Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012

HEMODIÁLISE...para idosos...O que nos espera...

Subject: HEMODIÁLISE APÓS OS 70 ANOS

> Date: Sat, 4 Feb 2012 20:08:06 +0000
>
>
> VEJAM SÓ PARA ONDE CAMINHAMOS COM ESTE TIPO DE GENTE!
>
> HEMODIÁLISE APÓS OS 70 ANOS
>
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>
>
>
>
>
> O programa em questão só pode ser classificado de PORNOGRÁFICO!!
>
>
>
> Claro não se prestam cuidados de saúde aos idosos e resultam 2
> benefícios: morrem e poupa-se a reforma e nos gastos de saúde.
>
>
>
>
>
> Leiam e pasmem com a selvajaria das ideias de políticos do PS e PSD.
>
> Leiam também a posição de João Ribeiro dos Santos, um sábio da
> especialidade de Nefrologia e uma referência para qualquer
> nefrologista!
> ========================================================================
>
>
>
> Posição do Colégio de Nefrologia:
>
> ORDEM DOS MÉDICOS
> Colégio da Especialidade de Nefrologia
>
> Exmo. Senhor
> Dr. António José Teixeira
> Director da SIC-Notícias
> Enviado por correio electrónico
> Lisboa, 12-01-2012
>
> Assunto: Programa ContraCorrente de 10-01-2012 - Racionamento dos
> cuidados de saúde - Hemodiálise crónica em doentes com idade superior a
> 70 anos
>
> Senhor Director,
> No programa ContraCorrente do dia 10 transacto, que contou com a
> participação de cinco ilustres opinion makers, foram produzidas
> afirmações e assumidas posições que, pelo seu provável impacto na
> opinião pública, não podem ser deixadas sem contraditório.
> Sendo reconhecida a superior craveira intelectual dos intervenientes,
> essas posições só podem ser justificadas, no mínimo, por uma
> indesculpável leviandade na abordagem a um tema de particular
> relevância como é o acesso dos cidadãos a cuidados de saúde.
> Com efeito, na continuação de uma sugestão de Sobrinho Simões (SS) para
> que fossem introduzidas medidas de ,,racionamento" no Serviço Nacional
> de Saúde (SNS) - embora as medidas que invocou fossem de
> ,,racionalização" e não de ,,racionamento" -, António Barreto (AB)
> pegou entusiasticamente no tema e defendeu que não fazia sentido o
> Estado suportar tratamentos onerosos em doentes idosos, referindo como
> exemplo o tratamento hemodialítico em pessoas com mais de 70 anos.
> De imediato, Manuela Ferreira Leite (MFL) corroborou a posição de AB,
> ressalvando as situações em que os doentes pagassem o seu tratamento,
> justificando que, sem a introdução de medidas de ,,racionamento", a
> qualidade dos cuidados prestados pelo SNS se deterioraria.
> Pinto Balsemão (PB) reforçou a posição dos dois anteriores
> intervenientes, afirmando que, quanto mais tarde fossem implementadas
> essas restrições, pior seria.
>
> Face ao descrito, o Colégio de Nefrologia da Ordem dos Médicos vê-se na
> contingência de esclarecer o seguinte:
> 1. Dos cerca de 10.000 doentes em hemodiálise crónica em Portugal no
> final de 2009, mais de 50% tinham idade superior a 65 anos. No ano de
> 2010, iniciaram tratamento 2.500 doentes, 60% dos quais se encontravam
> nessa faixa etária.
> 2. Não há dados disponíveis relativos ao grupo etário superior a 70
> anos. Contudo, face aos dados atrás referidos, não erraremos muito (e
> se errarmos será por defeito) ao afirmar que, no início de 2010, se
> encontravam em hemodiálise regular perto de 2.500 doentes com mais de
> 70 anos de idade e que, no decorrer desse ano, iniciaram tratamento
> outros 800.
> 3. Em poucos minutos e em "julgamento sumário", foram ali "condenados"
> à morte perto de 3.300 cidadãos cuja única "culpa" é a de terem mais de
> 70 anos de idade e sofrerem de insuficiência renal. E de nada teriam
> servido os argumentos de que descontaram para a "segurança social"
> durante toda uma vida de trabalho, que a condenação tinha como única
> intenção proteger a ,,população activa" que ainda não prestara
> contribuição equivalente à que eles já haviam prestado e que essa
> condenação contrariava os apregoados fundamentos de um Estado social e
> de uma Sociedade solidária. E mais: que a sentença proferida feria
> gravemente disposições da própria Constituição da República Portuguesa
> onde expressamente se afirma que todos têm direito à protecção da saúde
> e que incumbe prioritariamente ao Estado garantir o acesso de todos os
> cidadãos, independentemente da sua condição económica, aos cuidados da
> medicina, com particular destaque para a protecção da infância, da
> juventude e da velhice. Nem sequer seriam colhidos como bons e
> decisivos os seguintes argumentos: Primeiro, que é contraditório, por
> um lado o júri congratular-se com o aumento de esperança de vida da
> população resultante dos avanços médicos e, por outro lado, negar aos
> idosos a possibilidade de recorrerem a técnicas terapêuticas tornadas
> acessíveis por esses avanços; Segundo, não se entende que, para
> preservar a qualidade do SNS, se recorra à recusa arbitrária de acesso
> de um grupo etário a determinados tratamentos. Não seria isso a mais
> flagrante falência do SNS e a negação da sua essência?
> 4. MFL, sensível à argumentação apresentada, condescenderia em facultar
> o tratamento aos idosos que o pagassem. A defesa, de imediato, teria
> questionado o emérito júri se tinha conhecimento sobre o custo do
> tratamento - que é de € 24.400 por ano. Se sabia que apenas 27% dos
> agregados familiares apresentam um rendimento bruto anual superior a €
> 27.500 (PorData) e que, portanto, seria presumível que apenas 900
> desses doentes pertencessem a famílias com hipotética capacidade
> económica para assegurar o tratamento e, mesmo assim, à custa de
> enormes e insuportáveis sacrifícios para o agregado - abrangendo a
> alimentação, a educação, a residência, a higiene, o vestuário, etc.,
> etc..
> 5. Faltou, ainda, ao ilustríssimo júri ouvir quem sabe sobre o assunto.
> Qualquer dos muitos nefrologistas com experiência feita de vários anos
> de prática e do seguimento de alguns milhares de doentes em hemodiálise
> o teria esclarecido que a qualidade e a esperança de vida nos doentes
> com idade superior a 70 anos que iniciam ou se encontram em hemodiálise
> justificam plenamente, na esmagadora maioria dos casos, o seu
> tratamento. Tê-lo-ia, ainda, esclarecido que aqueles dois parâmetros -
> qualidade e quantidade de vida expectáveis - são sempre ponderados para
> que, face a cada doente com sua específica situação clínica e em seu
> benefício, se tome a decisão de propor, ou não, determinada
> terapêutica, designadamente as que se revestem de relevante risco, de
> potencial sofrimento e que são onerosas, como é o caso da hemodiálise.
> Esta atitude é sistemática, não sendo a idade do doente mais do que um
> mero (e, geralmente dos menos relevantes) aspectos a serem considerados
> para a tomada de decisão.
> 6. É, assim, por razões de carácter técnico, ético-profissional e
> ético-social, bem como na prossecução do espírito e da letra de nobres
> e fundamentais princípios enunciados da nossa Constituição, que nos
> opomos à implementação de medidas de ,,racionamento" na saúde,
> designadamente às que recorram à idade como critério decisório.
> 7. E opor-nos-emos enquanto houver tanto por fazer em termos de
> ,,racionalização" na saúde e, sobretudo, enquanto houver tanto por
> fazer em termos de ,,racionalização" e, até, de ,,racionamento" em
> áreas em que o empenhamento do Estado não seja, como o é para a saúde,
> prioritário.
> 8. Solicitamos, pelos motivos apresentados, que o assunto seja objecto
> de nova apreciação no programa ContraCorrente, apelando aos
> intervenientes que não nos proponham uma sociedade geronticida.
>
> Com os melhores cumprimentos,
> Pel'O Conselho Directivo
> do Colégio de Especialidade de Nefrologia da Ordem dos Médicos
> O Presidente
> João Ribeiro Santos
>
publicado por blogdaportugalidade às 10:03
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