Quinta-feira, 12 de Junho de 2008

Vamos ver como é isto dos combustiveis...Quem MENTE???(III Parte)

 

OS PREÇOS DOS COMBUSTIVEIS EM PORTUGAL DISPARARAM COM A PRIVATIZAÇÃO DA GALP E COM A LIBERALIZAÇÃO DOS PREÇOS DOS COMBUSTIVEIS
 
Contrariamente ao que afirmava a propaganda quer do governo quer dos grandes grupos económicos portugueses, a privatização das empresas nacionalizadas e a liberalização dos preços dos combustíveis , não trouxe nem o aumento da concorrência nem descidas dos preços, como mostram os dados oficiais divulgados pela Direcção Geral de Energia constante do quadro seguinte.
 
QUADRO IV – Aumento dos preços dos combustíveis em Portugal depois da privatização das empresas nacionalizadas e da liberalização dos preços dos combustíveis (Jan2004-Maio 2008)
Euros / Litro

DIA / MÊS / ANO
Gasolina sem chumbo I.O.95
Gasolina sem chumbo I.O.98
Gasolina sem chumbo I.O.98 Aditivada
Gasóleo Rodoviário
Gasóleo colorido e Marcado
Gasóleo de aquecimento
2.1.2004
0,95
1,025
1,015
0,7
0,411
0,425
9.5.2008
1,436
1,522
1,511
1,327
0,933
1,012
Aumento 2.1.2004 a 9.5.2008
+51,2%
+48,5%
+48,9%
+89,6%
+127,0%
+138,1%
22.5.2008
1,494
 
 
1,419
 
 
Aumento 2.1.2004 a 22.5.2008
+57,3%
 
 
+102,7%
 
 
FONTE: 2.1.2004 a 9.5.2008: Direcção Geral de Energia do Min. da Economia; 22.5.2008: Jornais de 22.5.2008

 
No dia 31.12.2003, através da Portaria  1423-F/2003 do governo do PSD/CDS (era membro desse governo Paulo Portas que agora se insurge tanto contra a subida dos preços dos combustíveis, o que revela bem a hipocrisia da direita) foram liberalizados os preços dos combustíveis em Portugal. A razão apresentada pelo então governo do PSD/CDS é que isso iria determinar o aumento da concorrência com, a consequente, descida dos preços.
 
Como mostram os dados oficiais do quadro IV, com a privatização da GALP pelos governos do PS e PSD, e com a liberalização dos preços dos combustíveis pelo governo PSD/CDS o que aconteceu foi precisamente o contrário. Entre 2.1.2004 e 22.5.2008 o preço da gasolina 95 aumentou +57,3% e o do gasóleo rodoviário +102,7%. Entre 2.1.2004 e 9.5.2008,  o preço do gasóleo colorido subiu + 127; e do gasóleo de aquecimento + 138,1%. Durante o mesmo período as remunerações aumentaram em Portugal, em média , menos de 15%. Os comentários parecem inúteis perante esta escalada dos preços dos combustíveis que se tem acentuado nos últimos meses. É evidente, se o proprietário da empresa fosse ainda o Estado seria muito mais fácil impedir que esta se aproveitasse da especulação que domina actualmente os mercados internacionais do petróleo para cobrar pelos combustíveis preços escandalosos, e controlar os preços e impedir que eles atingissem o ritmo de aumentos galopantes verificados nas últimas semanas. Não se percebe que o governo não utilize a “golden share que tem na GALP para pôr cobro ao escândalo do cálculo dos preços de combustíveis serem determinados pela especulação.
 
 
OS PREÇOS DOS COMBUSTIVEIS EM PORTUGAL DISPARARAM COM A PRIVATIZAÇÃO DA GALP E COM A LIBERALIZAÇÃO DOS PREÇOS DOS COMBUSTIVEIS
 
 
Eugénio Rosa ,Economista ,edr@mail.telepac.pt 
22.5.2008,
 

Este estudo foi-me enviado pela net e julgo interessante ois portugueses terem conhecimento e ajuizar em quem DEVEMOS CONFIAR,se nos governantes,se nas instituiçoes-refiro-me à que fez auditoria à GALP ,quanto aos preços...

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Vamos ver como é isto dos combustiveis...Quem MENTE???(II Parte)

 

EM MAIO DE 2008, OS PREÇOS DOS COMBUSTIVEIS EM PORTUGAL CONTINUAVAM A SER SUPERIORES AOS PREÇOS MÉDIOS DA UE15
 
O quadro seguinte mostra que em Portugal,  em Maio de 2008, os preços, sem impostos, quer do gasóleo  quer da gasolina eram superiores aos preços médios da EU-15.
 
QUADRO III – Preços do gasóleo e da gasolina sem impostos e com impostos em Portugal e em outros países da União Europeia em Maio de 2008

PAÍS
GASÓLEO - Maio 2008 - Euros/Litro
GASOLINA 95 – Maio 2008 - €/Litro
PE
PVP
Peso Taxas
PE
PVP
Peso Taxas
Grécia
0,756
1,264
36%
0,624
1,171
42%
Espanha
0,722
1,199
39%
0,605
1,174
47%
Luxemburgo
0,738
1,196
37%
0,623
1,248
50%
Áustria
0,687
1,288
47%
0,577
1,275
55%
Irlanda
0,663
1,248
47%
0,554
1,206
54%
França
0,688
1,334
48%
0,571
1,408
59%
Suécia
0,679
1,406
49%
0,524
1,363
61%
PORTUGAL
0,721
1,313
45%
0,603
1,435
58%
Itália
0,753
1,411
47%
0,629
1,432
56%
Alemanha
0,673
1,361
51%
0,557
1,442
61%
Bélgica
0,729
1,267
44%
0,605
1,476
60%
Dinamarca
0,706
1,340
47%
0,570
1,400
59%
Finlândia
0,665
1,214
44%
0,557
1,425
59%
Reino Unido
0,663
1,533
62%
0,554
1,405
66%
Holanda
0,755
1,351
44%
0,676
1,596
58%
Média UE-15
0,707
1,315
46%
0,589
1,364
57%
PORTUGAL /UE15
2,0%
-0,1%
-2,3%
2,4%
5,2%
2,3%
PE: Preços sem impostos ; PVP : Preço Venda ao Público, que inclui impostos
FONTE: Direcção Geral de Energia e Geologia - Ministério da Economia

 
Em Maio de 2008 (antes dos últimos aumentos), o preço sem impostos do gasóleo em Portugal era já superior em 2% ao preço médio do gasóleo na União Europeia, e o da gasolina também era superior ao preço médio da União Europeia em +2,4%. E com impostos, o preço do gasóleo em Portugal era inferior ao preço médio da União Europeia apenas em -0,1%, mas o da gasolina era já superior ao preço médio da União Europeia em + 5,2%.
 
Se a análise for mais desagregada, ou seja, por países, existe um grande numero de países com custos e rendimentos superiores aos de Portugal, mas com preços de combustíveis  inferiores aos cobrados  em Portugal pelas petrolíferas. São exemplos, a Áustria, a Irlanda , a França, a Suécia, a Alemanha, a Dinamarca, a Finlândia e a Inglaterra, que praticam preços de gasóleo, sem impostos, inferiores e, em alguns casos bastantes inferiores, aos cobrados pelas petrolíferas em Portugal. Em relação à gasolina, e considerando também os preços sem impostos, na Áustria, na Irlanda, na França, na Suécia, na Alemanha, na Dinamarca, na Finlândia, e na Inglaterra; repetindo em todos estes países os preços da gasolina sem impostos são inferiores aos cobrados aos portugueses pelas petrolíferas em Portugal. É um autêntico escândalo, até porque existem muitos custos suportados pelas petrolíferas em Portugal que são inferiores aos suportados pelas petrolíferas daqueles países (por ex., os salários pagos aos trabalhadores portugueses são inferiores a metade do salário médio desses países).    
 
 
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Vamos ver como é isto dos combustiveis...Quem MENTE???

 

APROVEITANDO A ESPECULAÇÃO , A GALP COBROU PREÇOS EXCESSIVOS E OBTEVE 69 MILHÕES DE EUROS DE LUCROS EXTRAORDINÁRIOS EM 3 MESES, O TRIPLO DE 2007
 
RESUMO DESTE ESTUDO
A GALP acabou de apresentar publicamente as contas referentes ao 1º Trimestre de 2008. E por elas ficamos a saber que esta petrolífera obteve, só no 1º Trimestre de 2008, 175 milhões de euros de lucros líquidos, ou seja, mais 22,4% do que em idêntico período de 2007. E isto quando são exigidos tantos sacrifícios aos portugueses. Mas ainda mais grave, é que 69 milhões de euros desses lucros,, que é  o triplo do valor  registado em 2007 (+ 228,6%), que foi de 21 milhões de euros, resultaram da especulação do preço do petróleo no mercado internacional, que a GALP e as outras petrolíferas se aproveitam para cobrarem aos portugueses preços de venda nos combustíveis excessivos e escandalosos.. E isso resulta de um estranho sistema de cálculo dos preços de venda dos combustíveis aos portugueses, que não se baseia nos custos efectivos suportados pela empresa, mas que tira partido directo da especulação do petróleo no mercado internacional, que é urgente alterar pois, caso contrário, como a especulação vai continuar os portugueses serão obrigados a alimentar os lucros das petrolíferas resultantes dessa especulação.
 
Esse sistema de cálculo dos preços de venda dos combustíveis, diferente do adoptado pela generalidade das empresas, é utilizado pelas petrolíferas, perante a passividade, para não dizer mesmo a conivência, do governo e da Autoridade da Concorrência. Para calcular os preços de venda dos combustíveis,  as petrolíferas recolhem os valores dos preços dos produtos refinados (gasolina, gasóleo, etc.) no mercado de Roterdão em cada semana, depois calculam a média em relação a cada produto , e é o valor assim obtido para cada um dos produtos que  é o preço, sem impostos, a que vendem os combustíveis em Portugal. É evidente que  esse preço de Roterdão, que não é determinado pelos custos suportados pelas petrolíferas portuguesas, incorpora a especulação que se verifica todos os dias no mercado internacional do petróleo, determinada pela entrada maciça dos fundos de investimento nesse mercado, com o objectivo de, controlando a oferta, como estão a fazer, imporem preços especulativos e, consequentemente, embolsarem gigantes lucros (o que está a suceder). Portanto, as petrolíferas em Portugal aproveitam-se da especulação no mercado internacional do petróleo para cobrar pelos combustíveis preços aos portugueses muito superiores aos custos que têm de suportar, utilizando um esquema privilegiado de cálculo dos preços. É urgente que o governo e a Autoridade da Concorrência ponham cobro a este lucro especulativo das petrolíferas que resulta do aproveitamento que elas estão a fazer da especulação que se verifica nos mercados internacionais alterando o sistema de cálculo dos preços de venda dos combustíveis excluindo a especulação. Os preços de Roterdão devem funcionar apenas como limite máximo, para obrigar as petrolíferas a serem eficientes, em relação aos preços que as petrolíferas podem cobrar pela  venda dos combustíveis em Portugal. No entanto, o cálculo dos preços deverá respeitar o que a generalidade das empresas são obrigadas fazer, ou seja, cobrir os seus custos efectivos e adicionar uma margem decente de lucro.
 
Em Maio de 2008, os preços dos combustíveis em Portugal, quer se inclua ou não impostos,(e ainda não considera  os últimos aumentos) eram superiores aos cobrados na maioria dos países da União Europeia. Assim, o preço sem impostos do gasóleo em Portugal era superior em 2% ao preço médio do gasóleo na União Europeia, e o da gasolina, também sem impostos, era em Portugal superior ao preço médio da União Europeia em +2,4%. Considerando preços com impostos, o preço do gasóleo em Portugal era inferior ao preço médio da U.E. em -0,1%, mas o da gasolina era já superior ao preço médio da União Europeia em + 5,2%. Se a análise for feita por países, conclui-se que na Áustria, na Irlanda , na França, na Suécia, na Alemanha, na Dinamarca, na Finlândia e na Inglaterra, o preço do gasóleo sem impostos era inferior ao preço cobrado pelas petrolíferas em Portugal. Na Áustria, na Irlanda, na França, na Suécia, na Alemanha, na Dinamarca, na Finlândia, e na Inglaterra, em todos estes países, o preço da gasolina sem impostos era também inferior ao cobrado pelas petrolíferas em Portugal. É um autêntico escândalo, pois com remunerações, por ex.,  as petrolíferas em Portugal têm custos  inferiores aos suportados pelas empresas desses países ( menos de  metade).
 
A GAP foi privatizada pelos governos do PSD e do PS. Em Dez.2003 foram liberalizados os preços dos combustíveis em Portugal pelo governo PSD/CDS. A razões apresentadas pelos então governos é que isso iria determinar o aumento da concorrência com, a consequente, descida dos preços. No entanto, o que sucedeu foi precisamente o contrário. Entre 2.1.2004 e 22.5.2008 o preço da gasolina 95 aumentou 57,3%; o do gasóleo rodoviário 102,7%; e o do gasóleo de aquecimento mais de 138,1%. Durante o mesmo período os rendimentos da esmagadora maioria dos portugueses aumentaram menos de 15%. Isto tem-se  verificado perante a passividade, para não dizer mesmo a conivência do governo e da Autoridade da Concorrência. Ambos preparam-se agora para branquear o comportamento das petrolíferas, pois é de esperar que  pretendam fazer passar como “natural” a actuação destas empresas, dizendo que elas adoptam “o sistema de conformação de preços adoptado a nível internacional”, como já veio dizer o presidente da GALP, que exige a baixa dos impostos, para assim poder manter os seus elevados lucros.
A GALP acabou de apresentar publicamente as contas referentes ao 1º Trimestre de 2008. E numa altura em que são exigidos aos portugueses tanto sacrifícios, não só aos que têm de adquirir combustíveis mas a todos que sofrem também as consequências dos aumentos semanais dos preços dos combustíveis, os resultados obtidos pela GALP e, consequentemente, por todas as petrolíferas são impressionantes, para não dizer mesmo chocantes.
 
SÓ NO 1º TRIM. DE 2008, A GALP OBTEVE UM LUCRO EXTRAORDINÁRIO DE 69 MILHÕES DE EUROS DEVIDO À ESPECULAÇÃO DO PREÇO DO PETRÓLEO NO MERCADO INTERNACIONAL E OS LUCROS TOTAIS ATINGIRAM 175 MILHÕES DE EUROS
 
Como mostra o quadro seguinte, construído com dados que estão disponíveis no “site” da GALP os resultados obtidos no 1º Trimestre de 2008, quando comparamos com os de 2007, que foi um ano “muito bom” para a GALP são muito significativos.
 
QUADRO I – Vendas, resultados operacionais, resultados líquidos e lucros obtidos devido ao aumento do preço do petróleo no 1º Trimestre de 2007 e no 1º Trimestre de 2008

RÚBRICAS
1º TRIMESTRE - Milhões euros
2007
2008
VARIAÇÃO 2007-08
VENDAS E PRESTAÇÕES SERVIÇOS
2.750
3.493
+ 27,0%
RESULTADO OPERACIONAL
179
247
+ 38,0%
RESULTADO ANTES IMPOSTOS
188
250
+ 33,0%
RESULTADOS LIQUIDOS
143
175
+ 22,4%
Lucro resultante do aumento especulativo do preço do petróleo a nível internacional (efeito stock)
21
69
+ 228,6%
/FONTE: Resultados 1º Trimestre  2008 - GALP ENERGIA

 
Se se comparar o 1º Trimestre de 2007 com o de 2008, conclui-se que as vendas, em milhões de euros, no 1º Trimestre de 2008 foram superiores às do 1º Trimestre de 2008 em 27%, mas os resultados operacionais, ou seja, aquele que resulta da actividade essencial e normal da empresa aumentaram em 38%, muito mais que a subida registada nas vendas.
 
Se se analisar os resultados líquidos, ou seja, depois de retirar a parte para pagar impostos, conclui-se que eles subiram, entre o 1º Trimestre de 2007 e o 1º Trimestre de 2008, em 22,4%, atingindo, no 1º Trimestre de 2008, 175 milhões de euros, ou seja, mais 32 milhões de euros, que em idêntico período de 2007.
 
Mas o que é impressionante, e é mesmo chocante numa altura em que são pedidos tantos sacrifícios aos portugueses, é que  a GALP tenha obtido um lucro extraordinário de  69 milhões de euros, ou seja, mais 228,6% do que em 2007, devido à subida do preço do barril do petróleo, ou seja, com a especulação dos preços do petróleo no mercado internacional, o que não tem nada a ver com a actividade normal da empresa. É esse o valor do chamado “efeito stock” em 2008, ou seja, a diferença entre o preço a que a GALP adquiriu o barril de petróleo, muito mais baixo porque foi comprado cerca de 2,5 meses antes da sua utilização, e o preço a que depois foi considerado para cálculo do preço de venda de combustíveis aos portugueses.
 
COMO SE FORMAM OS PREÇOS COBRADOS PELAS PETROLIFERAS EM PORTUGAL
 
As petrolíferas não calculam os preços de venda dos combustíveis em Portugal da mesma forma que fazem a generalidade das outras empresas, ou seja, somando os custos que suportaram e adicionando depois uma margem de lucro. As petrolíferas o que fazem é recolher os preços dos produtos refinados (gasolina, gasóleo, etc.) no mercado de Roterdão em cada semana, depois calculam a média para cada produto, e é esse preço assim determinado que aplicam aos consumidores portugueses. Como é evidente esse preço incorpora também a especulação que se verifica todos os dias no mercado internacional do petróleo, determinada pela entrada maciça dos chamados fundos de investimento, cujas aplicações multiplicaram 30 vezes nos últimos meses, com o objectivo de, controlando a oferta, como estão a conseguir, imporem preços especulativos e embolsarem, assim, gigantes lucros (como está também a suceder).
 
Para que se  possa ficar com uma ideia como a GALP, e as outras petrolíferas estão-se a aproveitar da situação, é necessário que ter presente o seguinte. Os combustíveis que as petrolíferas vendem em cada dia foram produzidos com petróleo adquirido entre dois a três meses antes (num estudo anterior referimos 3 meses, mas uma investigação feita por nós levou à conclusão, para sermos mais rigorosos, que o período médio varia entre 2 a 2,5 meses). E o custo do petróleo adquirido 2 a 2,5 meses antes, que é utilizado para produzir os combustíveis que são vendidos diariamente, é inferior ao preço do petróleo que é utilizado pelas petroliferas para calcular os preços de venda, sem impostos, dos combustíveis que cobram aos portugueses, como revelam os dados oficiais da Direcção Geral de Energia constante do quadro seguinte:
 
QUADRO II – Preço do barril de petróleo que é considerado para o cálculo do preço de venda dos combustíveis em Portugal, e preço que custou efectivamente às petrolíferas

Mês/ANO
 Petróleo Brent
 Petróleo Brent
Dólares/barril
Euros/barril
Fevereiro de 2008
95,05
64,45
Mar-08
103,69
66,78
Abril de 2008
109,03
69,06
% que o preço que foi utilizado para cálcu-lo dos preços de venda de Abril é superior ao preço do petróleo utilizado para o produzir que é o de Fevereiro
+ 14,7%
+ 7,2%
% que o preço do petróleo utilizado para produzir é inferior ao usado para calcular preço de venda
- 12,8%
- 6,7%
FONTE: Direcção Geral Energia - Ministério Economia

 
Como mostra o quadro, o preço do petróleo utilizado pelas petrolíferas para calcular o preço de venda dos combustíveis em Abril de 2008 é superior em 14,7% em dólares (7,2% em euros) ao preço do petróleo utilizado para produzir esses combustíveis, que é o de Fevereiro, pois é o adquirido 2 a 2,5 meses antes. E isto porque o petróleo utilizado não foi o adquirido no mês de Abril, mas sim o que estava em armazém que tinha sido adquirido em Fevereiro e que tinha custado à GALP muito menos (-12,8% em dólares e – 6,7% em euros). É precisamente essa diferença de preços do barril de petróleo, que resulta da especulação, que explica aquele lucro extraordinário de 69 milhões de euros só no 1º Trimestre de 2008, a que a GALP chama “efeito stock” ( a GALP utiliza o termo técnico “replacement cost”  para ocultar aos olhos dos portugueses a especulação de que se aproveita para aumentar os lucros), efeito este que aumentará com o aumento da especulação no mercado internacional do petróleo. É urgente que o governo e a Autoridade da Concorrência ponham cobro ao escândalo que resulta do aproveitamento que as petrolíferas  estão a fazer da especulação nos mercados mundiais, passando a funcionar os preços de Roterdão como máximos, não podendo ser  ultrapassados no cálculo dos preços de venda dos combustíveis com base nos custos efectivos suportados mais uma margem de lucro decente.
O quadro seguinte mostra que em Portugal,  em Maio de 2008, os preços, sem impostos, quer do gasóleo  quer da gasolina eram superiores aos preços médios da EU-15.
 
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Quarta-feira, 11 de Junho de 2008

10 de JUNHO-dia dos herois nacionais...É o dia deles

Com o devido respeito por todos os familiares do meu camarada não resisto em publicar a carta que lhe teria sido dirigida ... Confesso também que nunca vi qualquer referência a titulo nacional a este heroi do EXÉRCITO PORTUGUÊS... Carta do Bispo de Dili à viúva do Ten-Coronel Maggiolo Gouveia Há muito que me pesam no coração a dolorosa ansiedade e a cruel angústia de V.Exª. e de todos quantos têm, em Timor, os seus entes queridos e têm estado sem notícias deles. Por S. Exª. Revª. o Pró-Núncio Apostólico em Jacarta, sei, agora, que V. Exª. vive mergulhada em grande aflição e tristeza por absoluta falta de notícias e que pediu à Santa Sé informações sobre a situação do seu extremoso marido. É mais uma falta da minha parte. Mas, como compreenderá, nem sempre é possível escrever em pleno fragor da guerra. A vida começa, agora, tanto quanto é possível, a normalizar-se na cidade de Díli e nalgumas vilas da Província e, por isso, apresso-me a escrever-lhe esta carta, através da mesma Nunciatura em Jacarta que, espero, a fará chegar à mãos de V. Exª.. Durante o período da guerra, como V. Exª sabe, tenho acompanhado, mais ou menos de perto, directa ou indirectamente, a sorte dos nossos queridos prisioneiros e, por isso, a do seu Exmº Marido e meu caríssimo amigo Tenente-Coronel Maggiolo Gouveia. Particularmente assisti-lhe com assiduidade, quando ele baixou ao hospital sem gravidade, mas onde se manteve até ao dia 7 de Dezembro de 1975. Nesta data, a FRETILIN levou, para Aileu, todos os doentes presos, como aliás todos os seus prisioneiros, detidos em Díli, que andariam à volta de uns 800. (1) Foi, então, que perdemos o contacto com os presos. Todos nós sentíamos a sensação de nos encontrarmos num túnel de curva fechada e vivíamos horas cheias de angústia, situações de terror e como de contínuo suspensos sobre o abismo da morte. Deus e só Deus, era a nossa esperança: ao coração d'Ele fazíamos e continuamos a fazer insistente violência. Só agora, - e já vão sete meses de guerra – começa a raiar esquivamente a aurora de possíveis dias de paz: começa a haver tranquilidade e confiança e a vida está a voltar à normalidade. E, também, só agora, estão chegando daqui e dali, do interior da Província, notícias do que por lá se passou. Estão aparecendo alguns prisioneiros levados pela FRETILIN, mas são muito poucos, os suficientes, porém, para por eles se saber os que não mais voltarão, porque foram mortos pelas forças comunistas. E entre estes que não mais voltarão, porque seguiram rumo à Casa do Pai do Céu, está o nosso querido Tenente-Coronel Maggiolo Gouveia: fez parte de mais de mil prisioneiros executados pela FRETILIN, no altar do ódio a Deus, à Família e à Pátria. É deveras dolorosa esta minha missão de lhe anunciar que Seu extremoso marido não pertence já ao número dos vivos "neste vale de lágrimas", deu a sua vida pela fé e pela Pátria, morreu como um autêntico cristão, como um homem inteiriço, como um militar da têmpera desses militares de antanho, que são o orgulho e exemplo da nossa gloriosa História. É natural, minha Senhora, que o seu coração de esposa sangre de dor e que a Sua alma mergulhe na tristeza mais atroz; mas quando um homem morre como o seu marido morreu, herói da fé e da Pátria, é mais motivo para dar graças a Deus e honrar-se em tal morte do que para lamentações e lutos (...) A execução devia ter sido entre 9 e 15 de Dezembro de 75. Neste momento, ainda não me é possível averiguar a data exacta. (1). Sei apenas, como atrás disse, que todos os presos tinham sido levados de Díli para Aileu, em condições das mais desumanas. (2) Em dia que não consegui ainda precisar, mandaram reunir todos os presos, como era rotina, e foi feita a chamada de cerca de 50 a 60 homens, incluindo o nome de Maggiolo Gouveia, que sucessivamente iam alinhando no terraço. A este grupo, escoltado pela milícia armada, como era hábito, foi dada ordem de marcha em relação à estrada Aileu-Maubisse. Chegados aqui, e percorridos uns metros de estrada, soou a voz de "alto" e o grupo parou e viu-se próximo de uma grande vala, previamente aberta ao lado da estrada. É-lhes, então, dito que todos vão, ali, ser fuzilados. Há um momento de consternação e estremecimento colectivos. As milícias põem a arma à cara: e é então que o Tenente-Coronel Maggiolo Gouveia levanta a voz e diz: "Senhores, deixem-nos rezar." E todo o grupo, de joelhos em terra, reza o terço a Nossa Senhora, dirigido pelo Tenente-Coronel Maggiolo Gouveia. Terminado este e estando todos ainda de joelhos, encoraja e anima os seus companheiros "condenados à morte" e termina dizendo: "Irmãos, breve vamos comparecer na presença de Deus e Pai; façamos o nosso acto de contrição, o nosso acto de amor". E, em silêncio, intercortado de lágrimas, os corações daqueles homens sobem a Deus para pedir... para lembrar..., e dizer... aquilo de que, naquela hora verdadeira, Deus é o único testemunho. Depois, o Tenente-Coronel põe-se de pé, sendo seguido neste gesto pelos seus companheiros, e dirige-se aos soldados-algozes nestes termos: "Irmãos, nós estamos já preparados para comparecer no Tribunal de Deus, lá vos esperamos também a vós. O meu único crime foi o de não renegar a minha fé e o de amar Timor. Morro por Timor. Morro pela minha Pátria e pela minha fé católica. Podeis disparar". Evidentemente, os soldados timorenses ficam como que petrificados. Não se movem, nem se atrevem a pôr arma à cara. É um estrangeiro que rompe o silêncio nestes primeiros instantes e quebra a indecisão daqueles soldados nativos: põe ele a arma à cara e dispara contra o Tenente-Coronel Maggiolo. E, logo a seguir, todos os outros soldados fazem o mesmo, abatendo, com rajadas sucessivas, todos os presos. (Esta narrativa – quero que o saiba, minha Senhora – ouvi-a da boca de um dos presos de Aileu, o Administrador de Concelho de Maubisse, Lúcio da Encarnação, que a ouviu, por sua vez, dos próprios soldados algozes e que, ao fim, foi salvo pelas milícias de Ainaro). Assim morrem os heróis. Assim morreu o Tenente-Coronel Alberto Maggiolo Gouveia. E quem assim morre, é orgulho para os pais, para a esposa, para os filhos e para a Pátria; e desta forma, não é a morte que coroa a vida, é a glória eterna em Deus, que sublima a morte. E mais vale morrer com glória do que viver com desonra – eram desta têmpera os portugueses de antanho. – Foi a ideia-força na vida deste Homem, deste Cristão e deste Oficial do Exército Português, de Maggiolo Gouveia. Se, como piedosamente cremos, ele continua a viver no Céu, junto de Deus, também viverá no coração dos timorenses, enquanto a memória dos homens não se desvanecer. Desculpe, minha Senhora, fui muito extenso e não disse tudo, mas penso que seria esta a melhor forma de mitigar a sua grande dor, de pedir-lhe que tenha coragem na vida para vencer até ao fim, onde o encontrará, e de exortá-la à confiança em Deus, que é o melhor dos pais e que, assim, a começa a preparar para "esse encontro" na meta final da vida. Aqui vão, Senhora D. Maria Natália, para V. Exª., para os seus filhos e para a demais família, as minhas profundas condolências e a expressão da minha comunhão de orações de sufrágio, com os meus sentimentos de religiosa estima e muita consideração. De Vossa Excelência, servo inútil em Cristo Em 10 de Março de 1976 José Joaquim Ribeiro Bispo de Díli Notas: (1) No aspecto legal, o Tribunal Judicial de Abrantes considerou a sua morte presumida em 8-12-75, sendo esta data publicada na Ordem do Exército. Entretanto, através de fontes ligados a D. Ximenes Belo à Igreja Católica, veio a confirmar-se o fuzilamento de Maggiolo Gouveia e dos seus companheiros na antevéspera do Natal de 1975, e tal como referi anteriormente, ordenado pelo comité central da FRETILIN, ao qual pertencia Xanana Gusmão. (2) Recortada a notícia de Maggiolo Gouveia ter feito o percurso a pé, carregando um cunhete de munições.
publicado por blogdaportugalidade às 12:31
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A POLITICA e o dia 10 de Junho...

Era  no dia 10 de junho que ,até o 25 A,se condecoravam ,normalmente militares distinguidos nas frentes de guerra ultramarina e um ou outro civil que sobressaia de

todos os civis ,normalmente pelo feitos no Ultramar...

Digo e refiro ULTRAMAR,por ainda existem países que ainda tem colónias e designam por

"ultramar"

Mas ,como dizia,nesse dia condecoravam-se vuivas,espôsas de militares mortos em combate e/ou acidente(estes não eram poucos) e se choravam também os mortos...

Era um dia de meditação,também...

Nos dias de hoje ,o 10 de junho é o dia de apupos e vaias para o Sr Primeiro Ministro d e

Portugal que se desfaz em sorrisos,não sei se é pelos apupos ou ainda por arrogãncia c om

os seus sorrisos maléficos e cada vez mais enganadores...

Mas afinal para que serviu ou para que serve o 10 de junho???

Para comemmorar o quê,com condecorações,com beijos e abraços,puramente hipocratas

e pior de tudo isto sem com qualquer convucção do que se está a fazer...

Junta-se o público para apupar,para bater palmas,como se vivessemos num mar de rosas

socialistas ,a maior parte dele transportado das aldeias em viaturas pagas pelas juntas de

freguesia,por que se não não tem as mensalidades orçamentais ,tiradas a ferros das Câmaras.juntam-se militares transportados à nossa custa,à custa de todos os portugueses

desfilam aviões que só voltarão a voar para o ano ,por falta de verbas para a gasolina e /ou

falta de pilotos...TUDO ISTO PARA QUE |

 

Comparando este"nosso,vosso" 10 de junho com as comemorações ,por exemplo com o

dia da "Bastilha" é ridiculo se ainda juntarmos ao " 10 de junho" todos os problemas rela-

cionados com os prêços do petróleo,mortes ,boicotes,falta de emrcadorias,falta de combustiveis,etc,etc...

Isto tudo olhado para um passado recente chega mesmo a dar a impressão que este país

está numa fase de decadência...

Leio noticias em que o Sr Presidente da República consegue fugir aos apupos dirigidos ao

PM e que este se recusa aceitar uma reclamação escrita e que, depois, o PR manda um

assessor ir buscar a tal missiva...

 

PERGUNTO,SR PRESIDENTE,o ex-Primeiro Ministro PSL não teria feito menos asneiras do

que este ???? E por que é que não se pára com este PM???

Portugal está a arder ,além de sofrer na pele,já não dá para aguentar este homem todos os

dias na TELEVISÃO a dizer aquilo que já todo o " mundo" sabe...

Chamam  MENTIROSO e sei lá o que mais...O que o faz continuar???Amôr à camisola politica???

VAMOS DEFINIR OS OBJECTIVOS E AS POLITICAS DE PORTUGAL e deixemo-nos de

protogonismos...

publicado por blogdaportugalidade às 09:47
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Terça-feira, 3 de Junho de 2008

Responsabilidades politicas ??? Quando é que acabam ????

                                                                                                    Terça-feira,03 de Junho de 2008

 

 

 

http://dn.sapo.pt/2008/06/03/economia/despesas_ilegais_somam_milhoes_2007.html

 

 

Responsabilidades judiciais...criminais ...e politicas.

 

Esbanjar dinheiros públicos ILEGALMENTE não preocupa o Sr Ministro das Finanças,mas

se um particular tiver dividas ao fisco ,NEM SEQUER pode pagar o sêlo do carro...

Quanto a dividas do ESTADO nem se fala,por que apenas existem responsabilidades politicas e nunca vi RESPONSABILIZAR nenhum governante por gastos ilegais,por gestão

danosa,etc,etc...É a DEMOCRACIA entendida pós 25 de Abril...

 

E se falarmos do SIRESP???Não é bom para os portugueses,mas foi bom ,certamente,para

alguns .

Não sei como vai este país...,mas a culpa é do pôvo que elege estes politicos e governantes.

Governantes não elege directamente,mas elege os partidos e estes encarregam-se de colocar os amigos...

Ontem,regressado de Pointe Noire,República do Congo,fiquei a ver o caso SIRESP...É claro

que fiquei pior do que estragado...as mesmas caras como politicos,uns a saltarem o plinto

outros a imaginarem-se naquilo que virão a ser,se forem bons seguidores das politicas

governamentais,mesmo do " faz de conta" ,

Já não me admiro com o que se passa neste país.Também os jornais estrangeiros pouco

ou nada falam de Portugal...

E por acaso,estive dentro do avião que me havia de trazer para PARIS cerca de duas horas e

no meio da conversa ,ouvi um natural de Angola a falar português e dirigi-me a ele e depois

do telefone estivemos na conversa...Ia para Paris e virá a Portugal e espero recebê-lo...

Mas ,disse-me uma coisa que me impressionou :" Não quero NADA com os govêrnos de

Portugal...apenas com os cidadãos"

 

Fico-me ,hoje por aqui...

publicado por blogdaportugalidade às 17:00
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