cumprir, na íntegra, os cinco critérios de convergência nominal do
> Tratado de Maastricht para fazermos parte do pelotão da frente com
> vista ao Euro.
>
> Li os textos de apoio do Professor Fernando Rosas, onde me informam que
> os Capitães de Abril são considerados heróis nacionais, como nunca
> houvera antes na nossa história, e que eles são os responsáveis por
> toda a modernidade do nosso país, pois se não tivesse acontecido a
> memorável Revolução, estaríamos na cauda da Europa e viveríamos em
> grande atraso, em relação aos outros países, e num total obscurantismo.
>
> Tinha já tudo bem compreendido e decorado, quando pedi ao meu pai que
> lesse os apontamentos e os textos para me fazer perguntas sobre a tal
> Revolução, com vista à minha preparação para o teste, pois eu não
> assisti ao acontecimento histórico, por não ter ainda nascido, uma vez
> que, como sabe, tenho apenas dezasseis anos de idade.
>
> Com o pedido que fiz ao meu pai, começaram os meus problemas pois ele
> ficou horrorizado com o que o Senhor Professor me ensinou e chamou-lhe
> até mentiroso porque conseguira falsificar a História de portugal. Ele
> disse-me que assistira à Revolução dos Cravos dos Capitães de Abril e
> que vira com «os olhos que a terra há-de comer» o que acontecera e as
> suas consequências.
>
> Disse-me que os Capitães foram os maiores traidores que a nossa
> História conhecera, porque entregaram aos comunistas todo o nosso
> império, enganando os Portugueses e os naturais dos territórios, que
> nos pertenciam por direito histórico. Que a Guerra no Ultramar
> envolvera toda a sua geração e que nela sobressaíra a valentia dum povo
> em armas, a defender a herança dos nossos maiores.
>
> Que já não existia ditadura salazarista, porque Salazar já tinha
> morrido na altura e que vigorava a Primavera Marcelista que,
> paulatinamente, estava a colocar Portugal na vanguarda da Europa. Que
> hoje o nosso país, conjuntamente com a Grécia, são os países mais
> atrasados da Comunidade Europeia.
>
> Que Portugal já desfrutava de muitas liberdades ao tempo do Professor
> Marcelo Caetano, que caminhávamos para a Democracia sem sobressaltos,
> que os jovens, como eu, tinham empregos assegurados, quando terminavam
> os estudos, que não se drogavam, que não frequentavam antros de deboche
> a que chamam discotecas, nem viviam na promiscuidade sexual, que hoje
> lhes embotam os sentidos.
>
> Disse-me também que ele sabia o que era Deus, a Pátria e a Família e
> que eu sou um ignorante nessas matérias. Aliás, eu nem sabia que a
> minha Pátria era Portugal, pois o Senhor Professor ensinou-me que a
> minha Pátria era a Europa.
>
> O meu pai disse-me que os governantes de outrora não eram corru pt os e
> que após o 25 de Abril nunca se viu tanta corrupção como actualmente.
> Também me disse que a criminalidade aumentara assustadoramente em
> Portugal e que já há verdadeiras máfias a operar, vivendo à custa da
> miséria dos jovens drogados e da prostituição, resultado do abandono
> dos filhos de pais divorciados e dum lamentável atraso cultural, em
> virtude de um Sistema Educativo, que é a nossa maior vergonha, desde há
> mais vinte anos.
>
> Eu fiquei de boca aberta, quando o meu pai me disse que a Censura
> continuava na ordem do dia, porque ele manda artigos para alguns
> jornais e não são publicados, visto que ele diz as verdades, que são
> escamoteadas ao Povo Português, e isso não interessa a certos orgãos de
> Comunicação Social ao serviço de interesses obscuros.
>
> O meu pai diz que o nosso país é hoje uma colónia de Bruxelas, que nos
> dá esmolas para nós conseguirmos sobreviver, pois os tais Capitães de
> Abril reduziram Portugal a uma «pobreza franciscana» e que o nosso país
> já não nos pertence e que perdemos a nossa independência.
>
> Perguntei-lhe se ele já ouvira falar de Mário Soares, Almeida Santos,
> Rosa Coutinho, Melo Antunes, Álvaro Cunhal, Vítor Alves, Vítor Crespo,
> Lemos Pires, Vasco Lourenço, Vasco Gonçalves, Costa Gomes, Pezarat
> Correia... Não pude acrescentar mais nomes, que fixara com enorme
> sacrifício e trabalho de memória, porque o meu pai começou a vomitar só
> de me ouvir pronunciar estes nomes.
>
> Quando se sentiu melhor, disse-me que nunca mais lhe falasse em tais
> «sacanas de gajos», mas que decorasse antes os nomes de Vasco da Gama,
> Pedro Álvares Cabral, Diogo Cão, D. João II, D. Manuel I, Bartolomeu
> Dias, Afonso de Alburquerque, D. João de Castro, Camões, Norton de
> Matos, porque os outros não eram dignos de ser Portugueses, mas estes
> eram as grandes e respeitáveis figuras da nossa História.
>
> Naturalmente que fiquei admirado, porque o Senhor Professor nunca me
> falara nestas personagens tão importantes e apenas me citara os nomes
> que constam dos textos do Professor Fernado Rosas.
>
> Senhor Professor, dada a circunstância do meu pai ter visto, ouvido,
> sentido e lido a Revolução de Abril, estou completamente baralhado, com
> o que o Senhor me ensinou e com a leitura dos textos de apoio. Eu julgo
> que o meu pai é que tem razão e, por isso, no próximo teste, vou seguir
> os conselhos dele.
>
> Não foi o Senhor Professor que disse que a Revolução nos deu a
> liberdade de opinião? Certamente terei uma nota negativa, mas o meu pai
> nunca me mentiu e eu continuo a acreditar nele.
>
> Como ele, também eu vou pôr uma gravata preta no dia 25 de abril, em
> sinal de luto pelos milhares de mortos havidos no nosso Império,
> provocados pela Revolução dos Espinhos, perdão, dos Cravos.
>
> O Senhor disse-me que esta Revolução não vertera uma gota de sangue e
> agora vim a saber que militantes negros que serviram o exército
> português, durante a guerra, que o Senhor chamou colonial, foram
> abandonados e depois fuzilados pelos comunistas a quem foram entregues
> as nossas terras.
>
> Desculpe-me, Senhor Professor, mas o meu pai disse-me que o Senhor era
> cego de um olho, que só sabia ler a História de Portugal com o olho
> esquerdo. Se o Senhor tivesse os dois olhos não me ensinaria tantas
> asneiras, mas que o desculpava porque o Senhor era um jovem e
> certamente só lera o que o Professor Fernando Rosas escrevera.
>
> A minha carta já vai longa, mas eu usei de toda a honestidade e espero
> que o Senhor Professor consiga igualmente ser honesto para comigo, no
> próximo teste, quando o avaliar.
>
> Com os meus respeitosos cumprimentos
>
> O seu aluno
>
> Todos os anos, nesta data, se fala em comemorações em todo o país,
> mas eu pergunto:
> COMEMORAR O QUÊ????

Vejam até uma simples Secretária do Govêrno Civil de Lisboa até já faz leis sôbre os militares!!!Isto é a pouca vergonha de um ESTADO...Inmstituições que não se respeitam e fazem leis apenas por tratamento de " colegas " ou até poderá ser meus amigos correligionários ,a partir de amanhã os militares passam a apresentar o bilhete Civil

publicado por blogdaportugalidade às 10:43
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