Quinta-feira, 6 de Setembro de 2012

O Sr LUÍS....

O Sr. Luís…
 
Limito-me a encaminhar conforme recebi!...
 
Esta é muito relevante e deve circular por todos os lusitanos de bem.
 
  O que se está a passar em Portugal, sobretudo na nova geração é um verdadeiro desvirtuamento das formas de tratamento - e portanto do respeito e dignidade que mereciam as outras gerações mais antigas - e da mais genuína tradição portuguesa.
Nos hospitais, os seguranças, serventes, enfermeiros e até os médicos tratam-nos pelo primeiro nome, como se não tivéssemos apelido. Devem ter aprendido isso  na escola de enfermagem ou na faculdade de medicina, juntamente com a localização exacta do "mastoideu". Os funcionários semi-analfabetos dos "call centers" devem ter instruções para nos tratar dessa forma: Sr. António, Sr. Miguel ou Sr. Francisco, porque jamais me trataram doutra. O meu falecido pai dizia que Sr. Firmino era o contínuo da velha faculdade de Direito no Campo de Santana.
 
O tratamento pelo nome próprio é um ruralismo e era apenas usado nas aldeias mais remotas. Os brasileiros adoptaram-no como norma, mas  nós não somos brasileiros, apesar do maldito acordo que nos obriga a escrever em "brasileirês".
Não sou nem nunca fui pedante, nem me considero superior a quem quer
que seja, mas respeitar as tradições não só é bonito, como é em tudo
correcto, além disso como reza o autor do texto infra é uma mera
questão de boa educação.
 
 
«O Sr. Luís…
 
Em princípio, não gosto de dizer que “sou do tempo em que…”, porque “ser do tempo em que…” corresponde a dizer que se é velho e eu não gosto de ser velho! Mas, de facto, há circunstâncias em que se tem mesmo de dizer que se é do tempo de qualquer coisa!
 
Ora, acontece que sou do tempo em que se tratavam os homens pelos seus sobrenomes: o senhor Pereira, o senhor Fonseca, o senhor Almeida, o senhor Ferreira, o senhor Sousa, etc.. Agora a coisa mudou.
 
Aconteceu há cerca de uma hora, telefonar-me para casa um cavalheiro que me identifica pelo meu primeiro e último nome, desejando saber se era comigo que estava a conversar. Disse-lhe que sim e ele, que vinha para me vender um qualquer serviço ao qual nem prestei atenção, começa, logo de seguida, a tratar-me por sr. Luís! Sr. Luís para aqui e sr. Luís para acolá! Confesso que engalinhei, tal como sucede em qualquer lugar onde ocorra o mesmo fenómeno – nas Finanças, no consultório do médico, na loja onde faço compras, na farmácia, etc. Se sabem o meu sobrenome, qual o motivo por que me tratam pelo nome? É uma confiança que não dou a toda a gente. Dou-a, até, a muito pouca!
 
A forma republicana de tratar um cidadão é pelo seu sobrenome. Essa coisa do nome em primeiro lugar é para os que se encontram muito ligados à Monarquia e às coisas da fidalguia: o Senhor D. Duarte, o Senhor D. António, o Senhor D. Manuel… Ou, mais raramente, às coisas da Igreja Católica, referindo-se aos bispos… Senhor D. Januário, por exemplo. Pessoalmente não faço questão de ser tratado pelos títulos académicos ou pelo posto militar. Claro que não vou ao extremo de aceitar intimidades como as do ministro das Finanças que era Álvaro para aqui e Álvaro para acolá! Não. Senhor e sobrenome é o modo correcto de se tratar qualquer homem! É uma questão de boa educação! E a verdade é que, cada vez mais, do ponto de vista educacional, estamos a viver num país de labregos. Parece que se tem vergonha de ser educado!
 
Mas, mais grave do que senhor Luís, é quando me tratam por você! Aquele você bronco que nada tem a ver com o brasileirismo que, por sinal, muito raramente usa o você e com grande vulgaridade diz senhor.
 
Não estou velho! Estou é a debater-me com uma camada de gente que não foi educada, que não bebeu chá na infância e juventude, que tem vergonha de usar de correcção, que se espoja na falta de educação como os burros na palha para se coçarem.
 
Quando será que na escola primária – a do 1.º ciclo – se passa a ensinar boas maneiras? Que se escolhem textos didácticos para colocar em relevo a boa educação no trato social?
 
Já é tempo de deixarmos de ser grosseiros para ganharmos algum polimento!
 
Desculpem o desabafo. Se calhar estou mesmo velho e não o quero reconhecer!»
 

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publicado por blogdaportugalidade às 19:51
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