Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012

ACORDA PORTUGAL....ACORDAI OH GENTES ,não se deixem levar como rebanhos de carneiros...



ACORDA PORTUGAL

Peço a cada destinatário deste e-mail que o envie a um mínimo de vinte
pessoas em sua lista de contatos, e por sua vez, peça a cada um deles
que faça o mesmo.

Em três dias, a maioria das pessoas neste país lerá esta mensagem.
Esta é uma ideia que realmente deve ser considerada e revista por
todos os cidadãos.

Alteração da Constituição de Portugal para 2012 para poder atender o
seguinte, que é da mais elementar justiça:

1. O deputado será pago apenas durante o seu mandato e não terá
reforma proveniente exclusivamente do seu mandato.

2. O deputado vai contribuir para a Segurança Social de maneira igual
aos restantes cidadãos. Todos os deputados ( passado, presente e
futuro) passarão para o actual sistema de Segurança Social
imediatamente. O deputado irá participar nos benefícios do regime da
Segurança Social exactamente como todos os outros cidadãos. O fundo de
pensões não pode ser usado para qualquer outra finalidade. Nãohaverá
privilégios exclusivos.

3. O deputado deve pagar seu plano de reforma, como todos os
portugueses e da mesma maneira.

4. O deputado deixará de votar o seu próprio aumento salarial.

5. O deputado vai deixar o seu seguro de saúde atual e vai participar
no mesmo sistema de saúde como todos os outros cidadãos portugueses.

6. O deputado também deve estar sujeito às mesmas leis que o resto dos
portugueses.

7. Servir no Parlamento é uma honra, não uma carreira. Os deputados
devem cumprir os seus mandatos (não mais de 2 mandatos), e então irem
para casa e procurar outro emprego.

O tempo para esta alteração à Constituição é AGORA. Forcemos os nossos
políticos a fazerem uma revisão constitucional.

Assim é como se pode CORRIGIR ESTE ABUSO INSUPORTÁVEL DA ASSEMBLEIA
 



publicado por blogdaportugalidade às 16:34
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Uma carta aberta dirigida ao Sr Passos Coelho...É a vida real....

Carta Aberta Ao Primeiro-Ministro – Myriam Zaluar

Recolhida no Facebook:

Exmo Senhor Primeiro Ministro

Começo por me apresentar, uma vez que estou certa que nunca ouviu falar de mim. Chamo-me Myriam. Myriam Zaluar é o meu nome “de guerra”. Basilio é o apelido pelo qual me conhecem os meus amigos mais antigos e também os que, não sendo amigos, se lembram de mim em anos mais recuados.

Nasci em França, porque o meu pai teve de deixar o seu país aos 20 e poucos anos. Fê-lo porque se recusou a combater numa guerra contra a qual se erguia. Fê-lo porque se recusou a continuar num país onde não havia liberdade de dizer, de fazer, de pensar, de crescer. Estou feliz por o meu pai ter emigrado, porque se não o tivesse feito, eu não estaria aqui. Nasci em França, porque a minha mãe teve de deixar o seu país aos 19 anos. Fê-lo porque não tinha hipóteses de estudar e desenvolver o seu potencial no país onde nasceu. Foi para França estudar e trabalhar e estou feliz por tê-lo feito, pois se assim não fosse eu não estaria aqui. Estou feliz por os meus pais terem emigrado, caso contrário nunca se teriam conhecido e eu não estaria aqui. Não tenho porém a ingenuidade de pensar que foi fácil para eles sair do país onde nasceram. Durante anos o meu pai não pôde entrar no seu país, pois se o fizesse seria preso. A minha mãe não pôde despedir-se de pessoas que amava porque viveu sempre longe delas. Mais tarde, o 25 de Abril abriu as portas ao regresso do meu pai e viemos todos para o país que era o dele e que passou a ser o nosso. Viemos para viver, sonhar e crescer.

Cresci. Na escola, distingui-me dos demais. Fui rebelde e nem sempre uma menina exemplar mas entrei na faculdade com 17 anos e com a melhor média daquele ano: 17,6. Naquela altura, só havia três cursos em Portugal onde era mais dificil entrar do que no meu. Não quero com isto dizer que era uma super-estudante, longe disso. Baldei-me a algumas aulas, deixei cadeiras para trás, saí, curti, namorei, vivi intensamente, mas mesmo assim licenciei-me com 23 anos. Durante a licenciatura dei explicações, fiz traduções, escrevi textos para rádio, coleccionei estágios, desperdicei algumas oportunidades, aproveitei outras, aprendi muito, esqueci-me de muito do que tinha aprendido.

Cresci. Conquistei o meu primeiro emprego sozinha. Trabalhei. Ganhei a vida. Despedi-me. Conquistei outro emprego, mais uma vez sem ajudas. Trabalhei mais. Saí de casa dos meus pais. Paguei o meu primeiro carro, a minha primeira viagem, a minha primeira renda. Fiquei efectiva. Tornei-me personna non grata no meu local de trabalho. “És provavelmente aquela que melhor escreve e que mais produz aqui dentro.” – disseram-me – “Mas tenho de te mandar embora porque te ris demasiado alto na redacção”. Fiquei.

Aos 27 anos conheci a prateleira. Tive o meu primeiro filho. Aos 28 anos conheci o desemprego. “Não há-de ser nada, pensei. Sou jovem, tenho um bom curriculo, arranjarei trabalho num instante”. Não arranjei. Aos 29 anos conheci a precariedade. Desde então nunca deixei de trabalhar mas nunca mais conheci outra coisa que não fosse a precariedade. Aos 37 anos, idade com que o senhor se licenciou, tinha eu dois filhos, 15 anos de licenciatura, 15 de carteira profissional de jornalista e carreira ‘congelada’. Tinha também 18 anos de experiência profissional como jornalista, tradutora e professora, vários cursos, um CAP caducado, domínio total de três línguas, duas das quais como “nativa”. Tinha como ordenado ‘fixo’ 485 euros x 7 meses por ano. Tinha iniciado um mestrado que tive depois de suspender pois foi preciso escolher entre trabalhar para pagar as contas ou para completar o curso. O meu dia, senhor primeiro ministro, só tinha 24 horas…

Cresci mais. Aos 38 anos conheci o mobbying. Conheci as insónias noites a fio. Conheci o medo do amanhã. Conheci, pela vigésima vez, a passagem de bestial a besta. Conheci o desespero. Conheci – felizmente! – também outras pessoas que partilhavam comigo a revolta. Percebi que não estava só. Percebi que a culpa não era minha. Cresci. Conheci-me melhor. Percebi que tinha valor.

Senhor primeiro-ministro, vou poupá-lo a mais pormenores sobre a minha vida. Tenho a dizer-lhe o seguinte: faço hoje 42 anos. Sou doutoranda e investigadora da Universidade do Minho. Os meus pais, que deviam estar a reformar-se, depois de uma vida dedicada à investigação, ao ensino, ao crescimento deste país e das suas filhas e netos, os meus pais, que deviam estar a comprar uma casinha na praia para conhecerem algum descanso e descontracção, continuam a trabalhar e estão a assegurar aos meus filhos aquilo que eu não posso. Material escolar. Roupa. Sapatos. Dinheiro de bolso. Lazeres. Actividades extra-escolares. Quanto a mim, tenho actualmente como ordenado fixo 405 euros X 7 meses por ano. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. A universidade na qual lecciono há 16 anos conseguiu mais uma vez reduzir-me o ordenado. Todo o trabalho que arranjo é extra e a recibos verdes. Não sou independente, senhor primeiro ministro. Sempre que tenho extras tenho de contar com apoios familiares para que os meus filhos não fiquem sozinhos em casa. Tenho uma dívida de mais de cinco anos à Segurança Social que, por sua vez, deveria ter fornecido um dossier ao Tribunal de Família e Menores há mais de três a fim que os meus filhos possam receber a pensão de alimentos a que têm direito pois sou mãe solteira. Até hoje, não o fez.

Tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: nunca fui administradora de coisa nenhuma e o salário mais elevado que auferi até hoje não chegava aos mil euros. Isto foi ainda no tempo dos escudos, na altura em que eu enchia o depósito do meu renault clio com cinco contos e ia jantar fora e acampar todos os fins-de-semana. Talvez isso fosse viver acima das minhas possibilidades. Talvez as duas viagens que fiz a Cabo-Verde e ao Brasil e que paguei com o dinheiro que ganhei com o meu trabalho tivessem sido luxos. Talvez o carro de 12 anos que conduzo e que me custou 2 mil euros a pronto pagamento seja um excesso, mas sabe, senhor primeiro-ministro, por mais que faça e refaça as contas, e por mais que a gasolina teime em aumentar, continua a sair-me mais em conta andar neste carro do que de transportes públicos. Talvez a casa que comprei e que devo ao banco tenha sido uma inconsciência mas na altura saía mais barato do que arrendar uma, sabe, senhor primeiro-ministro. Mesmo assim nunca me passou pela cabeça emigrar…

Mas hoje, senhor primeiro-ministro, hoje passa. Hoje faço 42 anos e tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: Tenho mais habilitações literárias que o senhor. Tenho mais experiência profissional que o senhor. Escrevo e falo português melhor do que o senhor. Falo inglês melhor que o senhor. Francês então nem se fale. Não falo alemão mas duvido que o senhor fale e também não vejo, sinceramente, a utilidade de saber tal língua. Em compensação falo castelhano melhor do que o senhor. Mas como o senhor é o primeiro-ministro e dá tão bons conselhos aos seus governados, quero pedir-lhe um conselho, apesar de não ter votado em si. Agora que penso emigrar, que me aconselha a fazer em relação aos meus dois filhos, que nasceram em Portugal e têm cá todas as suas referências? Devo arrancá-los do seu país, separá-los da família, dos amigos, de tudo aquilo que conhecem e amam? E, já agora, que lhes devo dizer? Que devo responder ao meu filho de 14 anos quando me pergunta que caminho seguir nos estudos? Que vale a pena seguir os seus interesses e aptidões, como os meus pais me disseram a mim? Ou que mais vale enveredar já por outra via (já agora diga-me qual, senhor primeiro-ministro) para que não se torne também ele um excedentário no seu próprio país? Ou, ainda, que venha comigo para Angola ou para o Brasil por que ali será com certeza muito mais valorizado e feliz do que no seu país, um país que deveria dar-lhe as melhores condições para crescer pois ele é um dos seus melhores – e cada vez mais raros – valores: um ser humano em formação.

Bom, esta carta que, estou praticamente certa, o senhor não irá ler já vai longa. Quero apenas dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: aos 42 anos já dei muito mais a este país do que o senhor. Já trabalhei mais, esforcei-me mais, lutei mais e não tenho qualquer dúvida de que sofri muito mais. Ganhei, claro, infinitamente menos. Para ser mais exacta o meu IRS do ano passado foi de 4 mil euros. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. No ano passado ganhei 4 mil euros. Deve ser das minhas baixas qualificações. Da minha preguiça. Da minha incapacidade. Do meu excedentarismo. Portanto, é o seguinte, senhor primeiro-ministro: emigre você, senhor primeiro-ministro. E leve consigo os seus ministros. O da mota. O da fala lenta. O que veio do estrangeiro. E o resto da maralha. Leve-os, senhor primeiro-ministro, para longe. Olhe, leve-os para o Deserto do Sahara. Pode ser que os outros dois aprendam alguma coisa sobre acordos de pesca.

Com o mais elevado desprezo e desconsideração, desejo-lhe, ainda assim, feliz natal OU feliz ano novo à sua escolha, senhor primeiro-ministro e como eu sou aqui sem dúvida o elo mais fraco, adeus

Myriam Zaluar, 19/12/2011

 
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O CV DO NOSSO PRIMEIRO MINISTRO...Prática da VIDA ...ZERO,como tantos outros politicos...

 

Curriculum do nosso primeiro-ministro....

 

 

 

                  Meus Amigos, algum de vós dava emprego (não estou a falar de trabalho…)

a alguém com esta “Carreira de Vida” (Curriculum Vitae [CV])!?...


Nome: Pedro Passos Coelho
Morada: Rua da Milharada - Massamá
Data de nascimento: 24 de Julho de 1964
Formação Académica: Licenciatura em Economia – Universidade Lusíada
(concluída em 2001, com 37 anos de idade)

Percurso profissional: Até 2004, apenas actividade partidária na JSD e PSD;
a partir de 2004 (com 40 anos de idade) passou a desempenhar vários cargos
em empresas do amigo e companheiro de Partido, Engº Ângelo Correia,
de quem foi diligente e dedicado ‘moço-de-fretes’,

tais como:

(2007-2009) Administrador Executivo da Fomentinvest, SGPS, SA;
(2007-2009) Presidente da HLC Tejo,SA;
(2007-2009) Administrador Executivo da Fomentinvest;
(2007-2009) Administrador Não Executivo da Ecoambiente,SA;
(2005-2009) Presidente da Ribtejo, SA;
(2005-2007) Administrador Não Executivo da Tecnidata SGPS;
(2005-2007) Administrador Não Executivo da Adtech, SA;
(2004-2006) Director Financeiro da Fomentinvest,SGPS,SA;
(2004-2009) Administrador Delegado da Tejo Ambiente, SA;
(2004-2006) Administrador Financeiro da HLC Tejo,SA.

Este é o “magnífico” CV do homem que ‘teoricamente’ governa este País! Um homem que
nunca soube o que era trabalhar até aos 37 anos de idade! Um homem que,
mesmo sem ocupação profissional, só conseguiu terminar a Licenciatura
(numa Universidade privada…) com 37 anos de idade!

Mais: um homem que, mesmo sem experiência de vida e de trabalho, conseguiu logo
obter emprego como ADMINISTRADOR… em empresas de Ângelo Correia, “barão” do
PSD e seu tutor
e patrão político!... E que nesse universo continua a exercer funções!...

É ESTE O HOMEM QUE FALA DE “ESFORÇO” NA VIDA E DE “MÉRITO”!
É ESTE O HOMEM QUE PRETENDE DAR LIÇÕES DE VIDA A MILHARES DE TRABALHADORES
DESTE PAÍS QUE NUNCA CHEGARÃO A ADMINISTRADORES DE EMPRESA ALGUMA, MAS QUE
LABUTAM ARDUAMENTE HÁ MUITOS E MUITOS ANOS NAS SUAS EMPRESAS, GANHANDO ORDENADOS DE MISÉRIA!

É ESTE O HOMEM QUE, EM TOM MORALISTA, FALA DE “BOYS” E DE “COMPADRIOS”, LOGO
ELE QUE, COMO SE COMPROVA, NÃO PRECISOU DE “FAVORES” DE NINGUÉM… PARA ARRANJAR EMPREGO!...

EDIFICANTE… NÃO É?...

DIGA LÁ… DAVA EMPREGO (QUE NÃO FOSSE O DE ‘MOÇO-DE-RECADOS’) A ALGUÉM COM ESTA ‘FOLHA DE SERVIÇOS’?

POIS É…

ASSIM, PORTUGAL BEM VAI DEPRESSA PARA O ‘GUANO’!..

publicado por blogdaportugalidade às 16:19
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Como Duarte Lima fazia a lavagem de dinheiro...Vale a pena ler ...

Duarte Lima: Como fazia a lavagem de dinheiro

O ex-deputado foi investigado em 1994 num processo que é um verdadeiro manual de branqueamento de dinheiro sujo 

A prática de lavagem de dinheiro há muito que não é estranha a Duarte Lima. Desde os anos 90 que o ex-líder parlamentar do PSD conhece, ao pormenor, as técnicas daquilo a que os juristas chamam "dissimulação de capitais", mas que é vulgarmente conhecido por branqueamento ou lavagem de dinheiro. Essa é a arte de fazer com que o dinheiro obtido de forma ilegal regresse aos circuitos financeiros e bancários com o estatuto de plena legalidade.

O processo às ordens do qual Duarte Lima está agora preso mostra algumas dessas formas de lavagem, mas já na primeira investigação de que foi alvo, nos anos noventa, é provado um apurado conhecimento dessa arte de esconder o dinheiro sujo. Nesse primeiro processo em que Lima foi constituído arguido, corria o ano de 1994 e o cavaquismo já agonizava, é descrito ao pormenor aquilo que hoje se pode considerar um pioneiro manual de técnicas de lavagem de dinheiro, como então alertava o inspector da PJ Carlos Pascoal, que assina o relatório final da investigação.

O caso estava centrado em suspeitas de corrupção relacionadas com as aquisições de apartamentos e de terrenos em Lisboa e Sintra (ver texto nestas páginas). O mais interessante, porém, foi o que a investigação mostrou em matéria de enriquecimento ilícito assente no tráfico de influências e correspondente branqueamento de dinheiro, tudo crimes não existentes no ordenamento jurídico português à época dos factos. Carlos Pascoal, hoje com 57 anos e reformado da PJ, que investigou este processo com o colega José Peneda e sob a direcção do magistrado do Ministério Público Luís Bonina, enumerou as técnicas de lavagem uma a uma.

DEPÓSITOS EM DINHEIRO

O relatório de Pascoal é claro em matéria de fluxos financeiros: "Em razão da análise bancária realizada pode concluir-se que foi detectada a aplicação de várias técnicas de dissimulação de capitais, envolvendo um conjunto de contas bancárias tituladas pelo arguido Duarte Lima, pela sua ex-esposa, ou por familiares de um ou de outro".

Essas técnicas consistiam em fazer entrar o dinheiro nas contas sob a forma de numerário, permitindo ocultar as proveniências e os motivos das realizações de pagamentos. "Entre 1992 e 1994 foram creditadas dessa forma, no conjunto das contas investigadas, verbas superiores a 750 mil contos" (3,75 milhões de euros).

CONTAS-FANTASMA

As contas directa ou indirectamente controladas por Duarte Lima nunca tinham saldos elevados. A técnica usada passava por fazer circular os valores de conta para conta até à utilização final do dinheiro em despesas ou aquisições. A maior parte dos créditos - numerário ou cheques - foi escoada por contas tituladas pelo próprio Duarte Lima.

Os investigadores dão um exemplo: uma conta do Banco Fonsecas & Burnay titulada por Fernando Henrique Nunes (ex-sogro de Lima) foi utilizada como ‘placa de passagem' de valores que acabaram em contas de Duarte Lima. Só no conjunto de contas em nome do ex-sogro e da ex-mulher, Alexina Bastos Nunes, foram transferidos para contas de Lima 474 mil contos.

A partir de Novembro de 1993, o mesmo procedimento manteve-se mas com mais titulares nas contas, designadamente duas sobrinhas do ex-deputado, Alda e Sandra Lima de Deus e alguns dos irmãos.

MOTA E ANF

Duarte Lima, apesar de estar em exclusividade de funções no Parlamento e de ter a inscrição suspensa na Ordem dos Advogados, mantinha uma intensa e profícua relação com muitas empresas.

Na investigação são detectados dezenas de depósitos feitos pelos administradores da então Mota e Companhia para as contas controladas por Duarte Lima. A um ritmo mensal, Manuel António da Mota, fundador da empresa já falecido, e o seu filho, António Mota, actual patrão da Mota-Engil, pagaram perto de 150 mil contos a Duarte Lima entre 1991 e 1993.

Lima só em 1993 começou a emitir recibos verdes sobre uma pequena parte do dinheiro recebido, justificando no processo apenas dois pagamentos a título de prestações de serviços. Nessa fase em que começou a passar recibos verdes também começou a receber dinheiro por antecipação a serviços a prestar no futuro.

Nas declarações efectuadas aos investigadores, tanto António Mota como Manuela Mota, também administradora da empresa, justificaram os pagamentos de 1991, 1992 e parte de 1993 a título de aquisições de obras de arte feitas a Lima e ao ex-sogro. Disseram também que Lima era consultor para a área internacional, apontando concretamente Angola como um dos países em que Lima ajudava a construtora. O ex-deputado, porém, tinha a inscrição suspensa na Ordem dos Advogados e nunca declarou ao Fisco estes rendimentos.

Tanto em relação à Mota e Companhia, como à Associação Nacional de Farmácias (ANF) - que pagou também milhares de contos a Lima e ainda as obras feitas num dos seus apartamentos de Lisboa -, o ex-líder parlamentar do PSD funcionou como um avençado no Parlamento.

De outras empresas, como a Altair Lda. e a Portline S.A., Duarte Lima recebeu dinheiro a título de "despesas confidenciais" e "saídas de caixa".

VÍCIO DAS ANTIGUIDADES

Um dado essencial da ocultação de dinheiro detectada nesta investigação foi o da aquisição de antiguidades e obras de arte. "Tudo aponta no sentido de ser um coleccionador, visto que raramente procederá a vendas", escreve o inspector Carlos Pascoal. São registadas nas perícias financeiras algumas transacções. Só a três comerciantes de arte Lima comprou 250 mil contos em antiguidades e peças num curto espaço de tempo.

Também aqui a lei era favorável a Duarte Lima: "As dificuldades de controlo das actividades de transacções deste tipo de objectos e consequente possível utilização como técnica de dissimulação de capitais são reconhecidas no preâmbulo do decreto-lei 325-95 (branqueamento de capitais), designadamente mencionando a não sujeição de tais actividades a regras específicas e a inexistência de uma autoridade de supervisão", alertam os investigadores. A criminalização do branqueamento e do tráfico de influências só ocorrem depois de Outubro de 1995, quando o Governo já é do PS e liderado por António Guterres. A bancada do PSD chefiada por Duarte Lima várias vezes recusou criminalizar este tipo de crimes.

PARAÍSOS FISCAIS

A abertura de contas na Suíça e a utilização de paraísos fiscais para branquear dinheiro são hoje expedientes vulgares. À época, porém, o seu conhecimento em casos concretos era raro. Com um segredo bancário inexpugnável, a Suíça era um paraíso para ocultar capitais. Duarte Lima tinha contas no Swiss Bank Corporation, em Basileia, e daí transferiu dinheiro para a Cosmatic Properties, Ltd., uma empresa offshore que utilizou para várias aquisições.

As autoridades suíças, porém, nunca forneceram os elementos bancários pretendidos pela investigação portuguesa porque Duarte Lima e a ex-mulher se opuseram a que tal acontecesse, impedindo judicialmente que a carta rogatória expedida pelas autoridades portuguesas fosse cumprida.

TESTAS-DE-FERRO

Os ganhos na bolsa foram a grande justificação de Duarte Lima para uma parte do património. Declarou ter ganho 60 mil contos, mas foram detectados investimentos feitos em seu nome mas formalmente pertencentes a outras pessoas. Em dois dos casos detectados tratava-se de empresas de construção civil: a Severo de Carvalho, a que Lima tinha grande ligação, e a Sociedade de Construções Translande.

Foram descobertas contas co-tituladas por Lima e algumas dessas pessoas ou empresas, mas tinham um movimento quase nulo. Pelo contrário, os investimentos mais significativos na bolsa corriam exclusivamente por contas do ex-deputado.

UM ESTRANHO MILHÃO

A diferença entre os valores declarados ao Fisco e o movimentado nas contas é esmagadora e mostra um enriquecimento que Duarte Lima nunca conseguiu explicar. Os rendimentos declarados em sede de IRS, que não incluíram os movimentos de bolsa por não se encontrarem sujeitos a tributação, totalizaram 182 mil contos, entre 1987 e 1995. Mas o dinheiro movimentado nas contas tituladas por Lima apenas entre 1986 e 1994 é superior a um milhão de contos.

Não há como registar as palavras dos próprios investigadores: "O total de depósitos realizados nas contas tituladas pelo arguido Duarte Lima, entre 1986 e 1994, ultrapassou um milhão de contos, atingindo nos anos de 1992 a 1994 os 640 mil contos". Tudo claro, numa investigação que não teve escutas telefónicas nem buscas a casa do arguido.

DE POBRE A BARÃO CAVAQUSITA (ASCENSÃO E QUEDA DE UM MENINO DE CORO DESLUMBRADO COM O PODER)

É o primeiro registo oficial do deputado Domingos Duarte Lima na Assembleia da República: III [1983-05-31 a 1985-11-03] - Círculo Eleitoral: Bragança - Grupo Parlamentar: PSD. Em Maio de 1983, quando se estreia no seu lugar no hemiciclo de S. Bento, Duarte Lima ainda não tinha completado os 28 anos. Haveria de os celebrar seis meses mais tarde, em Novembro. Mas a sua vida política não começa no Parlamento: dois anos antes, em 1981, inicia actividade na capital como assessor político e de imprensa do ministro da Administração Interna, Ângelo Correia.

Nunca mais haveria de parar no seu caminho para o poder e para a fortuna, este rapaz nascido na Régua, em 1955, mas que viveu em Miranda do Douro até 1974. Foi primeiro deputado à Assembleia da República por Bragança de 1983 a 1995 - durante a III, IV, V e VI legislaturas. Depois promovido nas estruturas do partido fundado por Francisco Sá Carneiro, entrou nas listas por Lisboa, de 1999 a 2002, na VIII Legislatura. Voltaria novamente a concorrer por Bragança, de 2005 a 2009, na X Legislatura.

A carreira meteórica de deputado coincidiu com uma ascensão política fulminante. Foi o todo-poderoso vice--presidente da Comissão Política Nacional do PSD entre 1989 e 1991, presidindo ao respectivo grupo parlamentar, de 1991 a 1994, durante a segunda maioria absoluta de Cavaco Silva. Com acesso a todos os gabinetes de ministros e secretários de Estado, é um nome mágico para empresários e particulares sequiosos de influência e proveitos. Vêm então os escândalos e cai em desgraça. Primeiro um construtor civil de Mogadouro envia-lhe um fax para o Parlamento a pedir um "jeito" num concurso de obras. Depois, o semanário ‘O Independente' conta a história da casa de Nafarros.

Sucede-lhe José Pacheco Pereira, que tinha sido seu ‘vice', e Lima inicia uma travessia do deserto. Perito em súbitas reviravoltas, porém, já em 1998 e com os socialistas no poder, vence Pedro Passos Coelho e Pacheco Pereira nas eleições para a Comissão Política Distrital de Lisboa do PSD, que dirigiu até 2000, deixando o lugar para aquela que seria a futura líder social-democrata, Manuela Ferreira Leite. Lima terá gasto milhares de contos em regularização de quotas e inscrição de novos militantes, grande parte deles recrutados em bairros sociais.

POBRE E PROVINCIANO

Licenciado em Direito pela Universidade Católica, mas advogado mais de título do que de exercício, Duarte Lima ocupou muitos outros cargos, sempre numa vida faustosa, que foi justificando como podia, ou conseguia. Na lista oficial que apresentou ao Parlamento consta a sua condição de "membro da delegação portuguesa à Assembleia da NATO", mas também a ocupação de "docente universitário". Refere-se ainda ter sido condecorado com a Ordem do Mérito, atribuída pelo presidente da República de Itália.

Segundo reza a história da sua origem humilde, quinto filho numa família de nove irmãos e órfão de pai aos 11 anos, ajudava a mãe, Maria de Jesus, a vender peixe em Miranda do Douro. O pai, Adérito Lima, fora funcionário da companhia eléctrica nacional até morrer de cancro.

Quando entrou para a Universidade Católica, com uma bolsa que o livrou de pagar propinas, era olhado de lado e com indisfarçável estranheza pelos colegas. Pobre e provinciano, não se vestia como os outros. A mais tarde famosa jornalista Margarida Marante terá sido a única que lhe prestou alguma atenção. Tornou-se sua amiga. Duarte Lima oferecia-lhe alheiras feitas pela mãe. Margarida apresentava-lhe amigos, sobretudo na área do PSD. Músico predestinado desde a infância, em 1980 era maestro do coro da Católica. Pedro Santana Lopes e Pacheco Pereira assistiram a alguns dos seus concertos de órgão.

Licenciou-se tarde, com 31 anos e 14 valores, como tarde tinha entrado na universidade, depois de frequentar o Liceu D. Pedro V, onde terminou o secundário com 19 valores. O estágio de advocacia foi feito no escritório do socialista José Lamego, que seria mais tarde secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros de António Guterres e então era casado com Assunção Esteves, presidente da Assembleia da República.

Em finais de 1998, depois de muitos dos escândalos conhecidos nos jornais, foi atingido por uma leucemia em estado avançado, recebendo um transplante de medula, amplamente noticiado. Já curado, funda a Associação Portuguesa Contra a Leucemia, que iria criar o banco nacional de dadores de medula. Muitos médicos e dirigentes da associação sublinham a importância da exposição pública que Duarte Lima deu à doença e o papel que desempenhou.

O CONVIDADO SÓCRATES

Casou a 18 de Novembro de 1982 com Alexina Bastos Nunes, em Fátima, numa cerimónia religiosa realizada pelo bispo de Bragança, D. António José Rafael. Desta união iria resultar o único filho de Domingos Duarte Lima, Pedro Miguel. Numa relação que viria a constar dos processos de investigação da PJ, divorciou-se de Alexina em 1995, casando mais tarde, em 2000, com Paula Gonçalves. Desde que Duarte Lima se terá envolvido com a brasileira Marlete Oliveira, a sua provisória secretária que entretanto já regressou ao Brasil , o casal só partilhava o mesmo apartamento.

Com 56 anos, Duarte Lima - Domingos, para os amigos - é um homem rico e poderoso. Na luxuosa casa da av. Visconde Valmor, no centro de Lisboa, ofereceu jantares feitos pelo célebre chef Luís Suspiro. Constam das memórias dos convidados as antiguidades dispostas nos salões e as explicações excêntricas dos pratos que Suspiro vinha à sala apresentar. José Sócrates foi um dos comensais mais famosos.

O FILHO DE SEU PAI TORNOU-SE NUM TESTA-DE-FERRO

Quando Domingos Duarte Lima anunciou que estava gravemente doente, com uma leucemia, apareceram as primeiras imagens do filho, Pedro Lima, então com apenas 13 anos, uma criança. Quando o ex-líder parlamentar do PSD foi detido, o filho foi com ele, agora já com 26 anos, também arguido no mesmo processo.

Pedro Lima é suspeito de branqueamento de capitais, burla qualificada e fraude fiscal agravada, mas tudo indica estar de novo a dar a cara pelo pai. Lima, o filho, foi libertado e diz-se que não tem dinheiro para pagar a caução de 500 mil euros, ainda que seja sócio e administrador de cinco empresas.

Há quem acrescente que Lima, o pai, fez dele testa-de-ferro dos seus negócios. No dia do aniversário de Duarte Lima, Pedro lá estava como visita.

"O SEU ENRIQUECIMENTO MOSTRA A DEGRADAÇÃO DO REGIME" (Paulo Morais, professor universitário e dirigente da organização Transparência e Integridade)

Duarte Lima (DL) está preso. Mas mais do que o homem, o que está sob suspeição é o que ele simboliza e a classe política a que pertence.

Em primeiro lugar, porque DL foi o primeiro grande representante da promiscuidade excessiva entre a política e os negócios. Como tantos outros que se lhe seguiram, o então líder parlamentar do PSD acumulava o seu papel de representante do Povo e do Estado Português com as funções de consultor de grupos que faziam negócios com esse mesmo Estado, como o grupo Mota. Assessorava até entidades cuja actividade depende de despachos administrativos do Governo, como a Associação Nacional de Farmácias e outros. Quem servia então Duarte Lima? O Povo que o elegera ou as empresas que lhe pagavam?

Além do mais, DL esteve ligado a negócios com o banco que constitui o maior escândalo empresarial deste regime, o BPN. Consta ainda que, como todos os grandes vigaristas do regime, andou a comprar terrenos baratos, valorizando-os depois através da influência política nas câmaras e no Governo. Realizava assim fortunas com as vendas imobiliárias, mas também com os esquemas de financiamentos que hipervalorizavam as garantias.

Duarte Lima está preso. Mas os vícios de um regime que ele, melhor do que ninguém, representa continuam impunemente à solta. Toda a sua vida política e empresarial, todo o seu enriquecimento, são representativos do quanto este regime se degradou.

NOTAS

POLÍTICA

Duarte Lima inicia-se na vida política como assessor político do ministro da Administração Interna Ângelo Correia.

FAMÍLIA

Quinto filho numa família de nove irmãos e órfão de pai aos 11 anos, ajudava a mãe a vender peixe em Miranda do Douro.

ESCÂNDALO

Um construtor civil de Mogadouro enviou-lhe um fax para o Parlamento a pedir um "jeito" num concurso de obras.

publicado por blogdaportugalidade às 16:15
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O sangue do nosso corpo,esbanjado pelos politicos deste país...Ainda há governantes com cartão de crédito com plafond de 10.000€...

Dados do Governo

Portugal vai pagar 34.400 milhões de juros à troika

25.11.2011 - 08:16 Por Lusa

<p><i>Troika</i> é composta por BCE, Comissão europeia e FMI</p>

Troika é composta por BCE, Comissão europeia e FMI

 (Foto: Enric Vives-Rubio)
Portugal vai pagar à troika, composta pela Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional, um montante em juros que equivale a quase metade do dinheiro que o país pode receber ao abrigo dos empréstimos do programa de assistência financeira.

Segundo dados do Governo, se Portugal utilizar a totalidade dos 78.000 milhões de euros disponibilizados pela troika, o Estado terá de desembolsar 34.400 milhões em juros, ou seja, cerca de 44% do montante do empréstimo. Este valor foi apresentado pelo Ministério das Finanças em resposta a uma questão de um deputado do PCP, Honório Novo

Durante o debate parlamentar do
Orçamento Retificativo para 2011, no final de Outubro, aquele deputado comunista, eleito pelo círculo do Porto, perguntou: “Quanto é que serão os juros globais desta ajuda? Quanto é que Portugal pagará só em juros para nos levarem pelo mesmo caminho que a Grécia, ao empobrecimento generalizado do país?”.

A resposta do Ministério das Finanças a essa questão refere 34.400 milhões de euros, montante que corresponde ao valor total a pagar ao longo do prazo dos empréstimos e presumindo que Portugal recorre integralmente ao crédito disponível. Ou seja, que “é utilizado na totalidade” o montante destinado às empresas do sector financeiro – os 12 mil milhões de euros reservados para a recapitalização da banca.

Na resposta do Ministério das Finanças a Honório Novo nota-se ainda que as condições dos empréstimos concedidos por instituições europeias são bastante mais favoráveis que as dos créditos do FMI.

Os empréstimos do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) ou do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) têm uma duração média de 12 anos, a uma taxa de juro média de 4%. Já os empréstimos do FMI têm uma duração média de sete anos e três meses, e uma taxa de juro média de 5% – mas neste caso “a taxa de juro é variável, à qual acresce um ‘spread’ [diferencial] que depende do montante em dívida e pode chegar a perto de 400 [pontos base] depois dos três primeiros anos”, lê-se no documento das Finanças.

publicado por blogdaportugalidade às 16:11
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A propósito da Segurança ...Social.

O telefone toca e a dona da casa atende:
- Estou?!
- Queria falar com a Sra. Silva, por favor.
- É a própria.
- Daqui é o Dr. Arruda, do Laboratório de Análises. Ontem, quando o médico
do seu marido enviou a biopsia aqui para o laboratório, chegou também uma
biopsia de um outro Sr. Silva e agora não sabemos qual é a do seu marido...
e infelizmente, os resultados são ambos maus...
- E o que é que o Sr. Dr. quer dizer exactamente com isso?
- Um dos exames deu positivo para Alzheimer e o outro deu positivo para HIV.
Nós não sabemos qual é o do seu marido.
- Que horror! E vocês não podem repetir os exames?
- Não, a Segurança Social só paga estes exames caros uma única vez por
paciente.
- Bem, o que é que o senhor me aconselha a fazer?
- A Segurança Social sugere que a senhora leve o seu marido para um lugar
bem longe de casa e o deixe
por lá. Se ele encontrar o caminho de volta...
não faça mais sexo com ele.

 

publicado por blogdaportugalidade às 16:00
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AS REFORMAS DO CIDADÃO ANIBAL CAVACO SILVA....

Assunto: Fwd: AS REFORMAS DO CIDADÃO ANÍBAL CAVACO SILVA
 



Caros Amigos
Acirrado pelas ondas da rádio e TV, anda o País indignado com as reformas do cidadão Aníbal Cavaco Silva (ACS) a que o 
Presidente da República (seu homónimo) se referiu publicamente quando instado na rua por uma jornalista.
Convenhamos que o PR foi um tanto (ou melhor, muito) inábil na forma como respondeu, aliás uma faceta bastante conhecida
da sua personalidade quando confrontado de surpresa com matérias do foro pessoal.
Mas vamos ao fundo da questão e analisemos as referidas reformas.
Segundo o que veio nos jornais, no último IRS (2010) o casal Cavaco Silva terá apresentado receitas da ordem dos 140.000 €, 
sendo cerca de 100.000 de pensões.
Aceitamos que é uma boa maquia, mas vamos ver mais em pormenor.
Tal montante representa cerca de 7.000 € por mês - da CGA 1.300 mais 800 da consorte; os restantes 4.900 do BdP.
Esses valores são brutos, havendo que descontar cerca de 40% de impostos (é o que eu pago e recebo muito menos), pelo
que restarão líquidos cerca de 4.200 €.
Tendo em conta que o cidadão ACS é PR, recebe para o exercício dessas altas funções mais 2.900 € para despesas de 
representação (menos de 100 € por dia!).
O que dá um valor líquido, global de cerca de 7.100 € mensais.
O casal é frugal e poupado, come pouco e não gasta muito, não paga renda de casa e os filhos já são independentes.
Mas convenhamos que a função obriga a despesas extraordinárias, a Primeira Dama raramente poderá repetir uma "toilette",
que inclui sapatos, mala de mão e conjunto saia-casaco ou vestido, a que acresce muitas vezes casaco comprido (este já
com direito a algumas repetições sem parecer muito mal), além de perfumes, jóias e outros adereços. 
O Presidente também não pode andar sempre com o mesmo fato (embora sejam todos discretos e do mesmo tipo) e os 
mesmos sapatos, a que se juntam as gravatas, em que os comentadores sociais mais reparam.
E toda esta postura é feita em representação de Portugal, pelo que nada disto pode ser comprado nos saldos ou feito num 
alfaiate ou costureira de bairro, nem arrematado nos leilões dos prestamistas...
Voltando às declarações do cidadão ACS - que eu ouvi em directo e muitas vezes repetidas depois disso - ele nunca disse 
que ganhava pouco ou que passava mal, mas somente que o montante das suas pensões não chegava para as despesas
que tinha, tanto mais que não recebia o vencimento de Presidente. Mas que, felizmente, tinha economias de uma vida 
inteira para não deixar o País ficar mal (ele não disse isto mas deixou implícito).
Tenho de concluir que as vozes que se levantam têm muito a ver com postura política, muita inveja e vontade de dizer mal
- particularmente quando se trata deste Presidente que, como já disse atrás, por vezes até se põe a jeito.
É curioso que não se ouviu idêntico clamor (apenas alguns desabafos) quando outro cidadão, também reformado - e também
da política, da banca e da universidade - se perfilou para receber uns trocos de 45.000 € mensais numa sinecura transnacional. 
E, quanto a personagens que passaram por Belém, nunca vi Soares ou Sampaio serem confrontados com o valor das suas
reformas que, aliás, nunca revelaram por serem muito mais habilidosos - técnicas de advogado...
Mas ambos ficaram "chamuscados": Soares por ter recebido 500.000 contos (não euros) da Câmara Municipal de Lisboa 
(quando o filho era presidente) para a sua Fundação; Sampaio pela sinecura que agora tem (e vai durar) na presidência da 
"Guimarães capital europeia da cultura" de montante muito superior às pensões do actual PR e até das suas próprias pensões 
(pois também é um "pobre" reformado, sendo uma delas de ex-PR).
Só para terminar, quero dizer que o cidadão ACS também já me desiludiu enquanto PR, algumas vezes de forma que não
esperava minimamente, conforme dei conta em escritos que aqui publiquei. Mas não confundo as coisas e tinha agora de
manifestar todo o meu repúdio pela campanha que contra ele está a ser feita, sem a mínima noção do que ele significa
enquanto representante máximo do Estado Português.
Abraços
Ribeiro Soares
publicado por blogdaportugalidade às 15:56
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CORTE DE SUBSIDIOS E PRIVILÉGIOS NOS POLITICOS...

Fwd: Sub. Ferias /Natal - Estje é para reencaminhar...
 
Plenamente de acordo. Era uma grande medida se posta em prática.
 
 
 
Em nome dos cortes salariais e do roubo do subsídio de Natal e férias,
vamos circular este apelo que ESTÁ CIRCULANDO EM TODA A ESPANHA!
 
 
 
Exigimos também aqui em Portugal :
 
Reduzir os salários de TODOS os cargos políticos em 50%.
 
Retirar TODOS os subsídios, abonos ou subvenções. Apenas poderão
auferir o salário.
 
Limitar o salário dos cargos políticos ao valor de 25 salários mínimos
(+/- 12.500).
 
Apenas poderão auferir UM salário.
 
Reforma para os políticos aos 65 anos de idade.
 
ESTÁ CIRCULANDO EM TODA A ESPANHA!
 
Vamos fazê-la circular em PORTUGAL....MUITAS VEZES, tantas quantas as
necessárias...
 
 
 
Da minha lavra ,acrescento que deviam ser retirados todos os cartões de crédito entregues a politicos e ainda os politicos deviam receber e encaminhar todas as reformas através da Segurança Social ,que é coisa que faz admirar....ELES FAZEM O QUE QUEREM E TEM E FAZEM TER
PRIVILÉGIOS DE QUEM OS FAVORECE....
publicado por blogdaportugalidade às 15:47
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Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012

As reformas do cidadão Cavaco Silva

Assunto: Fwd: AS REFORMAS DO CIDADÃO ANÍBAL CAVACO SILVA
 
Meus amigos, partilho absolutamente desta interpretação.
 
  lê isto, é a minha resposta a toda uma indignação absolutamente
manipulada, orquestrada e explorada até à exaustão,muito mais haveria
de dizer doutros, que com muito mais matreirisse conseguem se limpar
com cara de anjinhos e gozar com tudo isto com o título de "salvadores
da Pátria", e outros que correram com 1º Mstro. quando este tinha uma
maioria, enfim...unicamente por atitude clubista de partido. ( e muito
mais haveria para enumerar...)
  F. Magro
 
---------- Mensagem encaminhada ----------
 
Data: 23 de janeiro de 2012 03:10
Assunto: Fwd: AS REFORMAS DO CIDADÃO ANÍBAL CAVACO SILVA
Para:
 
 
 
 
Caros Amigos
Acirrado pelas ondas da rádio e TV, anda o País indignado com as
reformas do cidadão Aníbal Cavaco Silva (ACS) a que o
Presidente da República (seu homónimo) se referiu publicamente quando
instado na rua por uma jornalista.
Convenhamos que o PR foi um tanto (ou melhor, muito) inábil na forma
como respondeu, aliás uma faceta bastante conhecida
da sua personalidade quando confrontado de surpresa com matérias do
foro pessoal.
Mas vamos ao fundo da questão e analisemos as referidas reformas.
Segundo o que veio nos jornais, no último IRS (2010) o casal Cavaco
Silva terá apresentado receitas da ordem dos 140.000 €,
sendo cerca de 100.000 de pensões.
Aceitamos que é uma boa maquia, mas vamos ver mais em pormenor.
Tal montante representa cerca de 7.000 € por mês - da CGA 1.300 mais
800 da consorte; os restantes 4.900 do BdP.
Esses valores são brutos, havendo que descontar cerca de 40% de
impostos (é o que eu pago e recebo muito menos), pelo
que restarão líquidos cerca de 4.200 €.
Tendo em conta que o cidadão ACS é PR, recebe para o exercício dessas
altas funções mais 2.900 € para despesas de
representação (menos de 100 € por dia!).
O que dá um valor líquido, global de cerca de 7.100 € mensais.
O casal é frugal e poupado, come pouco e não gasta muito, não paga
renda de casa e os filhos já são independentes.
Mas convenhamos que a função obriga a despesas extraordinárias, a
Primeira Dama raramente poderá repetir uma "toilette",
que inclui sapatos, mala de mão e conjunto saia-casaco ou vestido, a
que acresce muitas vezes casaco comprido (este já
com direito a algumas repetições sem parecer muito mal), além de
perfumes, jóias e outros adereços.
O Presidente também não pode andar sempre com o mesmo fato (embora
sejam todos discretos e do mesmo tipo) e os
mesmos sapatos, a que se juntam as gravatas, em que os comentadores
sociais mais reparam.
E toda esta postura é feita em representação de Portugal, pelo que
nada disto pode ser comprado nos saldos ou feito num
alfaiate ou costureira de bairro, nem arrematado nos leilões dos prestamistas...
Voltando às declarações do cidadão ACS - que eu ouvi em directo e
muitas vezes repetidas depois disso - ele nunca disse
que ganhava pouco ou que passava mal, mas somente que o montante das
suas pensões não chegava para as despesas
que tinha, tanto mais que não recebia o vencimento de Presidente. Mas
que, felizmente, tinha economias de uma vida
inteira para não deixar o País ficar mal (ele não disse isto mas
deixou implícito).
Tenho de concluir que as vozes que se levantam têm muito a ver com
postura política, muita inveja e vontade de dizer mal
- particularmente quando se trata deste Presidente que, como já disse
atrás, por vezes até se põe a jeito.
É curioso que não se ouviu idêntico clamor (apenas alguns desabafos)
quando outro cidadão, também reformado - e também
da política, da banca e da universidade - se perfilou para receber uns
trocos de 45.000 € mensais numa sinecura transnacional.
E, quanto a personagens que passaram por Belém, nunca vi Soares ou
Sampaio serem confrontados com o valor das suas
reformas que, aliás, nunca revelaram por serem muito mais habilidosos
- técnicas de advogado...
Mas ambos ficaram "chamuscados": Soares por ter recebido 500.000
contos (não euros) da Câmara Municipal de Lisboa
(quando o filho era presidente) para a sua Fundação; Sampaio pela
sinecura que agora tem (e vai durar) na presidência da
"Guimarães capital europeia da cultura" de montante muito superior às
pensões do actual PR e até das suas próprias pensões
(pois também é um "pobre" reformado, sendo uma delas de ex-PR).
Só para terminar, quero dizer que o cidadão ACS também já me desiludiu
enquanto PR, algumas vezes de forma que não
esperava minimamente, conforme dei conta em escritos que aqui
publiquei. Mas não confundo as coisas e tinha agora de
manifestar todo o meu repúdio pela campanha que contra ele está a ser
feita, sem a mínima noção do que ele significa
enquanto representante máximo do Estado Português.
Abraços
Ribeiro Soares
publicado por blogdaportugalidade às 11:22
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DIVERSOS

Julgo que vai sendo tempo,se já não passou,de dizer aos governantes e inclusivamente ao Presidente da República ,que se diz provedor dos portugueses, BASTA...e mudar toda a estrutura administrativa e escolher politicos que tivessem dado provas como cidadão junto do pôvo,das emprêsas ,dos trabalhadores...

Os politicos deste país ,especialmente os 330 deputados que o ESTADO português tem nos suas Assembleias,não passam de gente sem qualquer cultura civica e alguns existem que sairam das escolas e se fizeram politicos.Falta-lhes o amadurecimento da vida ,conhecimentos dos usos e costumes do põvo nacional.Daí que estas classes politicas actuais NÃO VALEM NADA e nem sequer tem uma avaliação do que fizeram durante a vigência do " contracto" politico...

Há elementos na nossa Assembleia da República que nem sequer os conhecemos ,nem sequer se sabe o que eles fazem e apenas os televisiveis vão aparecendo para contar mentiras...

Já ninguém acredita nestas classes politicas ,mas o pior é que lá se vão instalando  e acomodando nas suas cadeirinhas e ninguém os arranca de lá.

 

Mas agora pergunto ...O PM deste país anda para aí a cortar vencimentos ,a cortar subsidios,e já pensou e quendo no corte dos privilégios dos deputados? É na Saúde ,na Segurança Social,na alimentação na AR,nas reformas,nas viaturas...Só o Estado tem que sustentar 30.000 viaturas...

 

E motoristas ??? Já viram a forma de contratar um motorista que vai ser motorista ,certamente,do cidadão RELVAS???72.000€uros anuais com todos

os subsidios....

E vem agora o provedor dos portugueses dizer que o sacrificio é para dividir por todos ???

 

Quantas reforma milionárias se pagam aos reformados politicos e continuam em funções politicas ,parecendo não haver mais ninguém para ocupar esses lugares...E acreditam que agora vão para esses lugares SEM VENCIMENTO??? E os cartões de crédito??? e as despesas de representação? E as refeições ao preço da chuva ???

 

Não ,Não há direito que os portugueses continuem a DEIXAR que o país continue na mesma onda do laissez faire ,laissez passer...

 

Dou toda a razão ao Sr Coronel Duran Clemente,mas é pena não se juntarem todos os portugueses...

 

A verdade é que os portugueses,mais dia menos dia ,mesmo de calças na mão ,terão de dizer BASTA e seguir o mais adequado para a MUDANÇA

 

A Europa está a ser assaltada por gente como a nossa-a da politica-e só nos resta seguir um caminho se os politicos não souberem ou tomarem consciência de que têm que acabar com os seus privilégios,com as sua reformas com todas as regalias enquanto a pelebe irá morrer de fome.

Se NÂO TOMAREM CONSCIÊNCIA DISSO ENTÃO TEREMOS DE SAIR PARA A RUA E DAR LUTA ATÉ MORRER...

AO MENOS ;COMO DISSE O BOCAGE...SAIBA MORRER QUEM VIVER NÃO SOUBE...

publicado por blogdaportugalidade às 10:34
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