Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

Vamos fazendo as nossas continhas...Aproximam-se ELEIÇÕES

                          

 

                                       http://br.youtube.com/watch?v=BDHlVJXn58s

 

 

Pois é ,Nós portugueses deixamos estas heranças...

 

Mas ... e por cá ??? Para que precisamos de 235 deputados???

Quanto custa cada DEPUTADO,pelo daqueles que estão lá a tempo inteiro,por que já li há dias

que alguns vão lá assinar o ponto e regressam aos seus escritórios e quem sabe ? ,talvez para

fazer os estudos encomendados ,dar aulas nas Universidades,ou até levar e ir buscar os filhos

à escola...

 

TEMOS QUE REVER ISTO...

 

Mas continuando...Vamos comparar o custo de cada deputado ,comparando -o com os custos

dos de cada país da UE....Pode ser ,agora,dos 27...Não vamos falar em médias,vamos é comparar os custos de todos e ver como estamos ,isto para falar verdade...

 

Já agora,vamos publicando  quais foram os pagamentos de IRC das grandes empresas

e quais os vencimentos dos administradores,bem como todos os privilégios e regalias

que tem por essas empresas...

 

Há dias li que determinada emprêsa tem nos seus quadros ex-ministros...E aqui é que

começa a corrupção...Dar hoje para receber amanhã.Dá o que não é dele e recebe o que

passa a ser dele...

 

Ao menos vamos ouvindo o que se passa pelo BRasil,pelo menos pode-se falar...

     

                             

publicado por blogdaportugalidade às 19:34
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Por quê o Numero clausus em MEDICINA???Não é NEGÒCIO???

AGORA DIGAM SE VIVEMOS OU NÃO NUM PAÍS DE "GENTE" SEM ESCRÚPULOS

 

Por uma questão de curiosidade, e porque muitos dos destinatários nasceram ou moram nesta terra, ou visitam com frequência o Barreiro, vou reproduzir uma pequena notícia que vem publicada na revista 'Visão' de quinta-feira passada, com o título acima indicado e o sub-título 'Em apenas 6 dias um oftalmologista espanhol limpou a lista de espera da cirurgia às cataratas, no Hospital do Barreiro' 'José António Lillo Bravo, 45 anos, oftalmologista espanhol, instalou-se de armas e bagagens, como quem diz, com equipa e equipamento, no Hospital Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, e reduziu drasticamente a lista de espera das operações às cataratas Precisou apenas de seis dias - seis! - para devolver a visão a 234 pessoas. O procedimento é simples, faz-se em poucos minutos, só com anestesia local; o oftalmologia aplica o método (= facoemulsificação) há mais de uma década, e permite ao doente voltar para casa no dia da intervenção. E pelos seus próprios pés. Sem pudores, José Bravo precisa que, nos dias em que esteve no Barreiro, e com a ajuda da sua equipa, fez 48 intervenções diárias : 24 de manhã e 24 de tarde - contra as 50 por ano, em média, dos médicos locais, e que resultaram, no final de 2007, numa lista de espera de 384 pessoas. Por cada cirurgia, o espanhol, recebeu 900 euros. Um valor que, garante a administração do Hospital, é compensador : corresponde a metade do preço pedido pelos médicos portugueses.' Fim do artigo. Assinado: Teresa Campos. (REVISTA – VISÃO ) Nem todos os médicos portugueses trabalham por amor à arte, é mais por amor ao dinheiro... Não é novidade para mim, mas o profissionalismo deste médico espanhol é de admirar! ----- GRANDE PARTE DA "CLASSE MÉDICA PORTUGUESA" DEVERIA ESTAR COM VERGONHA!

publicado por blogdaportugalidade às 09:22
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Sábado, 26 de Abril de 2008

A Aplicação do DINHEIRO DOS NOSSOS IMPOSTOS

A Economia ,as Finanças,o controlo de gestão dos dinheiros públicos anda alheada dos

portugueses...

Só para o " DESPORTO " do AUTOMOBILISMO  deram um subisidio de  2 ( DOIS) Milhões

de €uros e o  secretário de ESTADO justifica como um acto normal ...

Quando o Govêrno vem  corta a torto e a direito ,invocando as mais variadas razões,até

podermos dar de barato ,que tem razões para isso,etc,etc vai dar de mão beijada dois

MILHÕES DE €uros para este desporto ????

Considero uma dádiva descabida e ajustificação oficial DEVIA ser mais cuidadosa...

Então não háuma TUTELA??? Dá-se assim dinheiro,quando nem sequer temos consultas,

senão e apenas a 10 meses /um ano,não se pagam despesas efectuadas sem cabimento

orçamental,etc,etc e vamos dar essa verba...


O que é que havemos de fazer??? Por mim fazia outra revolução,mas agora certamente

que não será com cravos,nem ouvirei mais dizer "que foram prá guerra com cravos na G3"

Venham dias melhores,mas não me parece,Sr Presidente da República...

Admira-se da ignorância politica dos jovens,mas as mesmas caras continuam,não se

dando lugar aos jovens...Acabemos de vez com estes dinossauros da politica,das TVs,

das entrevistas ,etc...Poderia dizer que a massa é a mesma,mas não ,os oportunistas

são os mesmos que se tornaram profissionais da politica e são os cães fieis dessa

mesma politica...

publicado por blogdaportugalidade às 18:48
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Sexta-feira, 25 de Abril de 2008

O que nos trouxe o 25 de Abril,além do que já sabemos...

O que nos trouxe o 25 de Abril,além do que já sabemos...

http://www.metacafe.com/watch/1271317//
publicado por blogdaportugalidade às 15:41
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Quinta-feira, 24 de Abril de 2008

25 de Abril de 1974

Abril, 25 de 1974

http://www.youtube.com/watch?v=1mFjuVYWJ08&feature=related

 

 

25 de Abril de 1974

 

Estava em Moçambique perto de Maúa,a sul de Marrupa ,onde se encontrava sediado o meu Batalhão 3888...

Encontrava-me nesse local para reconstruir uma série de pontes ,umas destruidas pela

cheias dos rios ,outras destruidas pelo "IN".

Á noite ,chega o furriel Vinagre e diz-me que em Portugal houve uma revolução e a resposta

que dera a esse militar,que nos tornamos amigos pelos anos fora,foi que não me admirava

nada,pois era a evolução da situação e o Estado português não tinha outra hipotese se não

entregar-se...

Já lá vão 34 anos...

Visto ao longe e sem partidarismos nem ideias sublimados ou até exasperados,vejo que

o filme poderia ter corido de uma outra forma...

Faltou aquilo ,que na giria e na conclusão da Ordem de Operações,faltou aos militares "cha

mados de Abril" a " exploração do sucesso...

Os destinos do país foram entregues de bandeja a grupos civis exilados que não conheciam

a realidade no terreno,tinham mêdo da reversibilidade e sobretudo ,queriam submeter-se aos jugos de quem pagou as guerras do IN,China,´Países de Leste,Rússia e sobretudo a

América...Sim ,sobretudo os USA que ,através do Sr Henry Kissinger faziam das Nações

Unidas o palco do teatro de operações...

O Sr Kissinger anunciava que " tinha acontecido isto e aquilo,etc,e ,ficavamos de bôca aberta, pois nada tinha acontecido,mas ,com  o correr dos tempos ,verificamos que esses

acontecimentos viriam a contecer...Isso era apenas a hora para iniciar a operação ,estimada e já reconstruido,o estudo da missão futura...

 

Mas,olhando para trás ,os portugueses poderiam ter feito e,tinham condições militares para o fazer,um sistema de uma comunidade,como os palopes,mas mais funcionais em termos

sociais ,politicos ,económicos ,financeiros e tecnológicos...

Não o fizemos,aconteceu o que não devia ter acontecido,merçê de uns quantos militares

imbuidos do espirito  de abandono do ex-Ultramar e abandono das populações,merçê de

uma DESCOLONIZAÇÃO ,que como dizem alguns párias ,foi a descolonização do possivel

PURO ENGANO....

 

Fui o último oficial a sair do NIASSA e regressei a Nampula em três dias de viagem de

comboio,isto por que como delegado da Comissão politica Frelimo/ FAsportuguesas,sentia

vergonha de deixar aquela gente abandonada...Isto por que o Comandante GOI GOI da

Frelimo me ter pedido e terem pedido ao govêrno para lá ficar...foi respondido com um

depois vê-se...

 

O 25 de Abril está mal contado por todos os intervenientes que aparecem pelas TVs,jornais

etc que contam à sua maneira,ou à de quem lhes paga para dizer o que desejam que digam ou passem a mensagem desta ou daquela maneira...

Enfim já lá vão 34 anos ,o que já é um período que dá para perguntar...Valeu a pena,abando-

narmos ,como abandonamos,deixando as populações de lá,a dáspora e as de cá sem qual

quer contacto que a história nos devia fazer ligar...

E,o pior de tudo,é que NÃO QUEREM lá portugueses...,sòmente para investirem...

 

34 anos de aprendizagem politica para os confrades ,oportunistas que tomaram conta do

processo ...Afinal são estes politicos que afundaram PORTUGAL...que agora apenas só

tem um remo queé o do Atlântico e mesmo esse ,ontem,perdeu a sua soberania...

Nem vamos poder remar na nossa ZEE,

O TEMPO DIRÁ...mas repito muitas vezes VIVA PORTUGAL

 

 

 

publicado por blogdaportugalidade às 13:16
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Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

O DIA DO COMBATENTE

Discurso

 

DISCURSO DO EXMO GENERAL VASCO ROCHA VIEIRA, NA COMEMORAÇÃO DO 90.º ANIVERSÁRIO DA BATALHA DE LA LYS

BATALHA - 05 de Abril de 2008

 

DIA DO COMBATENTE

 

 

Vivemos tempos de crise.

São tempos em que se esquecem valores, em que se afirmam antagonismos sem sentido de comunidade, em que se foge para o individualismo como pretexto para não assumir a responsabilidade de defender a colectividade.

São tempos de máscaras e aparências, em que se esquece o valor do serviço e o respeito pela realidade.

São tempos sem glória.

São tempos em que as lamentações das vítimas esquecem os exemplos dos heróis.

São tempos que ignoram o passado da independência e anunciam um futuro sem liberdade.

São tempos de resignação e de fatalismo.

O que o presente nos mostra exige que se diga que não queremos ir por aí, que não vamos por aí.

Entre a ilusão que nos engana e a realidade que nos interpela e desafia, temos de saber escolher a verdade efectiva das coisas.

Temos de saber construir o futuro com a nossa vontade, enfrentando a verdade das coisas e das forças, vendo-as como elas são, e não como, por ingenuidade ou por desalento, gostaríamos que fossem.

Estes também são tempos para voltarmos aos valores essenciais, para defender a memória dos que construíram Portugal independente, para honrarmos a responsabilidade de deixar aos sucessores mais do que aquilo que herdamos dos que nos antecederam.

É por tudo isto que estes não podem continuar a ser tempos de resignação e de fatalismo.

Perante dois camaradas nossos, tombados em combate em terras da Europa e em terras de África, afirmamos e honramos aqueles que, sujeitos à condição militar, venceram a luta pelo prestígio pagando como preço a própria vida.

Todos os que tombaram em combate, todos os que perderam uma parte da sua vida em nome do dever militar, têm o direito à nossa homenagem.

É isso que distingue os homens livres dos escravos.

Pouco importa se venceram ou perderam a guerra em que morreram.

Quem combate, quando combate, não conhece o fim da História.

Não tem a distância do crítico, nem a serenidade do historiador.

É sujeito da condição militar, prossegue os desígnios da política pelos meios extremos da guerra.

Não teme a morte, porque sabe que só quem não tem medo da morte pode afirmar a vida, para ele e para os seus.

Quem combate não declarou a guerra.

Combate porque essa é a sua condição militar, combate para que a sua pátria não venha a ser terra de escravos.

Combate para que os que detêm a responsabilidade política conduzam os destinos do país até aos tempos de paz, de desenvolvimento e de cooperação.

Combate para que a guerra tenha um fim.

Faz a guerra com a finalidade na paz.

Mas não haverá paz, só haverá escravatura e dependência, se não assumir essa responsabilidade de fazer a guerra.

Foi esse o caminho que escolheu quando aceitou assumir a condição militar.

Todas as sociedades que se organizaram até atingirem a condição de serem independentes, de serem habitadas por homens livres e não por escravos, assentaram em três pilares, em três funções constituintes e integradoras, formadoras da sua identidade: o agricultor, o religioso, o guerreiro – o que trabalha a terra, o que trabalha as ideias, o que trabalha as armas e assume o combate.

A evolução das civilizações e das culturas foi alterando estas designações, mas não alterou os seus conteúdos e os seus valores, não alterou o papel integrador destas três funções.

A subsistência material da comunidade, a condução da evolução da sociedade dentro de uma visão do mundo e realizando o critério da justiça, a defesa dos valores e das liberdades de todos os que vivem nesse território, podem designar-se hoje como economia, como política e como defesa, mas estes três pilares continuam a ser os factores constituintes da independência e da liberdade.

Nenhum desses pilares existe sem os outros, todos são necessários para que a comunidade nacional produza riqueza, afirme a sua independência, garanta a sua liberdade, defenda os seus valores.

Os que esquecem esta interrelação, os que ignoram a necessidade dos três vectores, condenam-se a perder tudo: a autonomia económica, a independência política, a liberdade cívica, o sentido dos valores.

Condenam-se à pobreza, à subordinação, à escravatura, à perda do futuro.

Estes são riscos reais que se configuram nestes tempos de crise.

Ignorá-los, esquecer a exigência da mobilização para os enfrentar, seria um acto de traição.

Traição à Pátria, certamente.

Mas também traição a nós próprios, traição ao que nos foi deixado em herança, traição aos nossos valores de independência e de liberdade, traição ao nosso sentido de dignidade.

Perante dois portugueses sem nome, que morreram cumprindo a obrigação da sua condição de militar, devemos-lhes a determinação e a mobilização com que se poderá vencer estes riscos reais com que estamos confrontados.

Para que o seu sacrifício não tenha sido em vão, somos nós que temos de preservar os valores da condição militar, aceitando o combate quando isso é inevitável para não sermos condenados a um destino de escravos.

Escravos de outros poderes ou escravos das ilusões, escravos de ideologias ou escravos de fantasias, escravos de compradores ou escravos de credores, mas sempre sem liberdade, sem identidade e sem dignidade, sem voz e sem direitos.

Os combatentes que se reúnem aqui, hoje, vindos das mais diversas partes de Portugal, renovam o seu compromisso de honra para com a Pátria, prestando homenagem aos que morreram em seu nome para que haja liberdade e independência.

Os que aqui estão, combatentes do nosso tempo, ganharam o direito, pelo seu sacrifício e pela sua lealdade, a que lhes seja reconhecido o mérito, a coragem e a dedicação de quem soube assumir as suas responsabilidades.

Nos tempos de crise, como são os que vivemos, tudo parece complexo, intrincado, irresolúvel, irremediável.

Não é assim, não tem de ser assim.

E só será assim se nos faltar a vontade, se perdermos o sentido da dignidade, se abandonarmos o valor da liberdade.

 

As crises têm uma origem, têm uma trajectória, têm um diagnóstico, têm uma terapêutica, têm um tratamento.

É neste quadro que a condição militar, assumida no juramento que é feito por cada elemento das Forças Armadas, ganha um peso simbólico superior.

A função militar, a responsabilidade pela defesa, é apenas um dos alicerces em que assenta uma sociedade independente e livre.

Não se substitui aos outros alicerces, às outras funções, mas é sua obrigação contribuir para que as outras funções tenham todas as condições para se cumprirem.

Se cada um – produtor, político, soldado – for fiel às obrigações da sua função, se cada um aceitar todas as responsabilidades da sua condição, se cada um respeitar o juramento que faz perante todos os outros de que defenderá a independência e a liberdade, encontraremos as respostas para as dificuldades, seremos capazes de superar a crise.

Esse será o resultado do regular funcionamento das instituições democráticas, conjugando, com inteligência, com realismo e com determinação, o produtor, o político e o soldado – isto é, o crescimento económico, a orientação estratégica na resolução dos conflitos de interesses e a defesa da independência e da liberdade.

E é no estrito respeito pelas normas do regular funcionamento das instituições democráticas que os que são sujeitos da condição militar, por opção de vida e por fidelidade a um juramento de honra, têm legitimidade para esperar dos responsáveis políticos as condições necessárias para o efectivo cumprimento das missões que lhes são atribuídas.

As sociedades precisam da instituição que, na obediência da condição militar, tem por valor superior a sua defesa.

No quadro da sua estrita responsabilidade de defesa da independência e da liberdade nacionais, as Forças Armadas não escolhem as missões que lhes são atribuídas pelos responsáveis políticos.

É aos responsáveis políticos que pertence a responsabilidade de fazerem corresponder as missões que atribuem aos militares com os meios que põem a disposição dos que colocam em risco as vidas para as cumprirem.

A unidade das Forças Armadas, condição essencial para que cumpra a sua função de defesa da unidade nacional, não pode, em nenhuma circunstância, ser posta em causa ou em dúvida.

Mas a dignidade das Forças Armadas exige que ao seu quadro de missões corresponda o adequado sistema de meios.

 

 

Junto aos túmulos de dois soldados, renovamos o juramento que nos integrou na condição militar.

Como sempre, em tempos de estabilidade e em tempos de crise, a unidade das Forças Armadas é uma condição necessária para a defesa da independência, para a garantia da liberdade e para o regular funcionamento das instituições democráticas.

Outros contribuirão para que a esta condição necessária se juntem as condições suficientes para que os portugueses possam construir o seu futuro por afirmação da sua vontade e dos seus valores.

Viva Portugal.

 

publicado por blogdaportugalidade às 18:23
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RDM,o grande problema do Govêrno,antes diminuisse o número de deputados...Num país como este,são mui

Expurgar o RDM de inconstitucionalidade

Pela sua oportunidade e pelo esclarecimento que contém, transcreve-se o artigo seguinte.

É a altura de o Governo demonstrar o seu apego à democracia e à lei
José loureiro dos Santos, General
Público de 18/04/2008

A leitura da Constituição da República não deixa dúvidas sobre que cidadãos poderão ser abrangidos pela aplicação de penas disciplinares resultantes da infracção das leis que lhes restringem direitos dos militares. Não apenas pela leitura do seu artigo 270 (único na Constituição sobre "restrições ao exercício de direitos"), onde se afirma que "a lei pode estabelecer restrições dos direitos (...) dos militares e agentes militarizados dos quadros permanentes em serviço efectivo (...)", mas também no artigo 164, que define a "reserva absoluta de competência legislativa" da Assembleia da República, se utiliza a mesma expressão "em serviço efectivo" (as aspas são nossas).

Ou seja, é inconstitucional o que está ou vier a ser determinado no Regulamento de Disciplina Militar (RDM), relativamente à sua aplicação aos militares que se não encontrem em serviço efectivo. É tudo tão cristalino, mesmo para um não jurista, que não é necessário invocar a autoridade dos pareceres de reputados constitucionalistas como Gomes Canotilho e Vital Moreira, para o confirmar.

Existem dois motivos que poderão explicar que só agora se tenha levantado este problema. Por um lado, teve lugar um acontecimento, que não me lembro de ter ocorrido antes: um militar fora do serviço efectivo foi objecto de um processo disciplinar, o que despertou a atenção para este assunto, especialmente das associações militares e dos jornalistas, conforme, aliás, lhes compete. Por outro lado, porque, na imediata sequência cronológica, e presumo não causal, daquele insólito e inadequado processo, o Ministério da Defesa Nacional enviou um anteprojecto de actualização do RDM em vigor, que data de 1977 com posteriores actualizações pontuais, às chefias e às associações militares, para obtenção dos respectivos pareceres.

Não tenho uma ideia persecutória sobre os actuais responsáveis políticos pela instituição militar, nem penso que eles tenham qualquer intenção de restringir os direitos dos militares, além do que a Constituição permite, e avalio positivamente o exercício das suas funções, sem nunca deixar de criticar os erros que cometem, quando deles tenho conhecimento. Os infundados agravos causados aos militares no âmbito das reformas da administração pública (particularmente no apoio de saúde e no valor das reformas), que urge serem urgentemente reparados, devem-se principalmente à errada abordagem inicial feita pelo Governo a essas reformas, não considerando a especificidade da função militar, e à inexplicável e perigosa insensibilidade do ministro das Finanças aos assuntos militares. Os chefes de estado-maior defendem a instituição militar e estão interessados em resolver os problemas com que se deparam todos quantos têm a honra de lhe pertencer, pelo menos tanto como aqueles que se lamentam pela forma como são tratados, entre os quais me incluo. Por estas razões, fiquei bastante surpreendido e achei particularmente estranho o facto de surgirem inconstitucionalidades no anteprojecto de decreto-lei distribuído, nesta matéria tão sensível.

Questionado por vários meios de comunicação social, sempre revelei a minha surpresa pelo aparecimento das normas contestadas e afirmei não descortinar motivos que as justifiquem. Limitei-me a adiantar como hipótese de explicação a possibilidade de a elaboração do anteprojecto da proposta de diploma ainda estar situada a um nível menos político e mais técnico, o que, eventualmente, teria induzido uma atenção menos cuidada dos responsáveis políticos. E sempre afirmei estar convicto de que seriam retiradas as manifestas inconstitucionalidades que ele tem, quando fossem com elas confrontados, para o que bastariam os alertas dos chefes militares em funções, cuja devoção à instituição militar não deixa dúvidas.

As declarações do secretário de Estado da Defesa Nacional são um sinal de que esta previsão tem fortes probabilidades de se concretizar. Em vez de insistir em normas à margem do que a Constituição da República prescreve, é a altura de o Governo demonstrar o seu apego à democracia e à lei, expurgando o RDM das inconstitucionalidades que ainda contém. Evitará complicações e tensões desnecessárias, que podem ser muito prejudiciais. E não se esqueça da urgência de retomar o cumprimento das leis que governos anteriores deixaram de cumprir (ilegalidade que se mantém), pois é uma atitude de pleno, injusto e perigoso "afrontamento" dos políticos com os militares, que não tem paralelo nos últimos tempos.

O que se pretende é a concretização do que está determinado na lei sobre a condição militar. Pondo fim aos exageros dos cortes no apoio de saúde e nas pensões, actualizando os vencimentos dos militares ao nível das profissões equiparadas (juízes, diplomatas e professores universitários) e pagando o que deve das pensões a que os reformados têm direito, mostrando que se porta, quando paga, com o mesmo rigor com que age, quando cobra.

publicado por blogdaportugalidade às 18:05
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Terça-feira, 22 de Abril de 2008

Portugueses,andamos arrastados por quê,por quem,e para quê...

Sou assiduo leitor do fio de prumo e tenho andado a meditar há tempos  no que este esbirro

contra o Sr Coronel Fraga vai dar...Não vai dar em NADA,talvez num acôrdo entre as duas partes...

Digo isto porque ,parece-me impossivel ,como é que o RD/ GNR  se aplica aos " militares" da GNR,nas situações de Reserva e Reforma...isto com a conivência de militares ,certamente das Fôrças Armadas..,por que se fôssem únicamente de oficiais da GNR,eles lá sabem como se cozem ou se deixam cozer...

 

Mas pelo que mais me admira ,é pelo seguinte facto:

Em 1980,o Sr General Passos Esmoriz  andava preocupado por que o govêrno de então queria extinguir a vertente militar da GNR...Por que sei o que digo??Nesse ano ,estava colocado na PJM e como tal  foi me distribuido um processo sõbre a perseguição militar e politica ao MDLP...e por isso tive de ouvir no processo o Sr general,relativo à sua missão

como CEM da Região Norte...

Em face deste processo tive que ouvir o Sr General,de há muitos anos conhecido,quando em Viana do Castelo era um BOM capitão...

Nessa altura surgiu-me o convite apara ir chefiar a Repartição de Justiça ,em substituição do

Sr Coronel Seara Bento ...

Depois de um contacto maior,a grande mágoa dele era na realidade a extinção da tal ver-

tente histórica militar da GNR....

 

Decorrido anos ,aparece agora a utilização da GNR como tropas inseridas na organização

territorial e ,com meu espanto,um RD/ GNR aplicado, igualmente, ao pessoal na Reserva e

Reforma..

É natural que venha a ser assim,pois tratam-se de tropas profissionais ,de excelentes

qualidades militares, não falando na tipificação do seu recrutamento,mas quando bem

enquadrados desempenham bem a missão,como se tem aprovado até hoje...

 

O que não se dá o mesmo com as Fôrças Armadas.O contingente geral e a classe de sargentos é voluntária,mal pagos ,muitas deserções no fim de um ano de serviço,falsas

promessas e ,vejo, assim um futuro negro para as FAs do País...

publicado por blogdaportugalidade às 17:49
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Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Generais frouxos...Lá...expõe-se democràticamente...Aprendam

http://br.youtube.com/watch?v=Jeur_-bDrO8

 

 

Até parece que foi encomendado o discurso...e que lição de um civil que honra as suas FAs

publicado por blogdaportugalidade às 00:39
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Quarta-feira, 16 de Abril de 2008

Um heroi nacional...Como é que os chefes militares deixaram ,na época,chegar a este ponto...

 http://ultramar.terraweb.biz/Imagens/guine_TEN%20COR%20Marcelino%20da%20Mata.htm

 

 

Leiam as sevicias de que foi vitima o nosso heroi que deverá ser considerado nacional...

Para isso é preciso clicar em " Breve contributo cronológico para um esbôço biográfico de MARCELINO DA MATA"

Percorram o site até Maio de 1975 (DOMINGO)

Como é que os chefes militares em 1975 deixaram que este militar tivesse sofrido todas estas sevicias... É um pouco daquilo que tenho dito que os militares são como os cães de caça: São abandonados na época de DEFÊSO... Depois de terminada a guerra do Ultramar ficamos assim abandonados ... Há uns anos ,houve um CHEFE MILITAR que escreveu um artigo num jornal diário em que pergunta por não acabar com as FÔRÇAS ARMADAS??? Na realidade ,com a falta de meios para o pessoal do activo... Recordo-me que quando foi a ida para uma dessas missões de paz, andaram a contar cantis,depois foram pedir armamento aos fusileiros ,e o que mais que nós REFORMADOS não sabemos... Julgo que o melhor seria cumprir com seriedade todos os compromissos com os excombatentes,dando um intervalo para colocar as FAs em stand by e depois refazer umas Fôrças Armadas destituidas desta vergonha de falta de assistência moral,bem estar,social e melhor de tudo tentar que a NAÇÃO DÊ ÀS SUAS FÔRÇAS ARMADAS a DIGNIDADE QUE MERECEM... Os Chefes militares nomeados ,politicamente, pelos govêrnos DEVIAM PENSAR NO QUE SERIA MELHOR para o futuro das FAs. A Nação, pròpriamente dita, está divorciada das suas FAs e apenas sabem aquilo que lhes foi transmitido após as atrocidades que se cometeram no pós 25 de Abril e,por isso,EVOCO as atrocidades permitidas ,para além do assassinio de muitos militares que combateram com as tropas desta Nação...

 

Publicar novamente ,para ver se o ESTADO PORTUGUÊS TEM VERGONHA...ESta história faz-me lembrar a do Milhães Ferreira ,mais conhecido pelos portugueses pelo " MILHÕES"

No dia seguinte ao que foi publicada a sua pensão por condecoração ,a mais alta do ESTADO PORTUGUÊS,recebo a comunicação da filha que " O meu pai MORREU ONTEM""

 

Entre o António Variações e o ESTADO português há uma semelhança:

 

                                         É  Pr'AMANHÃ....

 

Novamente publicado  em 29 03 09

 

João Ernesto Fonseca dos Santos

publicado por blogdaportugalidade às 13:36
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